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O plano de urbanismo protege desde/a partir de 2010 a Cruz dos Mortos com um grau/curso universitário integral

É o máximo nível de proteção, embora o plano indica que isto não impede sua transferência . O grupo municipal do PP assegura que não apoiará a mudança de sítio do monumento

 

Vereadores do grupo municipal do PP, na comparência de ontem no seu gabinete na Câmara Municipal. - FRANCIS VILLEGAS

JOSÉ LUIS BERMEJO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
14/03/2020

La Cruz de los {Caídos} es uno de los inmuebles que desde 2010 se protegen con el {Plan} {General} {Municipal} (PGM) de urbanismo, além disso com um nível de preservação integral, o máximo. La própria norma local obriga a sua conservação, embora não impede sua transferência. Entre as observações que se fazem no plano se aponta que as condições de proteção do monumento permitem a mudança de sítio.

Na descrição geral que no plano se faz do monumento se especifica que está dedicado aos mortos e se acrescenta que o material utilizado é mármore de {Alconera}, em Badajoz. Nas observações se explica que está dedicado aos mortos na Guerra Civil e que «em princípio apresentava uma série de inscrições alusivas ao bando vencedor», acrescentando que «em meados dos setenta» se decidiu «suprimir ditas inscrições para lembrança e homenagem aos mortos nas guerras».

MEMÓRIA HISTÓRICA / Acima do plano geral está a Lei de Memória Histórica. À mesma alude o Governo em sua resposta de 6 de Março ao senador de Compromís, Carles Mulet, para concluir que a Câmara Municipal deve retirar a Cruz dos Mortos. Na resposta se vai ao artigo 15 da citada lei, que obriga à retirada de escudos, insígnias, placas e outros objetos ou menções comemorativas de exaltação, pessoal ou coletiva, da revolta militar, da Guerra Civil e da repressão da Ditadura, salvo que as menções sejam de estrita lembrança privado, sem exaltação dos enfrentados, ou quando concorram razões artísticas, arquitetónicas ou artístico-religiosas protegidas pela lei.

O governo local, através do presidente da Câmara Municipal, Luis Salaya, tem anunciado nesta semana que a Cruz dos Mortos se transferirá. Ontem o porta-voz do grupo municipal do PP, Rafael Mateos, assegurou que o seu partido não apoiará sua transferência porque «não é prioritário nem para este grupo nem para os cacerenhos», argumentando que «ninguém hoje percebe/recebe a Cruz como um símbolo franquista, a Cruz faz parte do dia-a-dia dos cacerenhos e baixo/sob/debaixo de nosso ponto de vista não ofende a ninguém». «Em Cáceres não existe uma procura social que justifique o transferência, por isso pedimos ao presidente da Câmara Municipal que antes de tomar uma decisão ouça à sociedade cacerenha e não se deixe influenciar pelos que apostam mais por crispar», indicou Mateos, que matizou/precisou suas primeiras declarações de terça-feira, nas que recordou que num acordo do plenário/pleno da Câmara Municipal em 2004 se decidiu a retirada da Cruz e que portanto temos de cumprir os acordos, acrescentando, como fez ontem, que não é uma questão prioritária nem preocupa à imensa maioria dos cacerenhos.