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Indemnizam a uma namorada por venderle o vestido {descosido}

Se lhe abria desde/a partir de o braço direito até à tripa. A empresa deve compensá-la. Nada mais entrar na igreja se começou a quebrar e terminou com um grande buraco

 

Uma imagem de como terminou o vestido, quebrado pelo lateral direito. - EL PERIÓDICO

SIRA RUMBO
06/03/2020

O vestido de noiva/casamento é se calhar o complemento mais importante do evento para a mulher que contrai casal. Se emprega tempo e dinheiro em escolher o mais adequado e em ajustarlo ao milímetro para que fique perfeito e poder/conseguir luzirlo diante da olhar dos convidados. Um momento único com o que seguro sonhara a afetada mas que se viu truncado porque o trouxe que recebeu da loja onde o adquiriu não estava bem rematado e acabou praticamente descompondo's.

Tal como recolhe/expressa a sentença, à que tem tido acesso este diário/jornal, comprou um design de Jesús Peiró, da coleção {Metrópolis}, que lhe custou 2.190 euros. Durante vários meses concertou diferentes encontros para ajustarlo a suas medidas corporais. Numa delas se acordou que no grupo central levaria cosidas umas taças que fariam o efeito de um soutien; mas, numa segunda prova, se descartou esta opção ao comprovar que deformavam o grupo central. No fim se decidiu ajustarlo à zona do peito em ambos laterais. Já na última cita/marcação/encontro a namorada e seus acompanhantes observaram que o vestido tinha fios soltos no grupo central. A modista disse que se solucionaria.

Não ficou bem rematado e o dia da cerimónia, quando fez seu bilhete na igreja, o vestido já apresentava um {descosido} no lateral direito, à altura do grupo central, justo na zona que tinham manipulado as modistas. Começou à altura do peito mas terminou por partir-se completamente até à cava. Sua organizadora de casamento tentou {cosérselo} para evitar que se lhe abrisse inteiro, mas se lhe terminou vendo o braço e a barriga. A situação fez que a mulher passasse o dia de seu casamento «entre soluços em privado» pelo desgosto.

O advogado da afetada, Alejandro Jiménez, de Jiménez Bustamante Abogados e Assessores, apresentou primeiro à empresa uma procura de reclamação extrajudicial que não foi atendida. A loja justificava sua negativa entre outras coisas porque, segundo sua versão, à namorada se lhe {advitió} «que devia ter cuidado com fazer movimentos bruscos porque, ao quererlo tão ajustado e ser tão fino e delicado o tecido (era de {tul}), podia correr o risco de que se {descosiera}». A loja acrescenta além disso que se fez o mesmo arranjo a ambos lados do vestido e que se {descosió} o direito «pelo mal uso dado, ao fazer movimentos bruscos levantando o braço direito».

O QUE DIZ O JUIZ / Já no juízo a costureira declarou que se opôs a {ajustárselo} mais porque não ia a ter {liberad} de movimentos e assegurou que lhe advertiu de que devia ter cuidado na hora de mover-se. Neste sentido o tribunal entende que «uma coisa é exigir-lhe que tenha cuidado e outra que não possa mover-se {so} pena de rasgar o vestido». E acrescenta que «também não parece disparatado que a namorada queira luzir o vestido entalhado, devendo ser a profissional a que selecionasse as medidas para que pudesse luzirlo de forma correta» e cómoda pois «lógico é presumir que dança e realize alongamentos com o braço».

Por tudo isso o tribunal ordena à loja a devolver-lhe o dinheiro que lhe custou o vestido e a indemnizá-la com 600 euros pelos danos que lhe provocou. A vítima deverá por sua vez entregar o vestido à loja. A sentença é firme/assine.