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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 23 de novembro de 2017

Câmara Municipal, Junta e polícia rastejam já mais de 600 apartamentos turísticos ilegais

A descida de estudantes e o estoque de habitação vazia desatam a {picaresca} e o intromissão no sector. Já se têm interposto multas a dois alojamentos deste tipo na cidade cifradas em 6.000 {€} cada uma

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
12/09/2017

 

Câmara Municipal, Junta e policia municipal seguem/continuam já o rasto a mais de 600 apartamentos turísticos ilegais que poderia ter em Cáceres, segundo confirmou ontem a este diário/jornal o vereador de Turismo, Raúl Rodríguez, quem recordou que recentemente dois deles foram sancionados com sendas multas de 6.000 euros. O elevado índice de apartamentos vazios após a descida de estudantes e o boom da bolha do imobiliário fez proliferar um negócio cujos protagonistas são os cacerenhos que não sabem que fazer com a habitação que compraram aproveitando o puxão do sector.

Não há bairro específico para eles, os ilegais «estão repartidos por toda a cidade, mesmo muitos no periferia», explicou Rodríguez. «O acesso aos mesmos é simples porque há dezenas de plataformas online que os oferecem». Nalguns casos são habitações «que foram usadas por estudantes, e também apartamentos novos, há de tudo», assinalou o vereador.

Nenhum desses mais de 600 imóveis está dado de alta para a atividade que desenvolve, de maneira que é a policia municipal quem realiza inspeções e quando deteta irregularidades dá transferência das mesmas à Junta, administração regional que tem competências na matéria.

Rodríguez, a perguntas deste jornal, sublinhou que as agências imobiliárias cacerenhas são alheias a esta atividade fraudulenta embora sim indicou que boa parte dos apartamentos estão postos em aluguer a época completa mas se não são alugados, seus proprietários decidem finalmente alojar neles a turistas de forma momentânea, geralmente a 50 ou 60 euros o fim-de-semana, um preço contra o que os estabelecimentos legais apenas podem competir.

Os turistas que se alojam em apartamentos ilegais não computam na estatística oficial, isto é, é como se jamais tivessem pisado Cáceres dado que os dados do Instituto/liceu Nacional de Estatística (INE) se baseiam nas dormidas hoteleiras e os que se alojam nestes apartamentos não ficam registados. Em consequência, se as cifras de turismo descem não sempre é porque tenha menos turistas mas porque os que há não se têm computado.

A data de hoje existem recenseados na cidade 130 alojamentos turísticos. Mas a competitividade cresce. Segundo o relatório/informe {UrbanTUR} 2016, uma análise que elabora cada quatro anos a Aliança para a Excelência Turística, {Exceltur}, as cidades espanholas se enfrentam a reptos/objetivos novos que antes não faziam parte da agenda do turismo urbano e que na atualidade têm profundas implicações sobre/em relação a seu próprio modelo de cidade e de convivência cidadã: isto é, apartamentos turísticos, muitos ilegais, que já superam num 5% as praças/vagas hoteleiras oferecidas.

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