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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 19 de junho de 2018

O matadouro

FERNANDO JIMÉNEZ BERROCAL Cronista de oficial de Cáceres
10/01/2018

 

Historicamente o controlo higiénicos sobre/em relação a certos produtos alimentares era de vital importância para preservar aos vizinhos/moradores dos {ruinosos} efeitos que pestes e doenças infectocontagiosas causavam, em tempos onde a medicina não dava para salvaguardar nem o bem-estar, nem a saúde. As atividades com maior controlo sanitários eram as relacionadas com a água, a carne, o pão e o pescado. Para isso, os concelhos se dotavam de ordenanças, para reprimir o consumo duns produtos que, sem controlo algum, podiam causar graves transtornos entre a população.

O livro de ordenanças medievais de Cáceres recolhe/expressa os regulamentos relativos tanto/golo à carne como ao pescado ou a fruta e a hortaliça. No caso da carne, já se estabelece no artigo 5 da Ordenança das Talhos que «as reses se matem no matadouro e de dia». Para isso, a vila cacerenha constrói o primeiro matadouro público, do qual se têm notícias, a princípios do século XVI, um prédio de propriedade municipal, situado no fim da chamada rua das Parras, afastado do centro urbano, devido aos cheiros e ruídos que gerava a atividade dos {matarifes}, que deviam sacrifícar tudo tipo de animais, tanto/golo bovinos como ovinos, suínos ou caprinos, para que sua carne se pudesse vender, de forma legal, no mercado os dias assinalados para tal fim.

Sobre/em relação a o antigo matadouro não sabemos muito, salvo que era um prédio que com o passo dos séculos foi deteriorando, de tal maneira, que o próprio arquiteto municipal, Antonio Jiménez, apresentava em 1856 que a melhor solução era sua demolição, devido às multiplas carências que arrastava desde fazia décadas. O mesmo arquiteto apresenta à Câmara Municipal, que o antigo matadouro faz muito tempo devia ter-se abandonado tanto/golo por sua situação, como por suas péssimas condições para o {degüello} de animais com um mínimo de higiene e garantia para os vizinhos/moradores. Se pede também que se construa um novo, pois os investimentos que necessita o velho {edifico} são meros remendos. Mesmo assim se investirão mais de 2.000 reais em arranjar as goteiras do prédio e arranjar as portas e janelas de um matadouro que já levava mais de três séculos de atividade.

Em 1872, o ativo comerciante local Antonio Benito Viniegra, apresenta ao município um projeto para construir, a sua costa, um matadouro público mas de gestão privada; para isso solicita a cessão de um solar junto ao ponte/feriado de São Francisco, onde construir um novo e moderno matadouro isento de pagamento de contribuição e que passados 60 anos passaria a ser de propriedade municipal. O projeto é rejeitado pelo Câmara Municipal, devido principalmente a que a gestão privada do novo matadouro originava a perda dos 13.247 reais que a Câmara Municipal recebia, em conceito/ponto de rendimentos anuais, pelo pagamento dos talhantes que utilizavam o serviço de matadouro municipal.

O veterano matadouro estaria ativo até 1909, quando é inaugurado um novo, junto ao outeiro de Santo {Vito}, face à ermida de São Blas. Um moderno prédio com luz elétrica, {vasija} de pedra para recolher o sangue, {atarjeas}, pavimento de pedra para uma fácil limpeza e traves com uma altura de 3 metros para suspender as reses para o {desuello}. Um flamejante matadouro que suprisse as carências de um arcaico imóvel, que pouco/bocado podia já dar à qualidade de vida dos cacerenhos.

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