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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

Cultura vai dirigir-se à Câmara Municipal para estudar o futuro da Cruz

Uma comissão de peritos a incluiu em 2018 no seu relatório de vestígios franquistas. Bello anota que com Saponi acordou-se a sua retirada e que é um símbolo «controverso»

GEMA GUERRA epextremadura@elperiodico.com CÁCERES
06/11/2019

 

A consultoria de cultura vai dirigir-se à cámara municipal para estudar o futuro da Cruz de los Caídos. Assim o confirmou esta terça-feira a este jornal a Junta de Extremadura após a reunião que manteve com a Associação Memorial no Cemitério de Cáceres (Amececa) na qual o coletivo reclamou a retirada do monumento em cumprimento da lei de memória histórica. Nesse sentido, o governo regional anuncia a sua intenção de manter um encontro com responsáveis de Património na câmara municipal cacerenho para «conhecer sua posição em relação».

Precisamente em relação a este assunto também pronunciou-se ontem o vereador da área de Património em Cáceres, José Ramón Bello, que, embora não concretizou nenhum detalhe em relação ao futuro do monólito sim esgrimiu tratar-se de um símbolo «controverso» e recordou que durante o governo de José María Saponi já se aprovou sua retirada mas que esse acordo «não chegou a executar-se». Nessa linha recordou também que em 2018 se criou uma comissão de peritos durante a legislatura de Elena Nevado para catalogar símbolos e elementos franquistas e se incluiu este monumento como «um dos elementos a retirar».

Este comité elaborou um relatório sobre vestígios na cidade e esteve comandado pelo historiador César Rina, María Jesús Criado e José Hinojosa, presidenta e vice-presidente de Amececa e Fernando Jiménez Berrocal, responsável do arquivo histórico.

No caso da cruz cacerenha, o relatório determina que «se fez durante a guerra civil e ocupa um lugar de relevância da simbologia franquista». Segundo detalham os historiadores, sua construção se aprovou o 9 setembro de 1937 e se acordou colocá-la no centro da cidade como « homenagem os mortos pelo movimento nacional salvador de Espanha». O monólito foi inaugurado o 10 de Maio do 1938 por Pilar Primo de Rivera.

Cabe destacar que o país existem pelo menos dois casos similares. O mais recente em Córdoba, onde o sindicato CGT tramitou neste ano uma queixa para retirar a grande cruz da Subdelegação do Governo. Em Vigo, uma sentença ordenou em 2014 a demolição doutra cruz levantada por Falange ao entender que faz parte da memória «de humilhação para os vencidos», não obstante, a Câmara Municipal recorreu o parecer alegando que «era um símbolo da cidade».

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