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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 11 de dezembro de 2018

Estacionamentos, alcatroado e fibra ótica, as petições/pedidos de vizinhos ao plano especial

O objetivo é fazer mais habitável o centro da cidade, conciliar usos e manter o património. Uma equipa de quatorze pessoas trabalha na redação do projeto, que substituirá ao de 1990

CARMEN HERNÁNDEZ MANCHA
12/06/2018

 

Muchos vizinhos/moradores da cidade monumental estão à par da intenção do Ayuntamiento de Cáceres de atualizar o plano especial, um texto de 1990 que marca as pautas para conciliar os diferentes usos do centro histórico de Cáceres com a proteção de seu património arquitetónico. O estudo salamanquino Frade Arquiteto ganhou o concurso para a redação e preparação do novo texto, uma tarefa para a que contam com trinta meses desde que se formalizou o contrato de adjudicação no passado mês de Março, e que ontem mesmo começou a desenvolver sobre/em relação a o terreno.

Uma das bases do trabalho enorme que supõe a redação do novo plano especial é solicitar a opinião dos agentes implicados, tanto/golo instituições públicas como privadas, Câmara Municipal, Diputación de Cáceres, bispado, fundações, bem como comerciantes, sector hoteleiro e, naturalmente, vizinhos/moradores. Estes têm bastante claras suas principais queixas e sugestões, que gostariam de que ficassem expressadas no texto.

A primeira delas tem a ver com os estacionamentos. Embora há vizinhos/moradores aos que gostariam de que todos os carros desaparecessem da cidade monumental, outros pedem mais espaços onde poder/conseguir estacionar. Esta é, por exemplo, a primeira reivindicação para {Juani} Vaca. Em sua família, como em tantas outras, há três carros, cujo estacionamento não é fácil no centro de Cáceres, «agora são três, mas durante muitos anos tivemos somente um e era igual», assinala.

Guadalupe Martín, que dirige um autosserviço na praceta de Santiago, apresenta alternativas, «a escola O {Madruelo}, aí há um espaço enorme onde se poderia estacionar». No entanto, esta mulher, que vive e trabalha no bairro e que conhece a meio vizinhança, aponta dois prioridades mais, «que arranjem a praceta de Santiago, que a {adecenten}», bem como criar um centro cívico, «que poderia estar nas salas de aula de O {Madruelo}, que estão sem usar, para fazer oficinas, por exemplo». Quanto ao aspeto doméstico, «meu casa e meu negócio estão reformados, nisso não tenho problemas, salvo com internet, até à praça/vaga, há fibra ótica, de {Caleros} para diante, não», explica Guadalupe Martín, «a mim, se me chamas ao fixo, se me retira internet».

Os jovens também apontam à necessidade de que o novo plano especial {recoga} as necessidades em novas tecnologias que, obviamente, não tinha na cidade quando se redigiu o atual, em 1990. Daniel Jiménez se tem mudado recentemente à praça/vaga Colón, «onde não tenho nenhum problema com isso, mas tenho vivido toda minha vida aqui, na cidade monumental, onde internet é o principal problema».

As pessoas maiores/ancianidade têm, por outro lado, outras preocupações. Luis Tejado pôs em marcha, junto a um grupo de vizinhos/moradores, a associação do bairro em tempos da presidência da câmara municipal de José María Saponi. Para ele, o estado do empedrado de ruas e passeios é um verdadeiro problema, «as pessoas se dobra o tornozelo e se cai». Para Tejado, o bairro está, em termos gerais, «muito abandonado porque se tem ido muitas pessoas».

Esta é uma perspectiva que partilha Pedro Hernández, que tem uma farmácia na praça/vaga Maior. Para além dos projetos dos demais vizinhos/moradores, acrescenta, «um plano geral de reabilitação de imóveis e locais para dinamizar o centro. Isto, numa cidade pequena, é dar-lhe vida», conclui.

{TRÁBAJO} TREINADOR// Tudo este tipo de sugestões recolherão os técnicos de Frade Arquiteto, uma equipa formado por quatorze pessoas, entre as que há arquitetos, {aparejadores}, um historiador, um arqueólogo, um geógrafo, um sociólogo, um {pasaisajista} e um engenheiro de caminhos. À cabeça do projeto está Juan Carlos García Fraile, que nos últimos três meses se reuniu com diversos organismos e instituições da cidade para tomar contactos, embora ele foi o artífice do plano integral da muralha, pelo que já tinha muito caminho andado.

Ontem à tarde, os {aparejadores} começaram a entrar nas habitações do centro histórico para tomar medidas, detalhar {elemenos} de interesse/juro, como abóbadas, cornijas, bem como lesões que possam ter, como gretas ou humidades. Além disso, tomarão fotografias dos imóveis, com os que farão uma base de dados. «Este trabalhador nos levará, pelo menos, quatro ou cinco meses», calcula Juan Carlos García Fraile. Paralelamente, o historiador trabalha no análise da evolução histórica do centro histórico, bem como do estado da estrutura urbana. O arqueólogo compila os marcos notáveis dentro do âmbito do plano especial.

Um dos aspetos mais interessantes é o diagnóstico social que preparam conjuntamente um {géografo} e um sociólogo, que se materializará em à volta de seiscentas sondagens a vizinhos/moradores, comerciantes, hoteleiros e demais perfis que convivem no centro histórico da cidade, onde lhes perguntarão sobre/em relação a suas necessidades, inquietudes, opiniões sobre/em relação a o plano especial, etc.. O paisagista, por seu lado, trabalha sobre/em relação a as praças/vagas, jardins e a Ribera del Marco, enquanto o engenheiro de caminhos está centrado nos aspetos de mobilidade, um dos que mais preocupa aos vizinhos/moradores.

García Fraile destaca a colaboração de todos as instituições e coletivos implicados, conscientes de que «o plano beneficia a todos». Como o próprio arquiteto descreve, pela frente/por diante lhes ficam 27 meses de um «trabalho imenso» para dotar a Cáceres de um novo plano especial.

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