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Mais de 41.000 firmas/assinaturas para pedir que não se retire a Cruz dos Mortos

Se iniciou após exigir o Governo à Câmara Municipal que a retirasse por uma pergunta no Senado. «Demonstra que os vizinhos/moradores não querem que se elimine», afirma a presidenta do coletivo

 

Uma imagem do arquivo da Cruz dos Mortos. - FRANCIS VILLEGAS

SIRA RUMBO
09/06/2020

La retirada da Cruz dos Mortos é um assunto que leva pendente desde há anos, mas até agora nenhum presidente da Câmara Municipal da cidade o levou a efeito. O tema voltou de novo à atualidade no passado mês de Março, justo antes de que se declarasse o Estado de Alarma, quando o senador de Compromís, Carles Mulet, perguntou ao Governo de Pedro Sánchez sobre/em relação a a manutenção deste monumento. O Executivo central respondeu ao senador que exigiria à Câmara Municipal de Cáceres sua retirada ou, em seu defeito, pediria à Junta de Extremadura que intercedesse para que se levasse a efeito porque a cidade deve cumprir a Lei de Memória Histórica, que obriga à retirada de todos os símbolos franquistas. «Contribui a perpetuar o lembrança do ódio e o confronto entre espanhóis contra do modelo constitucional de convivência», respondeu exatamente o Governo a Mulet.

O presidente da Câmara Municipal, Luis Salaya, assumiu o acordo/compromisso de retirar-la, embora já advertiu que não se derrubaria, mas seria transferida ao cemitério. Sua retirada poderia custar entre 30.000 e 40.000 euros. Aos dias começou a crise sanitária e o assunto se afastou. Mas faz uns dias o assunto voltou a estar de atualidade porque o senador de Compromís voltou a perguntar por este monumento ao Executivo central, que lhe advertiu que não ia a pressionar mais à Câmara Municipal cacerenho sobre/em relação a este tema porque dá por boas os esclarecimentos que tem oferecido o presidente da Câmara Municipal. La Cruz dos Mortos deverá retirar-se, mas já não há pressa.

Entretanto, som muitos os que se têm pronunciado contra de sua eliminação. Entre eles a Associação de Advogados Cristãos, que nada mais conhecer o sucedido no Senado e o requerimento que realizou o Governo de Pedro Sánchez a Salaya para que retirasse este monumento, iniciou uma recolha de assinaturas para paralisar esta decisão. Em menos de três meses conseguiram recolher 41.666 firmas/assinaturas (até ontem ao meio-dia). Eles defendem tratar-se de um símbolo cristianismo e que sua retirada é ilegal. «Isto o que demonstra é que os vizinhos/moradores e as pessoas não querem que se retire a Cruz», afirma a presidenta do coletivo, Polonia Castellanos. As assinaturas se recolhem/expressão em todo o território nacional através da internet, mas assegura que uma grande parte dos signatários procedem da cidade de Cáceres.

«RETIRÁ-LA É ILEGAL» / La associação considera que a Cruz dos Mortos é um monumento religioso e que não conta com inscrições nem símbolos que exaltam o regime de Franco pelo que, no seu entender, não incumpre a Lei de Memória Histórica. «É um elemento cristão, que alguns o usassem não é nosso problema. É como se agora dizemos que temos de retirar os albufeiras porque os albufeiras som franquistas ou que temos de acabar com as casas que se fizeram de proteção oficial», acrescenta. Por esta razão, insiste, retirar-la do sítio no qual está é ilegal.

Seguirão/continuarão recolhendo firmas/assinaturas até ao verão. Depois as imprimirão e as apresentarão no registo. Em caso de não poder/conseguir paralisar sua retirada irão aos tribunais, como já fizeram noutros lugares do país. Em Castellón conseguiram paralisar a eliminação da Cruz do parque {Ribalta} mas em {Callosa} do Segura (Alicante) sim a derrubaram. «Foi duma forma totalmente ilegal. As pessoas esteve velando a Cruz muito tempo. O {denunciamos} e está ainda em litígios», assinala Castellanos. «Se em Cáceres acontece o mesmo -acrescenta- iremos aos tribunais, até Estrasburgo ou até onde faça falta, até que nos dêem a razão, porque a temos, a lei é muito clara, dice-nos que é um símbolo cristão e que não se pode retirar assim porque sim, isto é uma perseguição encoberta».