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El Periódico Extremadura | Sábado, 25 de janeiro de 2020

«Nossa ideologia é mudar Cáceres»

JOSÉ LUIS BERMEJO
07/12/2019

 

Ya há nome, {logo} e até data de apresentação. Será na próxima terça-feira, às 19,30 no hotel Palácio de Oquendo. Esse dia e a partir de essa hora se lerá o manifesto fundador de Cáceres Viva, o novo jogo/partido de âmbito municipal e provincial que {encebazan} os vereadores Francisco Alcántara e Mar Díaz, que faz menos de um mês estavam dentro de Ciudadanos e que agora participam na {estrucutura} duma nova formação que alarga o tabuleiro político local e provincial.

-¿Porque é que saiu de Ciudadanos?

-A saída se precipita quando me abrem um processo de expulsão porque me {atrevo} a demandar uma {asunción} de responsabilidades pela desastre eleitoral. Isto surpreende porque essa procura se estava fazendo em todo o território e não só/sozinho na Extremadura, onde não fui o único, e no entanto só/sozinho me abrem a mim um processo. Além disso minha saída não só/sozinho se produz por isso, mas também me cessam como porta-voz da Câmara Municipal sem ter nem sequer uma reunião interna, me inteiro pelos meios de comunicação. Tudo se acumulou ao anterior porque desde que {entré} no jogo/partido arrastava um fartura de insatisfação em relação à própria organização e como se geria.

-¿Pensava em criar um novo jogo/partido antes de sua saída de Cs?

-Não. Quando fiz as declarações o que tentava era que Cs se regenerasse, que voltasse a ser aquilo para o que nasceu. O jogo/partido tornou-se numa saída de inserção profissional na política para pessoas que vinham {rebotadas} da crise e isto fez que esteja estruturado numa espécie de clãs de {amiguetes} que querem manter a toda costa o salário conseguido ao entrar nas instituições. Aí é onde {chocamos} pessoas que como eu {llegamos} com um interesse/juro de serviço e de vocação pública. Queria uma regeneração real de Cs, mas me dei conta que não merecia a pena lutar por isso, que não compensava e que era melhor focar os esforços num projeto novo e {ilusionante} e é nesse momento quando surge a ideia de criar um jogo/partido novo.

-Mas a amanhã de 11 de Novembro já tinha na rua um murmúrio de que teria um jogo/partido novo.

-Na sociedade cacerenha há uma procura de um jogo/partido deste tipo: municipal e provincial. Nos {encontramos} com muitas pessoas que nos dizem que {sigamos} adiante e {generemos} um projeto novo ao {rebufo} doutras plataformas e partidos locais e provinciais. Muitos me perguntam porque é que te {complicas} a vida se não te faz falta e eu lhes {respondo} que precisamente por isso, porque alguém o tem que fazer.

-¿Como influíram em sua saída suas relações com a direção local e autonómica de Cs?

-A relação pessoal nunca chegou a ser excessivamente boa. Desde/a partir de o princípio {noté} que não fazia parte desse círculo de confiança e fechado no qual se tomavam as decisões de Cs na Extremadura. Não fazer parte desse círculo te faz ver que não deveria ter entrado. Me colocaram de candidato à presidência da câmara municipal e muitas vezes tenho tido a sensação de porque é que me chamaram se o que necessitavam eram pessoas dóceis, {palmeros} que bajulem ao líder e não façam ruído. Em mim encontraram-se com uma pessoa que desde/a partir de sua independência fez comentários que não gostam.

-¿Porque é que faz uma semana e média/meia, na primeira reunião, se dá já o passo de criar o jogo/partido?

-Porque há uma procura na sociedade cacerenha e podemos cobrir um vazio político que agora não se atende. É bom um jogo/partido que esteja mais aberto à sociedade, que seja mais transversal e no qual a ideologia passe a um segundo plano. E o fazemos agora porque somos dois vereadores –Mar Díaz e Alcántara- que lhe podemos dar visibilidade. Mar e eu {decidimos} manter a ata porque em nenhum momento fomos desleais ao eleitorado nem ao programa e portanto não houve falta de ética que nos obrigue a deixá-la. O estreitamente que estamos realizando a nível municipal é muito mais útil se o fazes para uma estrutura que esteja criada de tal maneira que as reivindicações da sociedade possam chegar a nós e defendê-las na Câmara Municipal.

-¿Não é demasiado cedo? Se o digo porque ficam 3 anos e meio para as autonómicas e locais.

-Isto o temos debatido. Desde/a partir de um ponto de vista especulativo e eleitoral teria sido melhor esperar e fazê-lo sete meses antes das eleições. Mas desde/a partir de um ponto de vista do que procuramos, que é utilidade para os que {representamos}, que são todos os cacerenhos, o quanto antes melhor.

-¿Que vazio encherá Cáceres Viva?

-Não tinha nenhum jogo/partido que represente exclusivamente as reivindicações do nosso território. Esse é o vazio.

-Mas todos os partidos, embora tenham um âmbito estatal, reivindicam as necessidades do território.

-Sim, mas quando estão nas instituições têm uns interesses de jogo/partido que lhes impede concentrar-se exclusivamente nas reivindicações do nosso território. Todos têm essa contradição interna. Nossa principal ideologia é conseguir transformar socioeconomicamente nossa terra e atender as reivindicações de Cáceres desde/a partir de um jogo/partido de centro, reformista, socioliberal e impregnado de valores humanistas. O que prevalece é tirar a Cáceres de sua estagnação.

-Se fala de {Teruel} Existe, ¿qual é o modelo de Cáceres Viva?

-Se têm analisado todos os partidos semelhantes ao nosso. Tinha que tomar a decisão de se agrupamento eleitoral ou jogo/partido e nos temos inclinado pela figura de partido político porque é uma forma mais estrutural e eficiente de {visibilizar} o que procuramos. Há modelos como Por Ávila, que se constituiu uns meses antes das eleições autárquicas e que hoje governa Ávila.

-¿Quais são as reivindicações prioritárias da província?

-A pergunta é porque é que nós temos menos progresso e bem-estar que outros territórios. O que nós queremos é limar essas fortes diferenças porque continuamos estancados. Outros territórios avançam mais rapidamente que nós e aí é onde está nossa principal reivindicação: conseguir que chegue um momento no qual nos toque avançar/adiantar e avançar/adiantar mais rápido para convergir.

-¿Quem está em Cáceres Viva?

-Profissionais da sociedade cacerenha e de todos os âmbitos, que têm seu estreitamente, que vão seguir tendo-o e que não necessitam da política para procurar uma situação pessoal perante um angústia económica. Aqui não há ninguém que procure entrar para que seja sua saída profissional.

-Para ter visibilidade temos de ter uma estrutura, ¿como se financiará o jogo/partido?

-Como qualquer outro: cotas, {crowdfunding} e doações.

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