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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

Homenagem a um amigo

ANTONIO Pariente
02/12/2019

 

Faz uns dias faleceu Lucio (eu lhe costumava chamar Luki), amigo de adolescência e juventude no seminário da antiga avenida dos Idealistas. Na década dos setenta passamos muito tempo juntos no recinto do Seminário. São muitas as curiosidades e acontecidos que se me vêm à memória daqueles anos, para nada traumáticos, apesar da situação concreta da vida nos seminários de nessa altura.

Tinhamos um grupo de quatro que costumávamos ser quase inseparáveis. Lembrava que nos púnhamos nomes de grupos de quatro (agora que o penso não de grupos de santos, que poderia ter sido...). Lembrança perfeitamente a época dos nomes dos Beatles, ou dos protagonista da série famosa de nessa altura ‘Os Homens de Harrelson’. Coisas de adolescentes, imagino.

Vejo ao Lucio a correr pelo lado direito do campo de futebol do Seminário, imitando ao seu ídolo Ufarte e com a sua t-shirt a linhas brancas e vermelhas do Atleti. As equipas as criavamos com os do Madrid por um lado e por outro os dos restantes (Barça, Atleti…). Estas lembranças são muito vivas, porque o campo de futebol era lugar de visita diária. Quantidade de vezes com lama até aos tornozelos, que quando se secava apareciam umas covas súper perigosos. Mas ali estávamos, não podíamos faltar, era a nossa vida.

Lembrava ao Lucio depois das refeições, jogando ao tute com Ramón de colega inseparável, com o seu cigarro nos lábios e soltando palavrões (não muito gordos) mas que a mim me ‘escandalizavam’ porque um bom seminarista não os devia dizer.

O vejo as tardes dos domingos, passeando pelo campo de futebol, ou sentados nalgumas das janelas de edifício com nosso pequeno transístor ouvindo ‘Carrossel Desportivo’. Era importante saber o que faziam nossos ídolos: Adelardo, Asensi, Benito ou Amancio. Começavam a transmitir alguns partidos as tardes dos sábados e foram muitas as visitas aos superiores para poder/conseguir ver essas retransmissões.

Quando rememoro estes lembranças, se me vêm à cabeça quantidade de curiosidades da vida do Seminário de nessa altura e que dariam para muitos ‘Olhares’. Se calhar em alguma celebração do Seminário voltemos sobre elas.

Bastam estas para recordar ao Lucio e confirmar que embora já não esteja, a sua lembrança fica marcada em muitas pessoas, eu entre elas.

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