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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

A Câmara Municipal de Cáceres tem oito parques comerciais sobre a mesa

Centram o seu interesse em cinco espaços, no da feira, o matadouro, Novo Cáceres e dois junto à N-630 Uma comissão de grandes projetos realiza já um seguimento semanal deste tipo de investimentos

LOLA LUCEÑO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
02/12/2019

 

Até oito projetos de parques comerciais de meio tamanho têm interesse por desenvolver-se na capital cacerenha. Os oito se têm dirigido à Câmara Municipal para transmitir os seus propósitos, e três deles têm posto em marcha os trâmites. Trata-se de um número respeitado tendo em conta o escasso número de propostas comerciais deste tipo que têm saído adiante em Cáceres durante os últimos tempos, uma das cadeiras pendentes da cidade, que vê como os consumidores vão-se embora a Badajoz, Sevilla, Madrid ou Salamanca à procura de ofertas inovadoras e atrativas.

Não quer dizer que os oito parques saiam adiante, já que a própria dinâmica de mercado servirá de seleção, «mas desde a Câmara Municipal temos muito claro que vamos aompanhar estes projetos, naturalmente sempre dentro do regulamento, para que cheguem investimentos à cidade», afirma o presidente da Câmara Municipal, Luis Salaya. Tanto o próprio presidente da Câmara Municipal como o vereador de Urbanismo, José Ramón Bello, confirmaram o número de propostas que existem sobre a mesa.

Além disso, este jornal tem podido constatar que os oito parques (promovidos por investidores e agrupamentos de interesse urbanístico) centram-se em cinco espaços, de forma que alguns coincidem e não todos poderão materializar-se. Trata-se do espaço para medianas superfícies previsto junto ao Carrefour e a N-630; o parque comercial da feira (onde se prepara um grande condomínio); outro área comercial em Novo Cáceres (parcela da antiga Calera que nunca saiu adiante); uma zona terciária junto às instalações de AKI e a N-630; e por último o antigo matadouro, solar que tem acumulado projetos ambiciosos não frutificados (centro de lazer, hotel...), e sobre o que já poderia ter uma proposta de compra.

De todos eles, o parque da feira (com o programa de execução aprovado), Novo Cáceres (com a primeira consulta de viabilidade positiva), e o de medianas superfícies junto ao Carrefour (o anteprojeto acaba de receber luz verde na última Comissão de Urbanismo, pendente de alguma correção), já iniciaram os processos administrativos pertinentes na Câmara Municipal, instituição que está decidida a enterrar o fantasma de que os projetos comerciais sempre saem mal em Cáceres.

«Agora mesmo temos as cartas sobre a mesa para conseguir um maior dinamismo comercial. Há movimento, há interesse empresarial pela cidade, e há um espaço de mercado para que entre algum parque de medianas superfícies ou um centro comercial», explica o presidente da Câmara Municipal, que não obstante mostra-se cauteloso em relação. «Isto não significa que existam possibilidades de que saiam adiante oito projetos, devemos ser muito cuidadosos com as expectativas, porque neste tipo de processos podem surgir entraves burocráticos, problemas de ajustes às normas legais ou simplesmente chegar mais tarde que outros projetos que ocupam a quota de mercado», matiza/precisa Luis Salaya.

Em qualquer caso, «estamos dando todas as facilidades do mundo e tudo o impulso possibilismo às empresas que querem investir em Cáceres, em igualdade de circuntâncias. Nosso interesse é que quem venha com um projeto empresarial o tire adiante, dentro dos limites e da legalidade. Pensamos que é  fundamental», indica Salaya. «Tal como temos desbloqueado os entraves às fotovoltaicas, temos de desbloquear os entraves ao comércio», afirma, satisfeito de que a última Comissão de Urbanismo tenha limpo o anteprojeto de um parque de medianas após anos, concretamente o previsto junto a Carrefour.

COMISSÃO ESPECIAL / De facto, o vereador de Urbanismo destacou a recente criação duma comissão de seguimento de grandes projetos na Cámara Municipal de Cáceres, que reúne cada semana aos vereadores responsáveis de Infraestruturas, Economia e Urbanismo, e ao próprio presidente da Câmara Municipal. «Revisamos o estado de tramitação de cada um dos projeto de envergadura, um acompanhamento que está a ser bem recebido pelos empresários, que se sentem ouvidos e acolhidos. É o lógico quando alguém vem a gastar milhões num parque comercial ou numa planta fotovoltaica», destaca José Ramón Bello.

«Nós vamos  acompanhar a todos por igual e vamos  agilizar os trâmites de todos por igual. Isso não quer dizer que se materializem cada um dos projetos: o tempo, o azar, o desenvolvimento e as marcas decidirão quais saem adiante. Para Cáceres será muito positivo porque vão ser geridos novos espaços que ajudarão a superar essa espécie de sensação de atraso que temos os cacerenhos em relação a outras cidades, que nos faz muito mal», reflete o vereador de Urbanismo.

A MÁXIMA RAPIDEZ / Em qualquer caso, «nossa obrigação é fazer fácil e amigável esta cidade às pessoas que queiram investir nela», mantém José Ramón Bello. Por isso se deu a ordem de tramitar os processos com a maior/velho rapidez possível, «porque às vezes ocurreu que quando um promotor recebe a autorização para construir algo, já não lhe supõe rentabilidade», sublinha. O melhor exemplo, sem dúvida El Corte Inglés.

Em definitiva, «a esta cidade falta-lhe muito e não lhe sobra nada, de modo que temos que impulsionar os projetos. Nos fica bastante estreitamente pela frente e quanto mais impliquemos aos cidadãos, melhor», diz o vereador de Urbanismo. «Temos de quebrar essa sensação de que aqui as coisas não saem adiante. Cáceres é uma cidade idealizadora para investir, tem terrenos, tem um património enorme e tem um grande atrativo», enumera Bello.

COMPETÊNCIA... Ou NÃO / Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal quis deixar claro que «se Cáceres alarga a sua oferta embora seja por meio de medianas superfícies, o pequeno comércio também se verá beneficiado, porque o cliente que compra em Cáceres, em lugar de ir-se embora a outras cidades, fá-lo-á em diferentes estabelecimentos. O temos visto reiteradamente: certo tipo de centros comerciais, longe de afastar ao cliente das lojas de proximidade, alimentam as zonas e as cidades onde se assintam», matiza Luis Salaya.

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