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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 1 de abril de 2020

«Chegou bêbedo e tentou abusar de mim, me {volví} louca e lhe {clavé} o martelo»

Recorreu ao TSJEx, que ontem celebrou uma vista à que assistiu a autora do assassinato. Insiste em que tem um transtorno mental, em que não eram casal/par e que foi um homicídio

SIRA RUMBO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
13/03/2020

 

Ese dia vinha bebido, me pôs como um trapo e tentou abusar de mim. Me meteu mão e me passou a língua por tudo o corpo. Não sei o que me entrou que na {mesilla} tinha um martelo, o {cogí} e se o {clavé}». Assim foi a intervenção que realizou ontem no Tribunal Superior de Justicia de Extremadura (TSJEx) Julia B. G., acusada de acabar com a vida de seu casal/par em Madrigalejo 17 de Junho do ano passado. Compareceu algemada e com bom aspeto físico. Recorreu ao Alto Tribunal a sentença da Audiência Provincial que lhe condenava a 19 anos de prisão por um delito de assassinato após ter sido julgada por um tribunal do júri.

Tal como recolheu o erro, o júri popular considerou provado que ambos mantinham uma relação de casal/par, pois conviviam juntos desde/a partir de fazia cinco anos. O 17 de Junho entre as 19.30 e as 00.00 horas, quando o falecido, José Sánchez (Pepe ‘O sorrisos’ como lhe chamavam em seu povo/vila) estava na cama, ela começou a golpearle na cabeça com um martelo «com ânimo de matarle».

Primeiro lhe deu oito golpes na parte de atrás da cabeça, o que fez que perdesse o conhecimento. E seguiu/continuou dando-lhe {martillazos} na parte frontal. Lhe deu até onze golpes, um deles foi o que lhe causou a morte. Depois a acusada limpou o quarto e tentou apagar qualquer rasto do crime. Logo quis fazer-se com um porco grande para que se {comiera} o corpo, que o tinha transferido a uma pocilga. Só/sozinho conseguiu um animal pequeno que não chegou a ingerir o cadáver pelo que decidiu pegar-lhe fogo e provocou um incêndio na casa.

Sua defesa, representada pelo letrado Carlos Jesús Tovar, solicita em seu recurso, não obstante, que se retire o agravante de parentesco, pois insiste em que não mantinham uma relação de casal/par, apesar de que viviam juntos. A acusada referiu-se ontem também a este assunto em seu revezo de palavra: «Ele dizia que era meu casal/par mas só/sozinho trabalhava com ele. Quando nos {quedábamos} juntos ele dormia num sítio e eu noutro. Tenho dormido com meu casal/par na cama nessa mesma casa», acrescentou a acusada.

REVOGAR A SENTENÇA / Por outro lado, o advogado solicita que se revogue a sentença emitida em primeira minuta e que se condene a Julia B. C. por homicídio em lugar de assassinato, porque existem contradições nas provas. «A polícia diz que morreu na cama e os forenses no chão. Não sabemos como se produziu», afirmou Tovar, que insiste em que aconteceu após uma discussão entre ambos e não enquanto ele dormia.

Enfatizou além disso que a acusada padece um transtorno psicológico grave e que a prova forense é «errónea» porque não teve em conta relatórios médicos nos que se evidenciava esta situação. Criticou que não {compareciera} o psiquiatra do Servicio Extremeño de Salud (SES) que foi à cadeia para avaliá-la porque não se conseguiu apurar quem era e que também não se citou ao psicólogo da cadeia. Pede também que se lhe aplique o atenuante de confissão porque reconheceu os factos/feitos e colaborou em seu esclarecimento.

Por seu lado o Ministério Público solicita que se rejeite o recurso e que se confirme a sentença da Audiência. A vista durou uns 30 minutos e ficou pendente de sentença.

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