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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 19 de dezembro de 2018

A muralha inicia sua maior obra com a restauração do troço mais deteriorado

Esta fase recuperará o sector suleste: balde do Olival, Baluarte dos Poços, Arco do Cristo.... Fomento concede 700.000 {€} para iniciar/dar início a primeira grande reforma do bastião, com suas telas e torres

LOLA LUCEÑO
13/01/2018

 

Cáceres não seria tal sem sua muralha. Este bastião de 1.140 metros de cumprimento, levantado no século XII sobre/em relação a a primitiva estrutura romana, e convertida numa das construções defensivas {almohades} mais salientes, abraça à cidadela criando um conjunto/clube que tem os máximos reconhecimentos internacionais: Património da Humanidade, Terceiro Conjunto/clube Monumental de Europa... Pois bem, dita estrutura será objeto da atuação mais significativa das últimas décadas no património cacerenho, a mais importante na longa história da muralha. Um investimento de 1 milhão de {€} permitirá iniciar/dar início sua restauração e travar sua crescente deterioração, denunciado por multiplas vozes.

A notícia saltou na quinta-feira. O Ministério de Fomento anunciou que dará 700.000 euros à fase I da restauração da muralha, isto é, o 70% da financiamento. Fá-lo-á juntamente com o Ministerio de Educación, Cultura e Desporto através da Comissão Mista do 1,5% Cultural. Os 300.000 euros restantes serão co-financiados pelo Ayuntamiento de Cáceres, que já os tem {consignados} através de seu próprio orçamento. A Junta de Extremadura tem financiado a redação do projeto desta primeira fase, adjudicado por 70.000 euros.

«Trata-se de um reconhecimento vitalista, de um grande dia para a cidade, para a recuperação do nosso património histórico», destacou ontem a presidenta da Câmara Municipal, Elena Nevado, que sublinhou o «esforço importante» e o «projeto tão sério» realizado pelo pessoal da Câmara Municipal para conseguir esta verba/partida. «Nos têm concedido tudo o que tinhamos solicitado», disse.

AO DETALHE / De facto, é o princípio de um projeto que prevê-se integral, isto é, cujo objetivo é chegar a restaurar toda a muralha, de 1.140 metros, 22 torres {albarranas}, 9 torres de {flaqueo}, três portas e outro dois acessos. Esta primeira fase permitirá recuperar a faixa suleste, com diversos elementos que vão neste ordem/disposição: torre da rua {Hernando} Pizarro, tela de muralha, balde do Olival da Judiaria, tela de muralha, Baluarte dos Poços (formado pela torre dos Algibes, torre dos Poços e uma torre desaparecida que defendia a autoclismo de São Roque, juntamente com suas telas intermédias e {barbacana}), tela da rua São Roque, torre do Rio e, finalmente, tela de muralha do Arco do Cristo, incluído o próprio arco que supõe a entrada mais antiga à cidade (século I).

Já no ano 2007, o estudo integral da muralha cacerenha salientava este sector como o pior conservado, onde se localizavam as patologias mais importantes e urgentes. A redação definitiva de um plano diretor para a muralha (ano 2016) não fez mas referendar com seus estudos estas considerações. «Por tudo isso, era uma prioridade», explicou ontem Elena Nevado. Em tudo este troço se realizarão um sem-fim de atuações destinadas à conservação e restauração da estrutura, com o objetivo de paliar a deterioração físico-químico dos materiais que conformam o monumento: taipal, {encintados}, terra, morteiros e {mampostería}. Também se eliminarão as alterações: manchas, vegetação, perda de material, gretas...

«Nos sentimos muito orgulhosos de poder/conseguir atuar sobre/em relação a esta jóia, de cumprir com uma obrigação de proteção como Cidade Património da Humanidade», destacou a presidenta da Câmara Municipal, reiterando seu agradecimento aos ministérios.

10 milhões ao todo / Para aplicar estes trabalhos a todos os troços da muralha serão necessários em torno de 10 milhões de euros. O cálculo surge do maior estudo patológico realizado à muralha, que deu lugar há dois anos ao plano diretor, verdadeiro quadro geral e ponto de partida de todas os processos que devem acometer-se. A Câmara Municipal espera que a Comissão Mista do 1,5% Cultural possa seguir/continuar financiando as obras em sucessivas convocatórias, e isso porque um dos aspetos que mais pontuam na hora de escolher os projetos é precisamente que tenham várias fases, que se possam acometer de maneira plurianual, e naturalmente que sejam monumentos com transcendência nacional.

A obra terá que estar concluída antes de que finalize 2019. «Começará de imediato», matizou/precisou ontem a presidenta da Câmara Municipal. Ficam 45 dias de prazo para a entrega do projeto. A seguir, uma vez elaborados todas os folhas, os trabalhos sairão a licitação.

Precisamente ontem, a Junta de Gobierno local informou da publicação no Boletim Oficial da Província (BOP) do Contrato de Serviço de Assistência à Redação do Projeto e Direção de Obras da Restauração da Muralha de Cáceres em sua Fase I. A tramitação ordinária por procedimento aberto se adjudicou no passado 20 de Dezembro à união temporal de empresas {Yamur} e {Matas}, por 70.000 euros.

Na adjudicação final se têm tido em conta uma série de melhorias entre as que destacam a experiência e curriculum da equipa; a edição em formato digital duma guia profissional de referência das trabalhos restauradoras e técnicas levadas a cabo; a edição de um exemplar da memória arqueológica completa dos trabalhos; e a edição de painéis informativos sobre/em relação a este sector da muralha, no qual se incluam os aspetos mais relevantes da restauração.

Por certo que, após esta primeira fase, se planificaria a seguinte no troço de Torremochada.

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