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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 14 de novembro de 2018

{Nicolasa}, a vendedora de fortuna

A cacerenha repartiu esta segunda-feira dez bilhetes premiados com 300 euros H É «feliz», mas «oxalá tivesse repartido mais dinheiro», relata a este diário/jornal

G. GUERRA
13/06/2018

 

Este segunda-feira o cupão da ONZE repartiu algo mais de 180.000 euros na província. O prémio mais generoso caiu em Malpartida de Plasencia -170.000-, mas a fortuna roçou Cáceres com uma dezena de bilhetes premiados com 300 euros cada um. Foi {Nicolasa} Fernández a encarregada de vendê-los. A cacerenha de 58 anos leva a sorte nas mãos, embora lhe diminui importância. «Oxalá {repartiera} mais dinheiro», põe a manifesto.

Nos dez anos que leva vendendo cupões, este foi o prémio mais numeroso que tem repartido -3.000 euros ao todo-. «O mais habitual são 50 euros», reconhece. Antes limpava casas, mas não gostava de. Foi quando decidiu concertar uma entrevista no coletivo. Desde então sempre está em rota, reparte a sorte entre a capital cacerenha e arredores -residências de anciãos, a comando da Guardia Civil, conselherias, a universidade Laboral, mesmo viaja a Sierra de Fuentes-.

Ontem aguardava junto à entrada do hospital São Pedro de Alcántara e em apenas vinte minutos, três clientes aproximaram-se a comprar-lhe um bilhete. A seus 58 anos e «meio» -em Agosto cumpre os 59, confessa estar «encantada» com seu trabalho. «Sempre estou contenta de repartir sorte e felicidade». «Estou contenta», relata. Completa sua jornada de manhã e tarde de segunda-feira a sexta-feira. «Aos sábados e aos domingos não trabalho», anota com a firmeza que lhe outorga seu cartão de sindicalista. Tem dois filhos, {Elisabet} e Raúl. E dois netos. «Três», retifica. Um vem em caminho e aumentará a família este verão.

A cacerenha é uma das quatro pessoas com deficiência auditiva que a ONZE inclui em seu ordenado de vendedores em Cáceres. {Nicolasa} confessa que sua dinâmica com os clientes é recebê-los com uma «sorriso». Necessita um intérprete de signos para comunicar-se, mas se tem que conversar com alguém, trabalhadores como {Miriam} estão aí. Aplaude o trabalho do coletivo cacerenho de pessoas surdas que facilita a presença de intérpretes em todos os contextos e o avanço na inclusão graças a organizações como ONZE. E aí segue/continua, superando barreiras sem sabê-lo e apesar das alertas de mau {fario}, à espera de repartir o grande prémio algum dia.

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