Menú

El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 24 de septembro de 2018

{Cefot}, dia 1

Quase mil alunos começaram ontem a sua formação militar no aquartelamento de Santa Ana H La atribuição de quartos, a visita à cabeleireiro, a prova de balneário e o início das classes dominam as primeiras horas dos novos alunos da base

GEMA GUERRA epextreamdura@elperiodico.com CÁCERES
10/01/2018

 

José Luis dirige as cozinhas do {Cefot} desde há mais de quarenta anos. Tem alimentado às gerações de alunos que passaram pela base de Santa Ana. Ninguém lhe conhece por seu nome, atende ao grito de {Chewi}, uma alcunha tão consolidado que se reflete até em sua placa de identificação. Poucos acumulam tantos lembranças sobre/em relação a o aquartelamento como ele. Tem visto passar a centenas de militares. Nos melhores e nos piores tempos do centro. Ficam cinco minutos para que um aluvião de jovens aterre no sala de jantar e nem se {inmuta}. Está tranquilo. Mira pela janela aos recém chegados enquanto formam frente a suas companhias. Quebram filas. Espera a quase mil comensais, muitos mais que nos últimos anos, mas se {vanagloria} de ter recebido a mais de dois milhares e se retira às cozinhas, onde trabalham 40 pessoas, dez mais que o último ano. Paelha e frango com batatas, o primeiro menu para quase os mil alunos que ontem iniciaram a sua formação militar na base de Cáceres. Passarão quatro meses no centro e jurarão bandeira o 10 de Março.

La chuva {empañó} a primeira jornada dos reclutas, mas não parecia importar a ninguém. Los altas chefias convocaram aos jovens desde primeira hora. Pela frente/por diante, um dia carregado de novidades para eles e de rituais para os veteranos. La atribuição dos quartos, a visita à cabeleireiro, a prova do uniforme e as primeiras classes dominaram as primeiras horas e a atenção dos candidatos/candidatas que pareciam ter substituído já os «nervos» e a «incerteza» do dia anterior pela «concentração» às ordens dos superiores.

Aitor Duarte (Málaga, 24 anos) e Rafael Victori ({Sevilla}, 22 anos) partilham companhia: a terceira. Há quatro. Neste ano, a base aumentou o número de sectores devido à elevada cifra de alunos: 960 -915 jovens e 45 raparigas-. La escassa presença de mulheres no exército contrasta com a de homens, embora no próprio centro de formação destacam que o «número aumenta» cada ano. {Elisabet} García (Pontevedra, 25 anos) é uma delas. Estudou a corrida/curso de {criminología}. Cabe destacar que 20 dos reclutas são licenciados e 45 diplomados. La galega reconhece que sempre se sentiu atraída pela vida {castrense} desde que viu seu «primeiro desfile aéreo» em sua cidade e aspira a ascender na corrida/curso militar apesar de que não conta com o {beneplácito} de seus progenitores. Aos de Aitor e Rafael também lhes custou dizer-lhes adeus confessam. «Minha mãe não queria», relata o sevilhano. Rafael relata que seu hobby/adeptos ao exército nasceu de seus avós enquanto o malaguenho presume de «prima {legionaria}». «¿Que {quieres} fazer com teu vida», se perguntou Aitor depois de/após trabalhamos/trabalhámos em hotelaria e lojas de roupa. {Despejó} a mente, recorda, e o teve claro. Escolheu esta via esta via para «conhecer» seus limites. «É uma superação contínua», anota. Desde ontem partilha experiência com «novos companheiros de liteira» que espera se convertam em «novos amigos».

O grupo que acaba de chegar a a base de Cáceres é o mais numeroso dos últimos dez anos. Pertencem ao segundo ciclo de 2017. Em Maio está previsto que cheguem outros mil alunos do terceiro ciclo extraordinário do ano passado. O sargento primeiro Martín, um dos professores, justifica o aumento de alunos na necessidade de expectativas laborais. Acrescenta que a falta de emprego provoca que muitos se decantem pela vida militar para garantir uma segurança. Não obstante, não deixa atrás a todos os que chegam por «vocação».

Enquanto acabem estes primeiros dias de adaptação, os jovens manterão uma rotina férrea. Combinarão classes de topografia, armamento ou cortesia militar com o treino físico. «Aprenderão disciplina e uns valores que são muito descontados por qualquer empresa», manifesta. Reconhece que sempre há alguma baixa, «as mínimas», tranquiliza. «Aqui {forjamos} os alicerces do que será sua corrida/curso, estarão muito cuidados em todos os aspetos», conclui.

As notícias mais...