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O mistério das oferendas de um parque de Os Castelhano-leoneses

Já têm aparecido dois baixo/sob/debaixo de uma palmeira do parque Médico/ doutor {Gil} Ramos, com frutas, vinho e velas acesas

 

Um dos altares 8 Uma imagem duma das oferendas que se têm colocado em Os Castelhano-leoneses. - EL PERIÓDICO

SIRA RUMBO CÁCERES
10/03/2020

A primeira vez que apareceram foi faz um mês. Baixo/sob/debaixo de uma palmeira do parque Médico/ doutor {Gil} Ramos, à bilhete de Os Castelhano-leoneses, alguém tinha colocado uma misteriosa oferenda com frutas (um molho de bananas e maçãs), uma copa de vinho cheia, a garrafa ao lado, flores e dois velas acesas e inclinadas. Aí permaneceu até que desapareceu. Mas aos quinze dias outra vez, embora nesta ocasião baixo/sob/debaixo de outra palmeira diferente e sem flores. Hoje ainda permanece baixo/sob/debaixo de a mesma a garrafa de vinho, embora a fruta já se a levaram.

Sua presença levantou tudo tipo de suspeitas no bairro porque ninguém tem visto nada e não conseguem apurar quem as tem colocado e a razão. Sim acreditam, não obstante, que as deixam uma vez que cai a noite. «Perguntei aos vizinhos/moradores e ninguém tem visto nada. Parecem ritos orientais», diz um dos residentes na condomínio que foi testemunha das duas oferendas aparecidas, José Moreno. No seu entender descarta que se trate duma brincadeira porque a fruta apresenta «uma excelente qualidade», indica este vizinho/morador. Algo parecido aconteceu faz uns anos em Zaragoza, embora aqui os altares se colocaram em lugares diferentes da cidade.

Com certa cautela, porque ao não ter podido apurar quem e como foram colocados é aventurado afirmar de que trata-se, o professor da área de Antropologia Social da Universidad de Extremadura, Javier Marcos, se inclina porque pudesse tratar-se duma oferenda da cultura {inca} ou {maya}, que costumam estar relacionadas com a fertilidade da terra, para que as colheitas produzam mais e assim poder/conseguir seguir/continuar a existência da vida. O que faz-lhe suspeitar é que seu aparecimento tem uma certa periodicidade (as colocam cada quinze dias). «Me {inclino} por práticas culturais que têm o propósito de potenciar a fertilidade da {pachamama}, a mãe terra», explica.

«Neste tipo de sociedades há uma relação muito estreita entre o humano e a natureza, não como em ocidente», incide o professor. Embora acrescenta que «é precipitado extrair conclusões sem terlo visto sobre/em relação a o terreno e sem ter-me entrevistado com os que o têm posto».