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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 19 de junho de 2018

O direito a convivir

MARCELINO CARDALLIAGUET Profesor
13/01/2018

 

Dizia aquele inesgotável sábio da antiga Grécia, chamado {Aristóteles}, que o homem é um animal político –um {zoon} {politikon}- que levava em sua própria natureza uma destacada capacidade de pacto e de autonomia para regular/orientar-se a sim mesmo e para regular/orientar suas relações com os outros. Outros julgaram ao homem como {homini} {lupus}: um lobo para o homem -como sublinhava Thomas Hobbes- o que lhe obrigava a estabelecer acordos de paz e concórdia para deixar de destruir-se entre sim, como lobos enraivecidos. Os {pensadores} ilustrados, por outro lado –seguindo/continuando ao sábio grego– estimaram que o homem era de sentimentos afetuosos e pediam um Pacto Social para regularizar suas relações.

De qualquer maneira, seja bom ou mau por natureza, o homem é um sistema aberto e livre –como o define Leonardo Polo- que leva dentro de sim os {gérmenes} do aprendizagem e da mudança, que farão possível a sociedade, a convivência e a paz. Ou, pelo contrário, o confronto, a desunião e esse contínuo ódio entre gentes e sociedades que hoje parece ser a constante social em todos os povos/povoações.

O recente e interminável conflito de identidades em Catalunha tem desvirtuado todas estas teorias sociopolíticas e deixou à {Politología}, como possível ciência, em trajes menores. Se calhar porque -a meu modo de ver- a {Politología} não pode ser ciência, já que na verdade é somente a revisão da consciencializa coletiva e o comportamento dos povos/povoações perante as situações políticas. Um sentimento, um impulso para criar sociedades homogéneas desde os campos da {etnología} e da economia, arrumadas e pacíficas, que cada um entende de forma diferente, ou porque só/sozinho serve para fazer concorrer aos demais até nossos próprios interesses mediante discursos e promessas que os convençam.

O CURIOSO destes discursos e promessas é que costumam arrancar do passado, como argumentos de convição, e apontam até o futuro, como objetivo/meta de promissão. Isto é: se apoiam na história para seduzir e para {encandilar} às gentes com paixões nacionalistas e étnicas, para conseguir {coherencias} materiais e económicas. Sempre ocurreu o mesmo entre os povos/povoações e culturas do passado e seguirá/continuará acontecendo entre os do futuro. Mais que um {zoon} {políticon} o homem é um {homo} {faber} ou {anthropus} {aeconomicus} que se move por interesses diretos.

Mas a História deixou de ser professora da vida -como a definia Cicerón- ou mãe da verdade, como a considerava Cervantes. Por isso às grandes empresas da informação já lhes interessa mais a {Politología} que a História. Pois esta nova ciência {elucubrativa} se presta melhor a converter os acontecimentos políticos e sociais em produto de consumo de masas e de comercialização cultural. Numa produção polimediática, muito {maleable} e diversa que se pode empregar para produzir a realidade; quando a realidade não se ajusta aos objetivos perseguidos pelos partidos políticos, pelas corporações empresariais ou pelas correntes de opinião com marca registada, que num simples relato de factos/feitos e personagens de perfil erudito; que se investiga e se estuda para conhecer e convencer, e não para manipular.

O catalanismo histórico ficou {arrinconado} pela reivindicação política que pretende converter em réditos contabilistas as peculiaridades culturais ou linguísticas de umas gentes que faz séculos se voltaram espanhóis.

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