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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

Demite-se o porta-voz dos vizinhos pela «excessiva» exposição pública

Faz uns meses já denunciou pressões políticas para conseguir calar seus protestos. Foi um dos mais reivindicativos do coletivo nos últimos tempos

REDACCIÓN
06/11/2019

 

El atual porta-voz da Agrupamento de Associações de Vizinhos, Juan Carlos Caso, apresentou ontem a demissão irrevogável de todos os seus cargos devido à sobrecarrega de responsabilidades e à «excessiva» exposição pública à que se tem visto submetido nos últimos meses. Foi se calhar uma das pessoas mais reivindicativas do movimento de vizinhos nos últimos tempos. De facto, como já publicou este jornal no passado mês de setembro, Caso já tinha denunciado pressões para conseguir calar suas reivindicações.

Numa carta remetida aos meios ontem explicou que quando o presidente do coletivo, José Alberto Iglesias, lhe propôs que se unisse ao agrupamento, ele advertiu-lhe de que «no momento que tanto ele como eu vissemos que não encaixo como deveria fencaixar, renunciaria aos cargos e responsabilidades adquiridas». De facto no passado mês de Agosto apresentou ao presidente uma carta com seu «demissão sem data» para que fora Iglesias quem a fizesse efetiva quando se rompese a  sua confiança em Caso, ou este «fora um problema para a junta diretiva ou a Agrupamento».

Uns meses depois foi o próprio Juan Carlos Caso o que deu o passo. «Acho que o momento chegou para a execução de minha demissão, pois uma ou várias das razões pelas que demitir-se-ia se produziram nas últimas semanas, como são a sobrecarrega de responsabilidades e a sobre a exposição pública», afirmou Caso.

Na missiva que enviou ao presidente do agrupamento para apresentar sua demissão irrevogável Juan Carlos Caso explica que se tem sentido «muito orgulhoso» de pertencer à diretiva e de dar um «grãozinho de areia» para melhorar os bairros da cidade. Entre os trabalhos desenvolvidos menciona a jornada sobre a acessibilidade no âmbito do urbanismo, a «grande luta por uma saúde digna» e a segunda fase do novo hospital, o impulso à ordenança sobre/em relação a elevadores em fachadas exteriores ou «a luta pela acessibilidade universal», entre outros assuntos.

Cabe relembrar que desde que Juan Carlos Caso entrou na agrupamento este se tem movido mais que nunca, reunindo-se com diferentes coletivos da cidade para transferir suas reivindicações aos representantes das instituições públicas. Ele tem-se encarregado para além de transmiti-las aos meios de comunicação.

Liderou também a denúncia pela reforma da rua Alzapiernas. É deficiente visual e apresentou uma queixa formal à Junta de Extremadura porque o processo não cumpria a lei de acessibilidade. Foi aceitada pelo Executivo autonómico que deu ordemà Câmara Municipal de modificar alguns aspetos do projeto para conseguir que se adaptasse à regulamento vigente.

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