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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 23 de novembro de 2017

«Os apartamentos turísticos ilegais somam um hotel mais»

A presidenta da Câmara Municipal diz que se perseguirão porque Cáceres não pode perder qualidade. Os hotéis dão a voz de alarma e pedem ação contra a competência desleal

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
14/09/2017

 

Cáceres tem registados oficialmente 136 apartamentos turísticos ilegais. São os que aparecem em plataformas digitais que oferecem estes produtos tóxicos. As praças/vagas de todos eles somariam um hotel mais, recordou ontem a presidenta da Câmara Municipal, Elena Nevado. São 136 embora a olhos do vereador de Turismo, Raúl Rodríguez, a cifra é ainda maior.

A situação gera tal inquietude que os diretores dos hotéis reuniram-se com a dirigente municipal. No encontro mostraram-se esses dados oficiais. São demasiados os que estão operando na capital de maneira ilícita, por isso Elena Nevado recordou que uma cidade que cresce em turismo e tem um perfil de qualidade dentro dos circuitos nacionais e internacionais não pode perder seu {marchamo}. De maneira que colaborará com a Direção Geral de {Turimo} e atuará «com a dureza que temos de atuar quando alguém está prejudicando a um sector que dinamiza nossa economia e que gera muitos postos de trabalho. Não é ir contra ninguém, é atuar com os papéis em regra».

Alejandro Picardo, diretor do Hotel Extremadura e presente no encontro, indicou que o sector tem detetado o incremento de alojamentos ilegais. «Encontrámos uma predisposição total da Câmara Municipal a ajudar-nos em perseguir a estes apartamentos que são negócios sem controlar e que estão desvirtuando as estatísticas oficiais de presença de turistas, algo que prejudica a Cáceres».

A partir de agora terá ainda mais controlo na deteção de alojamentos, se informará da Junta e se atuará em seu contra para que regularizem sua atuação. «Não estamos contra dos apartamentos turísticos, estamos contra dos ilegais e o que queremos é que se regulem», disse Picardo.

Só/sozinho por motivos de segurança temos de arrumá-los, «a polícia tem que ter conhecimento de aqueles que se alojam, porque não se sabe. Também não sabemos se têm medidas contra incêndios ou se podem reunir à pessoas que albergam», concluiu o diretor.

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