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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de septembro de 2017

«Não me gostam as meninas»

Os psicólogos detetam demasiados casos de misoginia ou desprezo ao sexo feminino entre os jovens, mas também homofobia ou xenofobia

L. LUCEÑO CÁCERES
11/09/2017

 

Às vezes as diferenças desconcertam, mas bem assimiladas passam a fazer parte rapidamente da vida normal/simples, como se tal coisa. Aos meninos também lhes acontece. Quando observam a outro colega que tem traços, qualidades ou comportamentos diferentes, a surpresa passa cedo a segundo plano se foram educados na tolerância e o respeito. No entanto, os psicólogos que trabalham nas salas de aula cacerenhas estão percebendo/recebendo demasiados casos de aversão ao sexo feminino (naturalmente não são maioritários mas sim surpreendentes a estas idades), bem como homofobia (antipatia ou ódio até os homossexuais) e xenofobia (rejeição aos estrangeiros), chegando ao acosso nalguns casos.

«Dentro do nosso programa {prevenimos} tudo este tipo de comportamentos a idades nas que ainda há solução, porque são o germe das condutas violentas que vemos anos depois, como o maltrato aos próprios pais, às casais... Alguns casos se percebem/recebem já de forma clara desde o acosso nas escolas, por isso estamos dois anos em cada sala de aula, erradicando possíveis sementes de violência», explica Guadalupe Andrada, presidenta da Fundação {Inpa}-{Framaguad}, coletivo que neste ano dará oficinas numa dezena de centros educativos de Cáceres.

«A intolerância, o ódio ou a aversão se aprendem, por isso temos de previr-la em grupos que são básicos na socialização como a família e a escola, os âmbitos nos que os meninos passam mais tempo. Atuar com a família é mais difícil muitas vezes, mas na escola podemos fazê-lo e o estamos fazendo», indica a psicóloga.

A fundação aplica um programa efetivo na prevenção da violência de género, «porque resulta surpreendente comprovar como uns meninos podem rejeitar abertamente relacionar-se com as meninas dizendo que não lhes gostam, ou as {cosifican}, mesmo nas primeiras relações de amizade tem um afã possessivo até elas», sublinha.

E olho, porque os meninos aprendem por modelos, tanto/golo dos pais como dos meios de comunicação e naturalmente da internet. «Têm 1.060 horas de formação no curso académico e 1.150 de deformação em torno de internet. Há jovens {enganchados} às novas tecnologias, aos {vídeojuegos}, os pais nos pedem ajuda e felizmente há solução», conclui a psicóloga.

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