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Entre provérbios e conselhos

 

MARCELINO Cardalliaguet
07/03/2020

Em ambas especialidades de «sabedoria cervejeira» é rico nossa linguagem e nossos temas de conversa. Que lhe perguntem, se não, aos comentadores de café, aos comentadoras habituais dos bocados perdidos nas linhas de autocarro ou aos jornalistas que concorrem aos fóruns abertas da TV {-} cada um com sua linha editorial ou com os conselhos de seu diretor – que costumam opinar de tudo, emitindo os {pareceres} mais surpreendentes, ou adequando seu «doutrina» às exigências do momento.

Neste período da nossa aventura política, económica, educacional ou procesual se têm {anudado} sobre/em relação a nossas cabeças multidão de temas e projetos que excedem, com muito, a capacidade de {discernimiento} das mentes mais discretas e arrumadas, criando um «algaraviada» concetual que fez descarrilar, mesmo, às mentes mais lúcidas do «{paisanaje}» nacional, emitindo opiniões sobre/em relação a a extensão duma «pandemia» contagiosa, que ninguém sabe donde tem vindo nem para onde vai, à que {llamamos} {COVID}- 19, por chamar-la algo. Sobre/em relação a uma atitude social: o «feminismo», que todos apreciam em seus justos termos, mas ninguém sabe em que consiste; para além de referir-se às mulheres de boa vontade. Sobre/em relação a a atitude que devem tomar os pais ente a educação dos seus filhos; embora eles mesmos tenham sido educados «a salto de mata», numa época na qual poucos distinguiam o que era educar do que era «doutrinar» aos rapazes em verdades relativas e em crenças discutíveis. Sobre/em relação a a retidão e oportunidade de juízos, processos, leis ou decretos que saltam dos Tribunais ao Congresso, e do Congresso à rua; com só/sozinho apertar um botão ou apresentar uma denúncia. Sem ter nem ideia do que é o Direito, o processo judicial ou a redação de umas novas normas legais, para que se ajustem ao Código vigente.

E no meio de tudo este «mixórdia» de opiniões, desacertos e disparos ao ar - «por se topa»- aparecem os economistas advertindo'ns que estamos a um passo de que a bem-estar exclusivo do «mundo ocidental» se venha abaixo, e {terminemos} todos «{cacareando} e sem penas», como já acontecesse em anteriores ocasiões da nossa história recente.

{Permítanme} {recordar} a meus resignados leitores, que somente faz cem anos, durante a primeira Guerra Europeia – a chamada «Grande Guerra», que foi um guerra inútil e coalhada de erros {-} a situação na Europa fora muito parecida à atual; com uma doença vírica muito grave e instável, desconhecida e incurável; que se levou pela frente/por diante a milhares de pessoas. Confrontos muito violentos entre povos/povoações e gentes que não se reconheciam como que pertence a uma mesma cultura e civilização. Rutura entre um mundo empresarial e industrial rico, desenvolvido, satisfeito; que desprezava ao outro mundo pobre e miserable, com milhares de pessoas fugindo de tiranos, ditadores, abusos e guerras que os convertia em reféns de traficantes e «negreiros».

O facto/feito de que hoy nos sintamos ligados por uma União Europeia não soluciona nada, nem muda os termos do jogo. Esta União é tão inútil como todos aqueles «pactos» que cortavam ao mundo em pedaços; mesmo dentro das próprias nações. As mulheres de nessa altura pretendiam votar e ser iguais aos homens em suas aspirações de estreitamente. Os trabalhadores aspiravam a ascender nas escalas laborais e nas retribuições, mas encontravam-se com um sector patronal cheio de preconceitos, que lhes impedia aceitar sua cooperação nas tarefas produtivas, redistributivas e de consumo. Em fim, o racismo, o nacionalismo e a {ramplonería} ideológica deformava às mentalidades mais conservadoras, que formavam em todos os países o sector mais «direita» do arco político parlamentar, como acontece hoy em toda a União e, particularmente, em Espanha. ¡Podemos ver aquele floresta, já distante. Mas os árvores nos impedem ver no qual estamos a viver!.

*Catedrático