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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

Cáceres e Guadalupe promovem o caminho que lhes une desde o Medievo

Pretendem fixar o início desta rota ‘dos Descobridores’ na ermida do Vaqueiro

LOLA LUCEÑO caceres@extremadura.elperioidco.com CÁCERES
14/02/2020

 

A peregrinação pelos caminhos de Guadalupe chegou a ter mais relevância que o Caminho de Santiago. Por eles chegou Cervantes ao Real Mosteiro para oferecer à Morenita as suas cadeias como cativo em Argel. Por eles chegou Colón ao seu regresso de América para batizar aos indianos Cristóbal e Pedro. Por eles regressava Fernando o Católico quando morreu em Madrigalejo. Cáceres e Guadalupe querem recuperar agora essa rota que lhes une desde o Medievo. Ontem celebrou-se um encontro entre autoridades municipais com este fim.

O presidente da Câmara Municipal de Guadalupe, Felipe Sánchez, reuniu-se com os vereadores cacerenhos de Turismo e Património, Jorge Villar e José Ramón Bello, respetivamente, com a confraria Nossa Senhora de Guadalupe do Vaqueiro e com o pároco de Santiago. Fizeram-no na ermida do Vaqueiro, um recolhido templo abençoado em 1668 sobre o solar onde nasceu Gil Cordero, o pastor da rua Caleros que segundo a lenda descobriu a imagem da Virgem de Guadalupe em Las Villuercas. Nessa ermida encontra-se uma imagem, a terceira em importância sob dita advocação, mandada talhar por Juan de Carvajal e Sande no século XVII.

Portanto, uma forte ligação entre Cáceres e Guadalupe que ambas câmaras municipais querem estreitar com um impulso ao ‘Caminho dos Descobridores’ que une os dois municípios. «É de justiça recuperar a atividade desta rota, sobretudo às portas do Ano Santo Guadalupense», declarou o vereador de Turismo, Jorge Villar, quem destacou «o auge da peregrinação histórica que se está pondo de novo em valor. Devemos continuar reforçando novas sepulturas de mercado para que o Turismo seja um eixo da nossa economia», disse.

Ambos Câmara Municipal pretendem que o início desse caminho se situe na própria ermida do Vaqueiro, e não num marco da ronda do Matadouro, como agora. Por isso, o vereador de Património comprometeu-se ontem a encarregar ao Consórcio Cáceres Cidade Histórica a redação de um projeto para travar a filtração da água que ressuma da muralha à ermida.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de Guadalupe revelou que efetivamente não há muitos cacerenhos que cubram a pé o caminho até La Puebla, daí seu objetivo de reforçar esta peregrinação entre dois municípios tocados com o fado de ‘Património da Humanidade’. “Se começa a criar-se o hábito de cobri-lo por etapas (entre cinco e seis), as localidades intermédias criarão suas próprias infraestruturas e os vizinhos de Guadalupe também se animarão a fazê-lo em sentido contrário”, destacou.

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