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Fascinação e inquietude entre os primeiros visitantes da muralha

Arquitetos e pessoal treinador guiaram ontem a estes cinquenta afortunados. Saíram admirados, mas pediram que as obras não parem dado o estado do bastião

 

O primeiro grupo, junto ao arquiteto Miguel Matas, acede ao Baluarte. - ANTONIO MARTÍN

LOLA LUCEÑO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
23/02/2020

De todas as rotas e visitas que se programam em Cáceres, a de ontem foi possivelmente a mais extraordinária e gratificante. O programa ‘Aberto por obras’, que fará acessível à cidadania as grandes intervenções no âmbito patrimonial e cultural, começou ontem com a visita de 50 pessoas à restauração da primeira fase da muralha. Foram acedendo aos andaimes do Baluarte dos Poços em grupos de dez, guiados pelos principais profissionais desta atuação, como os arquitetos Miguel e María Matas, o restaurador e chefe de obras da empresa {Cyrespa}, Daniel Peinado, e outros técnicos que fizeram de impossível de melhorar {cicerones}.

O vereador de Urbanismo e Património, José Ramón Bello, também arqueólogo e impulsor deste programa inédito de acesso às atuações históricas, recebeu aos cinquenta cidadãos que tinham dominado as inscrições por internet em só/sozinho três minutos. Lhes informou da possibilidade de vertigem, mas não de risco. «Se tem revisto tudo», revelou, informando para além da existência de um seguro para esta atividade, «que esperamos que não se utilize», disse com um sorriso. Todos os participantes receberam um capacete de obra e uma introdução por parte de Miguel Matas, possivelmente a pessoa que mais conhece a muralha e seu estado, quem repartiu planos detalhados a todos sobre/em relação a os diferentes elementos, sua construção, sua localização, apontamentos históricos...

O público ficou fascinado. «Surpresa», «privilégio», «luxo» ou «maravilha» forais os qualificativos que mais se ouviram, mas muitos também mostraram sua preocupação pelo mau estado da muralha, pior do que em princípio esperavam os próprios técnicos, e transmitiram à Câmara Municipal a necessidade de avançar/adiantar a restauração com novas fases. «Foi incrível poder/conseguir ver de forma tão próxima um monumento do século XII com uma história que pertence à própria cidade, que não se pode entender sem sua muralha. Trata-se de uma intervenção muito boa, essencial, fundamental para o futuro da estrutura», explicou Carmen Alvarado, guia de turismo e uma das cinquenta afortunadas.

Antonio Rodríguez, bibliotecário e licenciado em História, também teve a sorte de entrar no quota/coube: «Me tem parecido realmente interessante, uma iniciativa muito louvável. A intervenção parece deixar mais claro ainda que a parte mais importante da muralha era esta, mas também o mau estado do monumento. É de agradecer como leva-se a cabo a restauração, e temos de avançar/adiantar com mais investimentos», sublinhou.

Um acordo/compromisso que assumiu e destacou tanto/golo José Ramón Bello como o vereador de Turismo, Jorge Villar, quem também recebeu aos participantes. «Estamos usufruindo hoy duma experiência incrível, mas isto não deixa de ser a constatação do muito que fica por fazer, de que a reforma deveria ter começado faz dez anos. Resulta quase um milagre que se mantenha o Baluarte quando {ves} essa greta de vinte metros. Devemos ser muito conscientes de isso», destacou Villar.