+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

Fica coxo ao não diagnosticar-lhe uma hérnia {discal} na primeira cita/marcação/encontro

Reclama ao SES uma indemnização de quase 128.000 euros pelas sequelas. Apresentava um dor lombar irradiado à perna. Lhe tem afetado ao nervo

 

Uma imagem de arquivo da sala de hemodiálise do São Pedro de Alcántara, onde aconteceram os factos/feitos. - FRANCIS VILLEGAS

SIRA RUMBO
15/03/2020

Llegó a Urgências com um dor lombar que se lhe irradiava à perna esquerda. Na exploração que lhe realizaram os médicos, tal como se extrai do relatório/informe, já se observava uma perda de força nesta extremidade inferior, onde se reconhece uma força de «4+» de 5; para além de dificuldades para manter-se nalgumas posições. No entanto se lhe deu o alta, pendente de que se lhe {realizara} mais à frente uma ressonância. As dores tinham remetido pelos calmantes que se lhe administraram. Ficou além disso pendente duma revisão em seis e oito semanas e se lhe recomendou um controlo por seu médico de Atenção Primária.

No entanto oito dias depois de/após essa primeira visita a Urgências (os factos/feitos aconteceram em Janeiro de 2018) voltou de novo ao hospital São Pedro de Alcántara, mas esta segunda vez já apresentava uns sintomas muito mais agravados, «ao {habérsele} caído totalmente o pé esquerdo e ter uma sensação de {acorchamiento} em toda a perna», tal como reconhece o próprio paciente. Como consequência dessas lesões e após a realização duma Ressonância Magnética, que se levou a cabo pela via urgentíssima no dia seguinte, se decidiu operarle duma voluminosa hérnia {discal} existente nas vértebras {L3} e {L4}. Tinha antecedentes de hérnias {discales}, pelo que tinha sido intervindo já fazia três anos.

De facto, já sim nessa segunda consulta, e tal como se recolhe/expressa no relatório/informe, se lhe diagnosticou a patologia que ele considera que apresentava desde/a partir de a primeira vez que foi ao serviço de Urgências, «que não era uma {lumbociática} aguda (como lhe se lhe tinha dito na primeira consulta), mas uma {lumbociática} com défice neurológico, que é muito mais grave». Por outro lado a intervenção e o tratamento não puderam evitar que ficasse afetado um dos nervos da perna esquerda, o que lhe produziu uma lesão no pé, «que tem implicado mesmo a declaração duma Incapacidade Permanente Total» O paciente tem uns 40 anos.

Apresentou ao Servicio Extremeño de Salud (SES) uma reclamação patrimonial ao entender que se lhe tratou com negligência e, portanto, ao considerar que as consequências que agora sofre, tanto/golo em sua vida pessoal como profissional, som consequência dessa má práxis. «Entendemos que no presente caso nos {encontramos} perante uma perda de oportunidade clara, já que, de ter encarregado uma ressonância magnética urgentíssima quando o paciente foi pela primeira vez a Urgências (apresentando já sintomas de danos neurológico), se podia ter evitado a afetação do nervo e portanto podia ter mantido a mobilidade no pé», assegura na denúncia, que tramita o advogado cacerenho Daniel López Vivas.

RELATÓRIO/INFORME PERICIAL / A reclamação que apresentou vem acompanhada de um relatório/informe pericial elaborado por uma traumatologista, que afirma que «tem existido um atraso de diagnóstico causado por não valorizar adequadamente os signos de alarma que apresentava o paciente, bem como pelo atraso em realizar uma prova complementar». E acrescenta que «podemos assegurar com absoluta segurança que, de ter-se diagnosticado a {compresión} neurológica ensino secundário que apresentava o paciente na primeira assistência a urgências, não se teriam produzido as complicações nem as sequelas que apresenta o paciente na atualidade; o qual representa uma perda de oportunidade terapêutica e o aparecimento de um dano claramente evitável».

A traumatologista se baseia no Manual de Protocolos e Atuação em Urgências do Complexo Hospitaleiro de Toledo, «sendo esse documento o Corpo Doutrinal da Sociedade Espanhola de Medicina de Urgências e Emergências ({Semes}) e estando também incorporado esse manual pela Sociedade Extremenha de Medicina de Urgências e Emergências», assegura.

Por tudo o sucedido, o paciente apresentou ao SES uma reclamação patrimonial através da qual reclama uma indemnização de 127.724 euros pelos danos causados. Ainda não se respondeu à mesma.