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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

O empresário da pista de gelo vê inviável um sítio diferente à praça

Propõe-se rodear a pista e as instalações com um cercado ou grade que minimize seu impacto. A Câmara Municipal descarta a praça Maior porque gera um impacto visual grande

JOSÉ LUIS BERMEJO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
06/11/2019

 

Antonio García, o empresário que em anos anteriores tem  instalado uma pista de gelo na praça Maior, assegurou ontem que é «inviável» qualquer das três localizações alternativas à praça Maior que propôs a Câmara Municipal. Nem o Fórum dos Balbos, nem o Passeio Alto nem o parque do Rodeio. García assegurou que para este ano se tem previsto rodear todas as instalações com uma grade ou cerco decorada com um design conforme com o ambiente para minimizar seu impacto e «para que fique integrado», segundo indicaram desde a empresa. O empresário acrescentou que a pista na praça tem além disso uma incidência positiva nas empresas e estabelecimentos da zona.

García recordou que o inconveniente do Fórum dos Balbos é que para montar a pista  teria de se  colocar uma grua de grande tonelagem para subir a máquina de gelo, enquanto do parque do Rodeio ou do passeio Alto recordou que não têm o mesmo atrativo que a praça Maior.

A empresa já tem solicitada uma reunião com o presidente da Câmara Municipal, Luis Salaya. A proposta da empresa não é só uma pista de gelo, mas também instalar junto à mesma outras dotações e atrações para menores, «um povoado natalício do gelo» que também contaria com tendas. García advogou ontem pela convocatória de um concurso para a utilização do espaço da praça Maior nas festas natalícias e que esta licitação se fizesse para um período «de quatro, cinco ou seis anos» para «poder investir» no primeiro exercício e «recuperá-lo durante os anos seguintes».

Questionado ontem por este assunto, o presidente da Câmara Municipal, Luis Salaya, assegurou que a pista de gelo não voltará à praça Maior neste natal, tal como decidiu o governo local, acrescentando, em declarações recolhidas pela agência Europa Press, que se procuram outras atrações mais acordes com o ambiente monumental e que não tenham tanto impacto visual e acústico como carrosséis de época ou propostas similares.

A estrutura que leva consigo a instalação de máquinas e aparelhos «supõe uns problemas graves» e «muitas críticas» pelo impacto visual e pelo ruído dos geradores que funcionam continuamente para manter a temperatura adequada do gelo. Chegou a ter mesmo «algum vertido de combustível no chão», segundo adiantou o regedor esta terça-feira numa conferência de imprensa ao ser perguntado/questionado por este assunto. Desde a empresa se assegurou ontem que o ano passado só/sozinho teve uma queixa por ruído e se acrescentou que o vertido de combustível foi algo pontual e que quando se produziu se chamou a Conyser para sua limpeza.

LUGAR CHAVE / «Nós gostariamos que houvesse uma pista de gelo, mas entendemos que o lugar não é a praça Maior porque o Natal é uma época muito importante turisticamente para Cáceres e essa via é a entrada a nossa jóia da coroa que é a Cidade Monumental, e entendemos que gera um impacto visual grande», explicou o presidente da Câmara Municipal.

Salaya manifestou que a Câmara Municipal está disposto a procurar outras alternativas de colocação se o empresário o apresenta, mas entende que «há coisas que têm que mudar e que a localização da praça Maior não é a correta», segundo expôs ontem o regedor nas declarações recolhidas por Europa Press. O presidente da Câmara Municipal insistiu nas suas declarações reproduzidas pela agência noticiosa em que «há umas regras do jogo que são básicas» como que não se pode encher a praça Maior com uma infraestrutura e que a Câmara Municipal não vai a fazer-se cargo da despesa de luz e água da pista de gelo como no passado ano, que sim arcou com as despesas.

«Há muitos empresários que mantêm abertos seus negócios em nossa cidade e a nenhum lhe pagamos a fatura da luz», sentenciou Salaya que entende que esta situação gerava um «agravo comparativo» com outros empreendedores locais. Por enquanto, segundo informou Europa Press, na praça Maior vai se instalar a árvore de luzes decorativas e estuda-se a colocação de alguma atração infantil mas não se tem concretizado nada ainda.

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