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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 1 de abril de 2020

O Governo insta à Câmara Municipal a retirar a Cruz e Salaya «cumprirá»

O executivo central assegura que de não eliminar-se, instará à Junta de Extremadura a que a retire. O presidente da Câmara Municipal avança que «prioritariamente» valorizará o transferência mas não a destruição do monumento

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES / MADRID
10/03/2020

 

La notícia saltou ontem e voltou a avivar um debate que desde há anos ocupa de forma pontual a atualidade de Cáceres: a retirada da Cruz dos Mortos. O anúncio, no entanto, tem esta vez um enorme calado porque vem diretamente do executivo socialista de Pedro Sánchez. O Governo assegurou que a câmara municipal deverá retirar o monumento da praça/vaga de América para cumprir com a Lei de Memória Histórica, já que «contribui -aponta de forma textual- a perpetuar o lembrança do ódio e o confronto entre espanhóis contra do modelo constitucional de convivência». De não fazê-lo, acrescenta, se requererá à Junta de Extremadura que «adote as medidas oportunas».

Assim se expressa o Executivo numa resposta parlamentar ao senador de Compromís Carles Mulet, quem perguntou pela manutenção do monumento. O Governo, segundo recolhe/expressa a agência Europa Press num documento ao que também tem tido acesso este jornal, aponta ao senador que para que se retire o monólito «dedicado à memória de Francisco Franco» deve dirigir-se à Câmara Municipal, que até ao momento, admite o Executivo, não tem empreendido «ações para evitar sua manutenção».

Acrescenta que «se a Câmara Municipal de Cáceres não retirasse o monumento assinalado, o Governo requererá à Junta de Extremadura para que, no exercício de suas competências, faça cumprir o previsto pela lei e adote as medidas oportunas que se derivem da não atuação municipal», acrescenta o Executivo.

O Governo assinala que se atuará desta maneira com o resto de municípios que «se afastem do cumprimento» dessa lei e alude ao artigo 15, sobre/em relação a ‘Símbolos e monumentos públicos’. Este artigo estabelece a retirada de escudos, insígnias, placas e outros objetos ou menções comemorativas de «exaltação, pessoal ou coletiva, da revolta militar, da guerra civil e da repressão da ditadura».

O previsto no afastado anterior, acrescenta o mesmo artigo, não será no entanto de aplicação «quando as menções sejam de estrita lembrança privado, sem exaltação dos enfrentados, ou quando concorram razões artísticas, arquitetónicas ou artístico-religiosas protegidas pela lei».

EM ESTUDO / Evidentemente agora a Câmara Municipal tem que estudar o assunto. O presidente da Câmara Municipal de Cáceres, Luis Salaya, tem anunciado que a vontade de seu governo é cumprir a lei. «La Cruz encontra-se numa situação especial. E portanto nós vamos cumprir com a Lei de Memória Histórica. Não vamos a cair na insubmissão nem vamos a situar-nos fuera da lei», assegura o responsável municipal.

«Vamos a estudar o assunto e se efetivamente a Cruz dos Mortos encontra-se numa situação irregular, {cumpliremos} a lei nisto, como em tudo». Salaya reitera que agora se analisará se a Cruz se transfere a outro lugar ou se diretamente se procede a sua demolição, embora «prioritariamente {valoramos} o transferência».

Salaya recorda que «num plenário/pleno celebrado o 16 de Dezembro de 2004, durante a etapa do presidente da Câmara Municipal Saponi, do PP, o plenário/pleno aprovou por unanimidade uma proposta de IU na qual se pedia uma remodelação urbanística da zona da praça/vaga de América, com a retirada da Cruz ao cemitério e sua substituição por outro monumento em favor da paz». Nada se fez em relação.

Sobre/em relação a este extremo pronunciou-se o vereador não inscrito Francisco Alcántara, ao defender que a Cruz «não incita ao ódio» e disse que «não é uma prioridade da cidade». Alcántara acrescentou: «Nos tivesse encantado que o senador de Compromís se tivesse preocupado por reduzir o desemprego na cidade. Nos vamos a opor em que isto seja um tema prioritário quando temos necessidades básicas sem cobrir».

Foi o 10 de Maio de 1938 o dia em que Pilar Primo de Rivera, chefe nacional da {Falange} Espanhola e Tradicionalista das {JONS}, inaugurou o monólito que desde então não se tem movido da praça/vaga de América. Pilar, que era a irmã de José Antonio, foi nomeada pelo Câmara Municipal Hóspede de Honra de Cáceres. Chegou o 8 de Maio e permaneceu por aqui quatro dias mais.

Aquele 10 de Maio, às oito e média/meia da tarde, Pilar Primo de Rivera chegou à praça/vaga de América para assistir à inauguração. Não se fizeram convites pessoais e se consideraram convidadas todas as autoridades e representações oficiais, bem como o clero, capelães e «instituições religiosas que na hierarquia espiritual da Nova Espanha têm postos de honra nos atos da vida pública», dizia textualmente nosso diário/jornal.

La cerimónia foi brevíssima. Consistiu na inauguração do monumento por Pilar Primo de Rivera, bênção do mesmo pelo bispo e o oração de um {responso}, de joelhos e em voz alta, por todos os concorridos, «em memória dos cacerenhos mortos por Deus e pela pátria». La Cruz está construída com silhares de mármore e tem uma altura de 12,50 metros e uma secção de 0,80 metros. Os braços medem três metros, e quatro e meio o {zócalo}.

Rodeava nessa altura à Cruz um jardim de pensamentos e um acerado com quatro grandes postes de iluminação. No {frontispicio} da Cruz, que mira ao passeio Cánovas e sobre/em relação a o {basamento}, com letras de bronze dourado, figurava uma inscrição, rodeada por uma coroa de {laurel} que dizia: ‘18 de Julho de 1936’. No outro frente, que olhava até a estrada de Mérida e também no {basamento}, se lia a inscrição de ‘Cumprimento a Franco; ¡Em cima Espanha!’. Ambas lenda foram posteriormente eliminadas.

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