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El Periódico Extremadura | Domingo, 24 de junho de 2018

{Dime} do que {presumes}...

MARCELINO CARDALLIAGUET Profesor
10/03/2018

 

E n os últimos meses de 2017 e nos primeiros de 2018 se têm repetido as {cantinelas} de que os presos ‘preventivos’ catalães estão na cadeia por ter atentado gravemente contra o ‘Estado de Direito’, mediante a ‘subversão’, a ‘rebelião’, a ‘prevaricação’ e a desobediência às leis. Todos eles delitos largamente provados perante o tribunal de revezo e perante o Tribunal Supremo; o que permitiu ao governo atual tirar peito e presumir de defender {lealmente} o Estado de Direito e as leis vigentes em nosso ordenamento jurídico.

Já faz algumas semanas, em finais de aquele mesmo ano 2017, me {atreví} a comentar o que era um ‘Estado de Direitos’, salientando com ênfase esta segundo plural. Estado que devia garantir perante todos os cidadãos todos os seus ‘direitos humanos’, os ‘civis’, os ‘laborais’ e até as liberdades que a Constituição estabelece como base e alicerce da nossa democracia; de acordo com o estabelecido no Direito Internacional. Direito ao que Espanha comprometeu-se a respeitar e cumprir em todos os seus termos.

O jogo/partido do Governo não fez mais que sair continuamente à {palestra} ‘mediática’ para sublinhar que é ele quem tem conseguido impor os ‘direitos’ e as ‘liberdades’ mediante a aplicação dum dos artigos constitucionais menos conhecidos e menos apreciados pelo conjunto/clube dos cidadãos: o {art}. 155; que a conta desta constante ‘propaganda’ de suas virtudes, passou a ser o mais injuriado e criticado por aqueles que se sentem realmente democratas; tanto/golo ‘independentistas’ de ‘cunho catalão’, como espanhóis de robusta estirpe.

Um velho {axioma} castelhano dizia: “{Dime} do que {presumes} e te direi do que {careces}”. {Axioma} que se faz de novo verdade nesta circunstância, quando os que presumem de impor a Constituição são os que mais a {conculcan}. Pois os ‘direitos’ que se enumeram nesta mesma Constituição como próprios e irrenunciáveis de todos os espanhóis não cumprem-se nem se respeitam por aqueles encarregados {-} como representantes da cidadania {-} de levá-los a efeito. O mesmo vem a acontecer com as ‘liberdades’ expressadas nesta mesma Constituição e nas leis orgânicas que a desenvolvem: liberdade religiosa, liberdade de reunião, liberdade de expressão, liberdade de publicação das ideias e outras que seria prolixo enumerar porque já vêm expressadas em todos os seus capítulos e artigos; mas que nossos ‘{capitostes}’ governativos e seus porta-vozes não se têm entretido em ler para não ‘perder o tempo em {bobadas}’.

Não temos de ir muito longe no tempo para encontrar-nos uma bruta repressão contra todos estes ‘direitos’ e ‘liberdades’ dos que tanto/golo alardeia o Governo de guardar e garantir. Apenas desde o mesmo ano que superaram umas eleições por maioria absoluta, começou a campanha de repressão e censura contra as manifestações, contra os protestos cidadãs, contra as publicações ou representações cénicas; contra os ‘rapistas’ ou ‘{titiriteros}’ que {pusieran} em ‘{solfa}’ os erros e abusos das autoridades; incluindo uma injustificada reforma do Código Penal, para implicar ao Poder/conseguir Judicial. “¡Coisas {verás}, amigo {Sancho}, que farão falar às pedras!”

¡Até aí chegámos! ¿Até onde podemos chegar, se continuamos governados pelos mesmos?

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