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Dúvidas no transferência do feira

Outros admitem que há menos vendas mas temem que uma nova mudança confunda mais ao público. A Câmara Municipal procura um novo espaço e muitos vendedores reclamam uma localização mais central

 

Os postos se transferiram ao localização atual em 2012. Inicialmente, os vendedores realizaram protestos. A maior/velho distância do lugar coincidiu nessa altura com os efeitos da crise económica. -

LOLA LUCEÑO
15/03/2020

O mercado franco não é o que era. Após sua criação em 1977, o Caminho Plano tornou-se num autêntico formigueiro de clientes de toda a cidade e dos povos/povoações da província. Literalmente, não se cabia desde/a partir de a praça/vaga Castanha até Colón, entre postos de frutas, enchidos, roupa, {calderería}, sapatos, flores e fitas de cassete, onde O {Fary} e {Chiquetete} eram os reis. Logo, em 1988, se transferiu ao Rodeio para ganhar mais espaço e, embora não era o mesmo, funcionava bem. Em finais de os 90 desembarcou na ronda da Ardósia, que ao início não gostou mas logo se punha cada quarta-feira até à bandeira. No entanto, sua mudança a Vegas del Mocho em 2012 sim supôs um antes e um depois: sua distância diminuiu público e a crise económica fez o resto.

A nova corporação municipal comprometeu-se a transferir o feira tão cedo quanto possível. Evidentemente tudo ficou em suspenso pelo coronavirus, mesmo o próprio mercado não celebrar-se-á por enquanto. Mas durante os último meses já se têm vindo valorizando diferentes parcelas municipais disponíveis, como Charca {Musia} ou as traseiras de Mercadona, junto à ronda Norte, segundo publicou este diário/jornal na sua edição de 19/12/2019. ¿Mas que preferem realmente os vendedores? O Jornal EXTREMADURA se transferiu na quarta-feira ao feira para apresentar-los a questão. Não há uma resposta unânime.

Muitos preferem uma localização mais central e esperam que a Câmara Municipal escolha a adequada para os interesses de todos: público, vendedores, residentes.... Mas um bom número teme que outra mudança seja pior, agora que os cacerenhos têm aprendido a chegar até Vegas del Mocho, embora o façam com menos frequência. Noutras palavras, querem assegurar-se pelo menos o que têm.

A verdade é que dar-se uma volta pelo mercado franco evidencia que é um ‘{chollo}’. Há calçado de muito boa qualidade, frutas a pedir de boca das hortas extremenhas, enchidos artesãos, peça de roupa na moda com margens pequenas, têxtil do lar das últimas tendências e complementos baratos que permitem dar-se um capricho. Tem 250 módulos, pelo que, junto a Badajoz e Plasencia, ocupa o pódio dos feiras extremenhas. Vários postos já permitem o pagamento com cartão, embora se queixam da cobertura. Outros incorporam espelhos e provadores para salvar o maior/velho lastre do mercado: ter que voltar em sete dias para mudar a talha.

É que, sobretudo, destaca o problema do estacionamento: escasso e afastado. As pessoas maiores/ancianidade, que som os principais clientes do feira (têm tempo para descer em horário laboral), devem subir até à paragem/desempregada/parada do autocarro carregados com sacos e carrinhos de compras. Não se trata de um localização acessível. «Em definitiva, às 10.00 da manhã em inverno apenas há clientela. Onde quer que que nos transfiram vamos a estar melhor que aqui», explica Manolo, que atende um dos postos de flores mais concorridos.

OUTROS TEMPOS / «As causas do descida/desmpromoção do mercado franco som dois: a localização, mas também as mudanças de hábitos. Antes, em toda A Espanha, as pessoas aproveitava o dia do feira para fazer as compras da família: os sapatos, a fruta, a roupa... Agora se aproveita no sábado para ir às grandes superfícies, que som as que levam-se o gato ao água», lamenta este comerciante, que cifra num 40% as vendas atuais face às de Caminho Plano.

Sua empresa dispõe de lojas em Plasencia, Cáceres e Salamanca, mas outros vendedores só/sozinho dependem dos feiras, «e todos têm descido». «Nós vamos aos mais importantes de Cáceres província, Salamanca e Talavera, e o {notamos}, por isso seria bom que o de Cáceres tivesse um lugar mais a mão, sem tanta dependência do autocarro», conclui Manolo.

