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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 23 de novembro de 2017

O dia do {Corpus}

MARCELINO CARDALLIAGUET Catedrático
09/09/2017

 

H {ace} só/sozinho alguns anos, tal dia como na quinta-feira passada, 15 de Junho, tivesse sido uma das festas religiosas mais sonadas e celebradas na Espanha «ultracatólica» que nos deixou em herança Sua Excelência, o Caudilho de Espanha «pela Graça de Deus». Este era um dos «três quinta-feira do ano que refulgiam mais que o sol»; e quando os inocentes e iludidos meninos de sete ou oito anos tomavam seu «primeira comunhão» disfarçados de {marineritos} ou de namoradas, rodeados do regozijo {santurrón} de seus progenitores, sentindo sua primeira emoção como {españolitos}.

¡{Oh} {témpora} ¡ ¡{Oh} {mores}!

Em contraste, na quinta-feira passada, quinze de Junho, celebrou-se por toda Espanha que Podemos tinha fracassado com seu «moção de censura» contra o governo. Contra as fraudes, os desfalques, os subornos e os {desaguisados} cometidos por numerosos militantes do PP, quando foram situados nas responsabilidades do Estado para cuidar de seu cabal cumprimento e defesa.

Tristonha celebração; pois punha a manifesto que os orgulhosos «{celtíberos}» continuam a ser o povo/vila que mais vezes tropeça na mesma pedra, sem sentir dor ou ressentimento nos pés. Que mais se cresce quando lhe {fustigan} ou lhe roubam e que mais respeita aos «caciques» ou aos mentirosos quando «{tergiversan}» os resultados das eleições democráticas, mediante «dopagens», «{triquiñuelas}» e «{trilerías}» para ganhá-las.

Claro que todos estes truques não são novos; embora os espanhóis, como acontece sempre, já os tenham esquecido. Faz mais de cem anos, a começos do século XX, os denunciava Joaquín Costa em seus livros, conferências e artigos, para pôr a manifesto perante os cidadãos de boa vontade --¡Os que sabiam ler, claro esta!-- que os partidos políticos da «Restauração» --»Conservadores» e «Liberais»-- somente eram válidos para {trastocar} as eleições mediante falsificações de atas ou com «fraudes eleitorais». Implantando um «regime» e uma Monarquía --a de Alfonso XII-- que só/sozinho se baseava e se apoiava nos interesses da Igreja, na defesa económica dos grandes terratenentes e dos nascidos empresários industriais. Se calhar o mesmo que acontece agora, para manter ao exército afastado da política.

Curiosamente, no passado 15 de Junho –o «Dia do {Corpus}»-- também se comemoravam os quarenta anos das primeiras votações livres e democráticas da Espanha «postfranquista». Eleições das que partiam os primeiros passos para restaurar --de novo-- uma Monarquía Borbónica, parlamentar, democrática e constitucional, na qual --como em 1885-- dois Partidos: um «conservador» e outro «progressista» tinham pactuado sua própria «{turnicidad}» nos futuros governos; com a rejeição absoluto de posturas inovadoras ou «populistas»; mantendo os «pilares» que sustentavam à Pátria: Unidade, Ordem/disposição e Fidelidade Católica.

Os «Pactos» de O Pardo e os de La Moncloa --assinados ambos sobre/em relação a os {lechos} mortuórios de Alfonso XII e de Francisco Franco-- se pareciam como dois gotas de água, e seus resultados também foram essencialmente semelhantes.

Em ambos casos o Estado nascido deles não tem servido para garantir os direitos dos cidadãos, suas aspirações a um trabalho estável, a um salário digno e a uma vida desabafada. Mas para garantir aos investidores altas rentabilidades e a corrupção generalizada das Instituições geridas por seus «clientes» e partidários. «{Sic} {finis} glória {mundi}».

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