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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 5 de dezembro de 2019

A falta de examinadores agrava o colapso nas autoescolas

O sector pede que se o serviço público não funciona, se privatize ou se faça misto. De cada vinte alunos somente se poderão avaliar uns seis este verão

LOLA LUCEÑO
13/08/2019

 

Voltou a acontecer. Mas além disso o problema agrava-se porque leva sete anos lastrando o trabalho das autoescolas e acumula colapsos de alunos inaceitáveis para estas. A falta de suficientes examinadores de trânsito apresenta outro verão difícil a ditos negócios em mais em média Espanha. «Nomeadamente em Cáceres {volvemos} a sofrer cortes importantes», lamenta Francisco García, presidente da Associação Provincial de Autoescolas.

A situação é tão grave que as autoescolas cacerenhas somente poderão examinar este verão a 5 {ó} 6 alunos por cada 20 que se tenham matriculado, «no melhor dos casos», circunstância que afeta diretamente ao manutenção destes negócios. «Precisamente em verão é quando os jovens aproveitam para tirar-se o carta de condução, e quando nosso sector concentra entre o 60% e o 70% dos rendimentos de todo o ano», explica Francisco García.

Desde 2012, o número de examinadores se tem reduzido consideravelmente devido às reformas não cobertas. Além disso, em verão vão-se embora de férias e se cria/acredite um «tampão» que já se arrasta ano após ano. «Tenho alunos que não puderam examinar-se o verão passado... ¿também não fá-lo-ão este?», {inquiere} visivelmente preocupado o presidente. Em definitiva, «as autoescolas da província {sufrimos} um corte muito numeroso dos alunos apresentados a exame nas provas de circulação/trânsito e circuito fechado».

Desde a associação afirmam que o Governo «é consciente e plenário/pleno conhecedor» da deterioração que tem ido sofrendo o pessoal de examinadores que tem a {DGT}. Os últimos ministros de Interior, juntamente com os dois últimos diretores-gerais de Trânsito, «reconheceram a redução significativa da plantel/quadro, até ao ponto em que faltam 176 examinadores no país, sem contar com o pessoal de escritório, que também tem deficiências», detalha o coletivo.

Além disso, a Administração decidiu reduzir a carga/carrega de trabalho do pessoal examinador, primeiro a 16 provas diárias por cada um deles, mais tarde a 13 e finalmente a 12, que é a instrução atualmente vigente.

«Consequentemente, se os examinadores se jubilam, causam baixas por diferentes motivos, se não houve reposição destes postos em anos e se lhes reduz o número de alunos, é evidente que o serviço de exames emprestado pela Administração competente é deficiente», sublinham desde a associação provincial. Desde as autoescolas compreendem que estes profissionais tenham suas férias, seus direitos e sua regulação laboral, «mas não podemos ser as empresas do sector as que {carguemos} com as consequências».

UMA OPÇÃO: PRIVATIZAR / De facto, na última assembleia geral da Associação Provincial de Autoescolas de Cáceres se aprovou por unanimidade instar à Administração, «se não pode, não quer ou não sabe dar este serviço», a permitir um sistema misto de exames de condução (empresas públicas e privadas) ou bem a privatizá-lo, como por exemplo já existe em Portugal.

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