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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 23 de novembro de 2017

Mais reforços contra o {bullying} nas salas de aula cacerenhas

Desenvolverá uma investigação enquanto trabalha com as idades mais críticas de Primária e Ensino secundário. A Fundação {Inpa}-{Framaguad} previrá o acosso numa dúzia de colégios e institutos este curso

LOLA LUCEÑO
11/09/2017

 

Um de cada dez meninos foi vítima de acosso, um de cada três reconhece ter agredido fisicamente a um colega nos últimos dois meses, e cinco de cada dez também admitem ter insultado a outro. Inquietante a radiografia que atira o estudo realizado pela ONG {Save} {the} {Children} entre alunos de Ensino secundário. A Unesco o avaliza com seus próprios dados: um 34 % dos menores de entre 11 e 13 anos dizem ter sido assediados nos últimos 30 dias, e um 8 % deles confessam sofrerlo diariamente. Na Extremadura, o 14% foram vítimas nalgum momento de suas vidas deste problema.

A solução resulta tão fácil como complexa: que os rapazes sejam felizes, tanto/golo os assediados como os acossadores (também não o são). Com este fim, a Fundação {Inpa}-{Framaguad} Cáceres tem implantado um plano efetivo de prevenção contra toda forma de violência. E o aplica no lugar mais adequado: as próprias salas de aula. Trata-se de oficinas grupais que procuram o desenvolvimento de recursos afetivos, cognitivos e instrumentais para que os menores aprendam a relacionar-se de forma sara, com total autonomia e liberdade individual, capacidade crítica e comportamentos prosociais, isto é, «para que consigam potenciar sua felicidade pessoal, o bem-estar das suas famílias e da comunidade na qual vivem», explica Guadalupe Andrada, psicóloga e presidenta da fundação.

DOIS ANOS COM CADA SALA DE AULA / Neste novo curso, {Inpa}-{Framaguad} chegará a uma dúzia de colégios e institutos cacerenhos, que se concretizarão nas próximas semanas (sempre existem mais solicitantes dos que podem atender-se). São oficinas intensivos de umas 20 sessões por curso, ao longo/comprido de dois anos, integrados num programa pioneiro que se aplica em Cáceres desde 2013 mas que esta vez irá mais além: chegará a 24 salas de aula para realizar uma investigação «estritamente rigorosa» sobre/em relação a a prevenção da violência em idades precoces, aplicando todos os dados que a fundação tem ido compilando desta experiência, a fim de ultimar um programa de intervenção contra o acosso que possa ser de aplicação em qualquer ponto do território nacional. «Estamos muito satisfeitos com os avanços, este plano é cada vez mais eficaz, nos permite canalizar todos os casos de rejeição a outros meninos que encontrámos nas classes», sublinha a psicóloga.

Os cursos realizam-se nos níveis de 5º e 6º de Primária, e 1º e 2º de Ensino secundário. Trata-se de as idades mais críticas, quando o grupo de iguais começa a adquirir relevância e a avaliação ou desprezo até os outros começa a {cristalizar}. Os jovens já saem com os companheiros, «se fazem evidentes problemas como a rejeição ao que é diferente, surge o acosso, a violência, as {chanzas} ou as ameaças, diretamente ou através do telemóvel e as redes sociais», matiza/precisa a psicóloga.

O menino acossador e intolerante orquestra aos grupos para marginar ao que considera diferente. O menino assediado se irá ficando afastado. «Se não trata-se ao primeiro, crescerá sem empatia até os demais e entrará em risco pessoal e social ({inadaptación}, baixa autoestima, agressividade em seu ambiente e sua família...). Se não trata-se ao segundo, começará a ter uma perceção de sim mesmo nada positiva», sublinha Guadalupe Andrada.

SIM PODE TRAVAR-SE / O {bullying} intenso pode provocar uma depressão na vítima. Quanto aos acossadores, o 60% acabarão cometendo um delito antes dos 24 anos. No entanto, tais comportamentos podem corrigir-se nos últimos cursos de Primária e primeiros de Ensino secundário, para previr sérios problemas na idade adulta. Daí estes oficinas tão participativos e práticos, que promovem os valores positivos e favorecedores da convivência. Os jovens intervêm continuamente, se põem no lugar do outro, realizam leituras e visualizam projeções que conseguem promover o perdão, a tolerância e o espírito crítico, porque aprender a dizer «não» é realmente importante, tal como saber encaixar um contratempo e enfrentar situações adversas sem desconcertar-se e danificar a outros.

«Estamos verdadeiramente encantados. Os escolares aprendem que os demais têm também sentimentos, se canalizam os problemas incipientes e se erradica o acosso nos centros aos que vamos. Meninos que estavam sós se introduzem nos grupos. A solidão não cara é uma das formas mais tremendas de viver em sociedade», afirmam desde a fundação. «As escolas nos chamam cada vez mais, {ayudamos} aos professores a solucionar condutas {disruptivas}», matizam/precisam.

ASSISTÊNCIA GRATUITA / Os profissionais de {Inpa}-{Framaguad} também oferecem assistência direta em seu gabinete aos casos preocupados de jovens acossadores. Emprestam uma atenção psicológica continuada tanto/golo aos pais como aos meninos e jovens que por suas atitudes podem desenvolver um estilo de vida que ponha em risco sua saúde psicológica e levá-los à exclusão social, a delinquência e tudo tipo de condutas violentas. Nestes casos, se a família tem rendimentos inferiores a 18.000 euros, a fundação lhes atende de forma gratuita. Após seis meses de trabalho continuado, um 90% dos menores superam seus comportamentos, sobretudo porque os pais começam a aplicar as pautas corretas na educação que lhes facilitam os especialistas.

Além disso, a fundação {restaña} as feridas dos meninos que estiveram no outro extremo, isto é, que foram vítimas de acosso. Também podem restabelecer-se e levar uma vida normalizada com as pautas dos psicólogos que neutralizam os efeitos do acosso.

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