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El Periódico Extremadura | Domingo, 19 de janeiro de 2020

Cáceres perde a pista de gelo e o empresário vai-se a {Torrejón} de {Ardoz} e Sevilla

MIGUEL ÁNGEL SFlbMuñoz
07/12/2019

 

Cáceres não terá neste ano pista de gelo. Que mais nos dá, se somos mais {papistas} que o Papa e além disso temos em Lisboa um parque temático da Natal, que dizem que é uma biscate, mas dá igual porque nós erre que erre. E se não, pois sempre nos fica ir-nos ao Farol de Badajoz e aqui paz e depois glória. O caso é que a cidade se ficou sem uma de seus grandes atrações, porque os vizinhos/moradores diziam que os aparelhos de refrigeração faziam muito ruído e porque a empresa pedia à Câmara Municipal que estivesse colocada entre os dias 22 de Novembro e 7 de Janeiro, e não pagar luz nem água. Ao empresário se lhe recusou o espaço da praça/vaga Maior/velho e se lhe disse que só/sozinho autorizaria sua instalação no Fórum dos {Balbos}, o Passeio Alto ou o parque do Rodeio.

Não houve acordo com o governo municipal após uma campanha de vizinhos em toda a linha que tem acabado mandando a Antonio Salas ao {carajo}. Por isso o responsável da tenda se tem ido fugindo de Cáceres e tem montado seu negócio em {Torrejón} de {Ardoz} e Sevilla. Salas diz que está {apenado} por ter que deixar sua cidade. E detalha da seguinte maneira o primeiro projeto que, segundo ele, apresentou à Câmara Municipal: toda uma Cidade da Natal que nascia na Cruz dos Mortos e terminava na praça/vaga. O percurso/percorrido por Cánovas implicava a colocação de um mercado natalício ao besta, com tendas especiais, pasacalles, marionetas... tudo tipo de atrações para deleite de pequenos e maiores/ancianidade.

Já na cidadela, o cacerenho se encontraria com o que Salas denomina o ‘povoado natalício’, onde projetava uma pista de gelo para adultos, outra infantil, uma creche de gelo e um escorrega em espiral. Além disso, incluía uma casa de {Papá} {Noel} automatizada e da ordem de oito a nove cabanas nas que se venderiam algodões, {churros}, {palomitas}... Igualmente, a praça/vaga Maior/velho seria o espaço para três ou quatro atrações {tematizadas} e um cenário para os meninos.

Salas argumenta que a Câmara Municipal rejeitou esse projeto, lhe pediu um mais pequeno e lhe disse que não lhe dava a autorização na praça/vaga. «Não nos disse nada o senhor depois de/após oferecer-lhe as outras alternativas», responderam desde/a partir de o governo municipal a perguntas deste diário/jornal.

Eu não duvido de que os argumentos da Câmara Municipal sejam sólidos, mas o que me parece reiterativo é a dificuldade com a que os empresários se topam quando propõem realizar qualquer iniciativa. Salas sustenta que sua ideia tivesse dado emprego a umas 60 pessoas em Cáceres e acrescenta que em {Torrejón} de {Ardoz} lhe têm facilitado 4 quilómetros de espaço e que dá emprego a 200 pessoas. Em Sevilla tem aberto outra pista; ali trabalham 70.

No entender de os purismos, converter nossa praça/vaga num parque temático para a plebe era inadmissível, de modo que andam esfregando's as mãos por sua vitória e agora poderão percorrer {Cursilandia} com a saco/sacola/bolsa de cachimbos na mão enquanto cantam ‘Mas mira como bebem os peixes no rio’. O da pista de gelo é como a mina de lítio e como tudo o resto em Cáceres: dizemos não à pista de gelo, dizemos não à mina, mas não presintamos alternativas que aliviem a maltratada economia cacerenha. Mau. Muito mau.

A bomba atómica

Falávamos linhas mais em cima das queixas de vizinhos pelos ruídos do quiosque de Antonio Salas. Ocurreu o mesmo no Urbanização Ronda com a bomba de gasolina {Petro} {Gold}, que tem pendurado do fornecedor um cartaz com esta engraçada lenda: «Devido às queixas do vizinho/morador de sempre, temos decidido retirar temporariamente o sacode {alfombrillas}, já que pelos vistos, o ruído que gera é superior ao da bomba atómica. {Rogamos} utilizem os aspiradores para deixar perfeitas seus {alfombrillas}. Desculpem os incómodos. Muitas obrigado/obrigada por sua compreensão». É, indubitavelmente, toda uma ode ao sentido do humor que nos leva a pensar que Antonio Salas, o empresário da pista de gelo, não andor {desencaminado}. Isto é, não é de estranhar que a muitos se lhes retirem a vontade de seguir/continuar investindo em Cáceres. «Estar em minha cidade me tem costado dinheirão, mas me obrigam a ir-me», diz Salas.

Menos mal que sempre nos ficará Omicrón, a loja de decoração e presentes que Antonio Crujena tem na rua Hernández Pacheco, paralela ao Caminho Plano, lugar onde não luz nem um enfeite natalício porque o {aguinaldo} lhe chega aos vizinhos/moradores em forma de buracos, cocôs de cães e avarias pela rotura/quebra das tubagens que muito frequentemente os deixam sem água, e isso que por ali há muitos negócios, e bares, e até uma livraria; mas bom, não passa nada. Aqui em Cáceres nunca passa nada.

Felizmente os cacerenhos sempre temos um sorriso, e recebemos a Natal com a esperança de que o ano que vem será melhor que o anterior. E quando nos faltam pilhas no despertador {acudimos} à loja de ferragens {Diosan}, que está em Rodríguez Moñino e leva Antonio Dionisio, homem paciente que estas datas aproveita para oferecer-te um calendário desses que sempre guardas na pasta e que te dá pena atirar porque tem uma foto muito bonita da parte antiga.

Porque claro, por muita pista de gelo que nos retirem, por muitos sacode {alfombrillas} que nos {capen}, por muitas avarias de água que tenhamos, nos gosta esta cidade e acreditamos nela, e em as suas possibilidades. Nesta semana, por exemplo, tenho conhecido a {Natalia} Cavalheiro, uma jovem de 21 anos que está a trabalhar na nova loja de Álvaro Moreno no Centro Comercial Ruta de la Plata. É um exemplo de superação, de humildade e de {constanca}. Me {quedo} com ela.

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