Justo enfrente está Ángel Morán, vendedor reformado, que acompanha a seu filho em seu posto de calçado. Ángel recebeu o primeiro posto do Caminho Plano, a primeira licença do feira cacerenho, onde dispensava charcutaria. «Lembrança que o inaugurou o governador civil ao mês de estar vendendo. Me deram um plano para escolher e me pus ao lado duma rotunda pequena que tinha no centro da praça/vaga Castanha. Logo nos fomos ao Rodeio, ao Indiano e a Vegas del Mocho. O melhor, sem dúvida, Caminho Plano, logo tem ido minguando nestes quarenta anos, e também tem tido que ver muito a crise», afirma Ángel.

Apesar de tudo, o veterano comerciante não está completamente desconforme com Vegas del Mocho: «Aqui temos amplitude e não há queixas porque não há vizinhos/moradores, provavelmente seja um dos melhores sítios possíveis», afirma.

Por outro lado, seu filho, também de nome Ángel Morán, considera que «quanto mais central ponham o feira, melhor. As pessoas maior/velho não se desloca às arredores. A Charca {Musia} fica longe e as traseiras do Mercadona estão sem urbanizar. A ronda da Ardósia era um bom lugar mas os vizinhos/moradores se queixavam das incómodos... O que esperamos é que nos transfiram a um bom lugar», sublinha.

Esta família de Malpartida de Cáceres, os Morán, leva décadas vendendo pelos mercados da província que se organizam a cem quilómetros à redonda, e foi protagonista da mudança de tendência: «À pessoas maior/velho lhe subida deslocar-se a Vegas del Mocho e o resto aproveita que não trabalha os fins-de-semana para ir aos centros comerciais», lamenta o filho, temendo pelo fim dos feiras. O seu pai é mais otimista: «Têm existido toda a vida e seguirão/continuarão existindo, porque a venda na rua foi a primeira na história da humanidade, mas é verdade que os povos/povoações perdem à pessoas maior/velho e os jovens emigram».

Uma rua mais abaixo está o posto de calçado de {Bernardo}, que vem cada quarta-feira desde/a partir de Miajadas. Conhece bem o mercado franco cacerenho porque desde/a partir de os 5 anos costumava acompanhar a o seu pai. «Está frouxo para o que chegou a ser, um dos melhores da Extremadura. Com as mudanças de sítio tem ido perdendo», afirma. No entanto, considera que não é prudente arriscar mais: «Acredito/acho que não deveríamos mudar agora de lugar, teria que deixá-lo aqui porque as pessoas se tem acostumado. Não vamos a enrolar outra vez à clientela. Aqui sabem onde estamos. E além disso há espaço para entrar e sair com os carrinhas», afirma. {Bernardo} sabe que em Vegas del Mocho não far-se-á «rico», «mas pelo menos {sacamos} para comer e pagar as faturas, para defender-nos, porque com os trabalhadores independentes já sabemos o que há».

«A {TRANCAS} E {BARRANCAS}» / Também Juan José se transfere todas as semanas desde/a partir de Montijo a Vegas del Mocho com seu posto de telas. Não costuma faltar a Badajoz, Villanueva e Cáceres, que assegura que som os «melhores» feiras juntamente com Almendralejo, «mas andam todos muito apagados», detalha. «Em Vegas del Mocho se está adaptando as pessoas a vir, e se agora nos mudam a outro sítio, até que se acostume outra vez o público nos podemos jogar as poucas lucro que {conseguimos}, que nos dão praticamente para comer e para pagar o género», declara. «Isto não é como antes --acrescenta--, não há alegria, a crise se segue/continua notando, vamos a {trancas} e {barrancas}. Vem pessoas dos povos/povoações de por volta de que se pode enrolar numa nova localização, não sei que será melhor, se calhar ficar-nos», declara.

Por seu lado, Felipe já vendia fruta e verdura quando abriu-se o feira no Caminho Plano. Espera que a Câmara Municipal procure outro sítio o quanto antes, «porque este é o pior de todos com muita diferença. Um feira deve estar uniformizado, com dois ou três ruas centrais, retas, onde se concentre toda a oferta de postos, aqui cada um se situa por seu lado», detalha. Além disso, «há muita distância ao centro, o lugar não reúne as condições, necessitamos um sítio mais acessível para os cidadãos e esperamos que a Câmara Municipal escolha o mais conveniente», sublinha Felipe.

Os clientes também acreditam que o mercado franco cai «um pouco/bocado a {trasmano}», como Conchi, que antes ia todas as quartas-feiras e agora «só/sozinho cada mês ou dois meses, e mira que gosto a fruta, mas não posso ir tão carregada no autocarro». Juan, por outro lado, se as {ingenia} para descer semanalmente: «Está afastado, é verdade, mas tentativa vir desde que estou pré-reformado porque {vengo} a procurar a fruta e as verduras, que som ótimas e baratas», se sincera.