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El Periódico Extremadura | Domingo, 20 de outubro de 2019

A Procuradoria acredita que Santiago Cámara matou a sua mulher em defesa própria

Solicita três anos de prisão e que indemnize a suas filhas com 50.000 euros. Num ano ela tirou da conta familiar quase 104.000 euros mas não soube justificarlo

SIRA RUMBO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
09/10/2019

 

El Ministerio {Público} cree que Santiago Cámara mató a su mujer, Sofía Tato, em defesa própria. Em seu escrito/documento de acusação pede que seja condenado por um delito de homicídio, pelo que solicita uma pena de três anos de prisão (lhe aplica a {eximente} de legítima defesa e a agravante de parentesco). Não é, portanto, um caso de violência de género, apesar de que se tem instruído assim ao tratar-se duma vítima mulher que morreu a mãos de o seu marido. El acontecimento aconteceu em Arroyo de la Luz em 2017.

No relatório/informe do fiscal se faz referência à desaparição do dinheiro das contas familiares. Concretamente, duma delas, a falecida tirou quase 104.000 euros em só/sozinho um ano. Ela era, destaca a Procuradoria, quem se encarregava normalmente das gestões bancárias.

Segundo indica o escrito/documento de acusação o casal tinha um depósito a prazo fixo de 96.000 euros que se transferiu à conta comum. Desta é da que Sofía Tato tirou o dinheiro e o ingressou em contas de {Ghana}, segundo acredita o Ministerio Público.

El acusado/arguido ignorava a situação económica na qual encontravam-se até que o proprietário do restaurante no qual celebraram a comunhão duma das suas filhas lhe informou em Agosto de que ainda não tinham pago a fatura do evento, que se tinha celebrado em Abril. Cámara lhe disse a sua mulher que lhe fizesse uma transferência e esta tirou 1.200 euros da conta de os seus pais, na qual figurava como autorizada, para fazer frente ao pagamento.

Depois, segundo o fiscal, ofereceu diferentes versões do que tinha acontecido com o dinheiro. Primeiro lhe contou que tinha aberto uma conta a nome dela e das suas filhas, depois que se o tinha gastado no bingo online. A última justificação foi que o dinheiro estava guardado numa caixa de segurança, que nunca apareceu.

Ele foi à entidade bancária para que lhe informassem da sua situação económica e contou a seus sogros o sucedido. Estes, ao inteirar-se de que sua filha tinha tirado dinheiro de sua conta sem seu consentimento, lhe retiraram a autorização para realizar qualquer movimento.

FORAM A MADRID / Dias antes do crime a casal/par viajou a Madrid à procura de a caixa de segurança na qual supostamente guardava o dinheiro. Ela intercambiou esse dia vários correios eletrónicos com a pessoa que devia entregar-se-la. Como nunca apareceu, o dia dos factos/feitos ambos se tinham citado na entidade bancária para perguntar pelo destino da mesma, mas de madrugada ela recebeu um correio da pessoa que se a ia a proporcionar informandole de que finalmente não ia ser possível.

Meia hora depois a falecida pegou o telefone de o seu marido e se enviou a sim mesma uma mensagem pedindo perdão. Assim, em torno das sete da madrugada, «guiada pelo ânimo de acabar com a vida de Santiago», pôs-se um luva na mão, pegou um faca dos que se usam para {deshuesar} matanças e lhe {asestó} várias punhaladas enquanto dormia.

Se despertou sobressaltado mas se levantou e se iniciou um forcejo entre ambos conseguindo o acusado/arguido arrebatarle o arma e, «guiado pelo ânimo de defender-se», se o pregou no peito. Lhe chegou ao pulmão causando-lhe a morte.

Como consequência do forcejo Santiago Cámara apresentava até dez feridas cortantes em diferentes partes do corpo que lhe levaram a estar ingressado vários dias no hospital. El relato dos factos/feitos do fiscal contrasta com o da família da falecida, que acredita que Cámara matou a sua mulher a consciencializa, pelo que solicita doze anos e meio de prisão por um delito de homicídio e outro ano por outro delito de lesões (assim o acreditam tanto/golo os pais como suas filhas). Por seu lado sua defesa pedirá sua livre absolvição. Será tribunal/réu/julgado por um tribunal do júri.

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