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El Periódico Extremadura | Domingo, 18 de agosto de 2019

Despedem ao condutor duma funerária por pôr-lhe flamenco à filha do morto

O motorista lhe pôs como condição poder/conseguir fumar e pôr a rádio. Ouviu música festiva. Transferiu o corpo até Valencia de Alcántara e lhe pediu que a levasse no carro

SIRA RUMBO
22/07/2019

 

Despedem ao condutor duma funerária por pôr flamenco e música festiva à filha do falecido enquanto os transferia ao lugar no qual ia a celebrar o enterro. O empregado o recorreu e agora o Tribunal/réu/julgado do Social Número 1 de Cáceres estima que foi procedente. Segundo recolhe/expressa a sentença o falecimento se produziu o 24 de Dezembro de 2018, no hospital São Pedro de Alcántara, mas o desejo da família era transferi-lo até Valencia de Alcántara, para celebrar o enterro.

Como todos os familiares não cabiam nos veículos que dispunham, uma das filhas do falecido solicitou ao motorista se podia viajar com ele no carro fúnebre. Ao início este se negou, ao estar proibido pela empresa, mas depois, «em tom jactancioso», acedeu pondo como condição que levaria a música posta e que ia a fumar durante o trajeto. E assim foi, durante tudo a viagem, sem perguntar à filha do falecido que lhe acompanhava, ouviu na rádio música popular. A família imediatamente pôs uma queixa a sua companhia de decessos, que a transferiu ao responsável da empresa funerária. Esta, após analisar o aconteceu, decidiu despedi-lo o 9 de Janeiro.

Dias depois o condutor recorreu o despedimento, mas agora o tribunal o considera justo pelo trato «desconsiderado» e «vexatório». Se pode obviar, diz o juiz, «que permita que um familiar do defunto vá no carro fúnebre, apesar de estar proibido. Mesmo que fume. O que não é admissível é esse trato desconsiderado», assinala o erro. Faz referência à música que decidiu pôr durante o trajeto: «Pôr música, ou mais corretamente, impô-la, e não estamos a falar do {Requiem} de {Mozart}, de A Paixão de São Mateo de Bach ou de As sete palavras de Cristo de Schutz, mas duma algaravia popular idónea para o diversão e a distração legítimos noutras circunstâncias, vexa à filha do defunto».

O juiz diz que o condutor se aproveitou das circunstâncias (era um dia de Natal e de madrugada, o que impossibilitava encontrar outro meio de transporte) para impor «suas condições {aberrantes}» e considera que além disso atuou de má fé no cumprimento de suas obrigações. O magistrado acrescenta que, neste tipo de atividade, «a delícia de trato dos empregados é básica, pois têm de gerir os piores momentos da vida das pessoas» pelo que «têm de conduzir-se com discrição, prudência e proximidade», «evitar más palavras e gestos» e «condescender com situações incómodas propiciadas pelo dor e a frustração dos familiares dos defuntos».

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