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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 20 de septembro de 2017

«{Cogí} o faca sem dar-me conta e ao cair-nos se lhe pregou no tórax»

«Lhe queria como a um filho, me mudaria por ele agora mesmo», assegurou no juízo. A Procuradoria lhe acusa de homicídio e a acusação particular de assassinato

SIRA RUMBO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
12/09/2017

 

Pedro Pavón, o feirante de Coria acusado/arguido de matar a seu empregado duma punhalada, defende que foi um acidente. Foi tribunal/réu/julgado ontem na Audiência por um júri popular, formado por seis homens e três mulheres, duns factos/feitos que aconteceram à primeira hora da manhã de 20 de Janeiro do ano passado. Nesse momento o acusado/arguido vivia numa caravana estacionada em Coria, já que se tinha separado de sua mulher e se tinha ido da habitação familiar. Começou explicando ao Ministério Público (se lhe via tranquilo) que conhecia ao falecido desde fazia 14 anos, que para ele «era como um filho» e que se levavam «fenomenal».

No momento dos factos/feitos encontrava-se dormido na caravana e lhe despertaram os golpes que deu o falecido na porta. «Me disse que vinha a dizer-me que já não queria trabalhamos/trabalhámos comigo, que lhe desse o dinheiro do desmonte (30 euros). Lhe {contesté} que se esperasse a que fizéssemos a outra feira para que me desse tempo de procurar a alguém, mas me disse que não. Me surpreendeu porque nunca me tinha dito que queria ir-se», explicou.

Não lhe tinha dado de alta, segundo acrescentou, porque trabalhava dias alternados e por horas, embora assegura que lhe tinha prometido que lhe inscreveria na Segurança Social «quando pudesse». Lhe pagava 30 euros por montar e desmontar as atrações para além de outros 20 euros diários/jornais «trabalhasse ou não».

Como seu empregado não entrava a razões o feirante lhe disse «que era um filho de puta». Nesse momento, segundo sua versão, seu trabalhador lhe agarrou da {pechera} e «se {lió} a dar-me cacetadas». Estavam na porta da caravana e lhe atirou até dentro. Uma vez no interior, enquanto seguia/continuava golpeandole, o feirante pegou da mesa um faca {jamonero}. Pelos golpes ambos caíram ao chão e o empregado se o pregou no tórax. «Se levantou do chão e me disse ¡{ay}, me o tenho pregado!. Nos sintamos no sofá e imediatamente caiu», contou o feirante. Diz que pegou o faca da mesa sem dar-se conta do que era; nela tinha também um prato e um garfo da jantar da noite anterior. O faca, {jamonero} de 13,5 centímetros, o tinha utilizado para comer-se dois ovos fritos e dois filetes.

diz que lhe socorreu / Tentou socorrerle. Foi ao lavabo para pegar/apanhar água e deitar-se-la na face. Nesse momento se levou também o faca e o deixou no lavabo. Assegura que o deixou ali com o lavabo cheio de água, mas que não o limpou. Ao dar-se conta de que seu empregado não respirava retirou-se o {pijama} que levava posto, o meteu na máquina de lavar roupa (não a acendeu), guardou o faca na gaveta e se foi embora a casa de suas irmãs, a Talavera de la Reina, para contar-lhes o que acontecera. Elas lhe convenceram de que se entregasse.

E assim fê-lo. «Nesse momento não {llamé} à Guardia Civil porque estava {aturullado}, o que queria era falar com minha família para explicar-lhe o que tinha passado. Ele estava morto e eu me queria morrer», assinalou. À Guardia Civil, segundo indicou o agente que lhe tomou declaração, lhe contou que tinham tido uma discussão e que lhe tinha dado uma punhalada, mas que não sabia como tinha sido. O agente recorda além disso que na face o acusado/arguido tinha um pequeno hematoma, fruto se calhar da briga anterior. Ontem declararam também a irmã do falecido e do acusado/arguido.

A Procuradoria sustenta que o sucedido foi um homicídio e que o acusado/arguido lhe {asestó} uma punhalada no tórax ao falecido com a intenção de acabar com sua vida no seio duma briga. A acusação particular, que representa à irmã do falecido e única herdeira, também acredita que lhe pregou o faca de maneira intencionada mas considera que foi um assassinato ao estar convencida de que a agressão se produziu sem ter-se acontecido antes briga alguma, mas uma discussão verbal.

O tribunal do júri deverá deliberar a partir de agora e decidir se o sucedido foi um homicídio, um assassinato ou um homicídio imprudente. O acusado/arguido se enfrenta a penas de 12 anos e meio a 18 anos de prisão.

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