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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 23 de novembro de 2017

Pizarro: despovoamento, estacionamento, ruído e o dilema dos apartamentos turísticos

Vizinhos/moradores pedem um plano das administrações que garanta a convivência com os empresários. Demandam à Câmara Municipal uma sede de vizinhos e que facilite alternativas à falta de parking

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
14/09/2017

 

La rua Pizarro necessita um plano global de ação que implique a todas as administrações para garantir a convivência entre vizinhos/moradores e empresários. Isso é pelo menos o que acham aqueles que integram sua associação de vizinhos/moradores, chamada Pizarro-Ciudad Monumental e criada faz ano e meio quando começaram a proliferar os locais de taças numa zona que já tornou-se em emblema da movida.

O plano global não é nenhuma ocorrência se a equipa de governo não quer que o centro acabe derivando, por exemplo, nos problemas que ainda segue/continua arrastando La {Madrila}, histórico referente do lazer em Cáceres. Pizarro se consolidou como centro de diversão faz relativamente pouco/bocado tempo mas já arrasta importantes problemas: ruído, despovoamento, falta de estacionamentos e agora se enfrenta a outro novo dilema, a localização de estacionamentos turísticos.

Por isso os vizinhos/moradores querem um plano. Ontem dois de seus representantes, Pepa Bargón e Félix Pérez, presidenta e vicepresidenta da associação, reuniram-se com o vereador de Participação Cidadã, Víctor Bazo, a quem demandaram uma sede de vizinhos. «Estão tardando muito em dar-nos-la. Temos que ter um lugar onde dialogar, para solucionar problemas externos e internos», explica Pérez.

O coletivo está integrado por uns 30 vizinhos/moradores, mas o objetivo é conseguir mais. «Os vizinhos/moradores têm que saber que os problemas se solucionam de maneira coletiva e não individual. É verdade que o {detonante} foi o ruído, que isso é o que nos moveu a formar-nos em associação, mas se nosso objetivo fundamental tivesse sido exclusivamente o ruído tivessemos facto/feito uma associação contra o ruído. No entanto, o que queremos é ter uma visão mais larga».

É que Pizarro vive uma nova época e outros inconvenientes. La falta de estacionamentos é um deles. «É muito importante porque é uma zona onde se priorizou São Juan como lugar de estacionamento e tudo isso tem desaparecido», indica Pepa Bargón, que propõe deixar as traseiras da igreja de São Juan para residentes. «Trata-se de que a Câmara Municipal nos ofereça alternativas».

Há outro problema que a meio e longo/comprido prazo pode crescer: a despovoamento. «O bairro se está despovoando e devemos ter solução. Quem venha a viver aqui deve sentir-se cómodo. É verdade que aos poucos, mediante as medidas que se têm tomado com a aplicação do Plano Especial, tem vindo pessoas novas a casas que se têm reabilitado, se tem ido as pessoas maior, tem vindo pessoas com novos perfis, mas é insuficiente. Muitos não querem vir porque não se pode estacionar», salienta Pérez. Onde mais se tem notado é em As Claras, conta Bargón, quem destaca este handicap: «embora {quieras} ir-te da zona {dificilmente} vais a vender um apartamento com o problema de ruído que há».

E finalmente Pizarro tem de convivir com outro alternativa: o dos estacionamentos turísticos e a divisão de opiniões que há em relação entre o vizinhança. Para uns trata-se de uma oportunidade de reabilitação de casas, «de que assim se arranjem as goteiras», para outros o casal entre apartamentos turísticos e bares de taças pode converter-se num {coctel} {molotov} que impeça definitivamente o descanso/intervalo.

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