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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 21 de novembro de 2017

A desolação de {Paneras}

O comércio, historicamente enraizado nesta rua, vê necessária mais iluminação e atenção à zona. Só/sozinho há um negócio aberto entre a rua Da Cruz e a praça/vaga, um troço com descascamentos e grafítis

LOLA LUCEÑO
09/09/2017

 

Apenas tem setenta metros mas tornou-se no grande corredor dos turistas até a praça/vaga Maior e a Cidade Monumental. Por ela passam todos os visitantes que estacionam em Bispo {Galarza} e que chegam em autocarro, isto é, a grande maioria. Descascamentos, grafítis, cabos e locais abandonados recebem aos viajantes dispostos a ver o terceiro conjunto/clube monumental de Europa. Tristonha antessala a que oferece a rua {Paneras}, tão importante agora como o foi faz seis séculos, quando já servia de limite à Judiaria Nova. Comerciantes de raça conservam hoje o sabor da rua, se sentem orgulhosos de ter seu negócio na porta turística de Cáceres, mas {echan} de menos a vida de antanho e um pouco/bocado mais de atenção às infraestruturas desta via.

Muitas fachadas encontram-se em mau estado, especialmente desde a rua Da Cruz a Pintores, onde não fica um só/sozinho comércio aberto na fila dos pares. Os locais encerrados têm as portas e janelas sujas, {empapeladas}, grafítis... Oferecem uma imagem desolada. A isso se une a desleixo do imóvel da Fundação {Valhondo}, que faz esquina com a praça/vaga Maior. Nos ímpares, a parede de um hotel requer uma mão de pintura.

Não há boa iluminação, pelas noites são os montras os que dão a principal luz à rua segundo explicam os pequenos empresários da zona. Também se queixam dos estragos no pavimento, que já se levantou várias vezes nos últimos anos por diferentes obras e não se remata como deve ser. O troço de granito mais antigo permanece encharcado horas e horas cada vez que se rega. Isso sim, o {baldeo} de {Paneras} realiza-se de forma frequentadora porque, por um lado, a rua serve de passagem aos locais noturnos da praça/vaga e muitos inescrupulosos {miccionan} na via pública; e por outro, os excrementos dos cães têm uma presença demasiado contínua.

FIDEL, O HOSPITAL, {KARPU}... / {Paneras} teve bastante mais vida até faz uns anos. Alguns dos comerciantes atuais ainda recordam a taberna de María Solana ou o bar de {Parrita}, logo bar Montánchez. O mais conhecido foi sem dúvida O Hospital, com aqueles lulas que sabiam a glória nos anos 70 e um cartaz que se fez famoso: «Por mais voltas que dou, ao Hospital sempre vou». A loja do Século estava em todo o seu esplendor na esquina de {Paneras} com {Moret}, e justo enfrente se situava a farmácia de Primitivo Torres. Mais abaixo, a barbearia de Fidel, a sapataria {Karpu}, a farmácia de Martín Javato... Os carros passavam por meio de {Paneras} quando média/meia província cacerenha fazia suas compras entre Pintores e {Moret}. Logo se {peatonalizó}, mesmo chegou o botellón que se movia entre os bares O {Puntazo} e Montánchez até 2003.

Ana Esther Novias tem {echado} o fecho nos últimos anos, antes fê-lo joalharia {Barriuso}, {Pekes}... Hoy, uma dezena de negócios seguem/continuam com sua atividade nesta rua, como a {tapería} Os Ibéricos, outro local de produtos extremenhos do mesmo nome, Mármores Vivas, a loja na moda Cinco Sentidos, Artesanato {Lues}, Loja Vaqueira Sol, a veterana Mercearia {Maeva} e a Joalharia Rubio. No primeiro troço, entre {Moret} e Da Cruz, também há vários apartamentos e apartamentos habitados.

FALAM OS EMPRESÁRIOS / Jesús María Vivas e Emilio Antonio Tostado trabalham no negócio mais veterano de {Paneras}, Mármores Vivas, criado em 1917 e portanto em plenário/pleno ano de seu centenário. O avô de Jesús fundou a empresa e o pai de Emilio trabalhou toda sua vida nela. Ambos são a memória de {Paneras}. «Esta rua funcionava extraordinariamente mas tem decaído pela crise, que tem afetado a toda a zona. É difícil manter os negócios e montar-los novos», explicam. Eles nunca se apresentaram mudar de localização. Agora vêem passar cada dia por a sua porta a centenas de turistas. «Oxalá se {consiguiera} que estivessem mais tempo na cidade, seria um verdadeiro benefício para muitos negócios», assinalam.

A Joalharia Rubio leva meio século aberta. É um negócio com raízes em {Paneras}, sempre impoluto e brilhante em contraste com a {umbría} do troço que ocupa, já que se trata do único local aberto entre a rua Da Cruz e a praça/vaga Maior. «Agora mesmo acabam de passar dois excursões», afirmam os irmãos {Arturo} e Eleuterio Rubio, destacando a localização estratégica desta rua. «Os turistas gastam nos locais de hotelaria e em certos produtos típicos, também não mais, mas esses negócios sim podem funcionar na zona», relatam. «O que acontece é que o centro histórico tem entrado em geral em decadência pela crise, também porque hoje em dia existem outras tendências de compra», analisam.

O que sim se lamentam os irmãos Rubio é a quantidade/quantia de excrementos caninos e de urina de aqueles que se divertem na zona os fins-de-semana. O fazem sobretudo numa espécie de beco sem saída que há no meio de {Paneras}. «Nos {apena} que passem os turistas comentando o mau cheiro, mas é certo que enquanto {llamamos} aos serviços de limpeza, vêm», afirmam.

Por isso, o {baldeo} se faz reiterado e o Consórcio Cáceres Cidade Histórica também tem eliminado os graffitis, que reaparecem com uma rapidez desesperante.

{Mariví} {Márquez} dirige a {tapería} Os Ibéricos desde há três anos, mas leva 23 em {Paneras} com outro negócio familiar. «Vejo a rua tristonha porque os locais de abaixo estão fechados e o arco não tem o melhor aspeto. Por outro lado, a afluência do público é muita, o 90% do turismo que chega à cidade passa por aqui, entram nas lojas, {picotean}... Se necessita uma mudança de {look} em {Paneras}, retirar as grafítis, limpar a rua, está um pouco/bocado deixada», comenta.

Antonio de la Montaña é proprietário de Os Ibéricos, loja de charcutaria que leva mais de duas décadas deleitando os sentidos em {Paneras}, muito frequentada por turistas e cacerenhos. «Acredito/acho que a polícia deveria passar com mais frequência, e teria que melhorar a iluminação, de noite se vê pouco/bocado, se não fora pelas luzes das lojas...», matiza/precisa.

Carlos e Cristina, da loja Cinco Sentidos, também mostram-se «encantados» com a rua. «É pequena, mas diariamente passa muitas pessoas de fora, por isso resulta de vital importância conservá-la em bom estado, é a antessala à praça/vaga. Se {abrieran} os locais fechados no troço final, {Paneras} mudaria muito», indicam.

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