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Cáceres: destino robótico

A cidade quer situar-se no mapa das competições e torneios internacionais de tecnologia educativa, onde as equipas cacerenhas mostraram suas habilidades. Já há três provas organizadas

 

No Embarcadero 8 Esta primeira competição de robôs e projetos abre o calendário ‘robótico’ local. - ANTONIO MARTÍN

LOLA LUCEÑO
16/02/2020

«Tudo mudou vertiginosamente nos últimos anos. Num mundo de máquinas inteligentes, devemos falar sua linguagem e conhecer as suas possibilidades». Assim o afirma Helénica Guerra, responsável do centro Coconet Mentes Criativas e do Clube de Ciência e Tecnologia Okola, com sede em Cáceres. Desde/a partir de sua longa experiência neste âmbito, afirma que «o presente e o futuro requerem conhecimentos práticos de pensamento computacional, programação e engenharia. Não há volta atrás». Por isso, em Coconet e Okola trabalham para situar a Cáceres dentro do circuito de torneios de robótica, ciência e engenharia de Espanha, que apenas chegam a Extremadura.

Com este fim já se têm programado três encontros na capital cacerenha, eventos que animam a meninos e jovens a criar ideias, resolver problemas e superar obstáculos, para além de construir robôs e programá-los para realizar diferentes missões. Ontem mesmo celebrou-se a ‘Microfone Firts Lego League’, aberta ao público e gratuita, no edifício Embarcadero. Teve competição de robôs, apresentações dos projetos de inovação e visita à maqueta ‘cidade Lego’. Engenheiros e investigadores da Uex e do Intromac, e vereadores da corporação municipal, integraram o júri.

Realmente as equipas extremenhas não puderam ter melhor ensaio face a os próximos torneios em Sevilla e Salamanca da First Lego League, o grande encontro por excelência da robótica didática. Trata-se de um programa destinado a aproximar aos jovens de forma divertida, e em equipe, à ciência, a tecnologia, a engenharia e as matemáticas, bem como à expressão artística e criativa de seus projetos (os denominados conhecimentos STEAM, que se têm revelado como cruciais no novo século). Coconet Mentes Criativas e o Clube de Ciência e Tecnologia OKOLA participam desde 2012 neste torneio, onde as equipas cacerenhas têm obtido numerosos prémios, entre eles o passe ao Global Innovation Award, certame no qual o grupo sénior conseguiu o posto 22 entre 30.000 equipas de todo o mundo. «Neste ano temos trabalhado em soluções inovadoras para resolver os problemas das cidades e os edifícios onde estudiamos, vivemos e trabalhamos», revela Helénica Guerra.

Após a ‘Microfone Firsts Lego League’ do Embarcadero, o próxima encontro será o 14 de Março. As três principais escolas de robótica educativa da Extremadura, Coconet (Cáceres), Makingrobots (Don Benito) e Yohagorobots (Badajoz), organizam no Pavilhão de Engenharia Civil da Escola Politécnica uma ‘roborally’ pontuável para a ‘Roborave Internacional’ que desenvolve Yohagorobots na capital de Badajoz. Ainda se podem inscrever novas equipas na página ‘http://roboraveiberica.org/’ para esta convocatória no campus cacerenho.

Por último, o 6 de Junho celebrar-se-á em Cáceres o torneio local da World Robotic Olympiade (WRO). A equipa Cocosteam de Coconet ficou no passado ano terceiro na final nacional, após ganhar a fase local em Madrid. Neste ano organizam em Cáceres a fase classificadora, na qual competirão equipas de outros municípios. Já está aberto o prazo de inscrições de novos participantes através da página ‘https://www.wroboto.es/’.

A WRO é um torneio de robótica educativa de âmbito internacional, que oferece aos jovens a oportunidade de chegar de maneira lúdica e divertida à tecnologia e a engenharia. «Na edição 2020 a temática geral digressão em torno do alterações climáticas. Se propõe o desenvolvimento de robôs que nos permitam enfrentar e superar os riscos derivados dos fenómenos climáticos extremos, cada vez mais frequentes», detalha Helénica Guerra.

Meninos e jovens têm que aprender a desenvolver-se no mundo que lhes toca viver. «Faz apenas 10 anos que o smartphone chegou a nossas mãos, e nesse mesmo tempo nossas casas e nossas cidades se voltaram inteligentes. Apenas nos damos conta de que um robô aspira nosso chão, e parece-nos normal acender o aquecimento da nossa casa ou fazer uma transferência desde o nosso telemóvel», sustenta Helénica Guerra. É certo. A tecnologia tornou-se em algo tão familiar «que já não podemos viver sem conhecê-la e utilizá-la».

Por isso, a robótica educativa e as extraescolaridades STEAM são hoy uma atividade fundamental para muitas famílias. Agora, o mapa das provas mais divertidas começa a passar por Cáceres. Meninos e robôs têm a palavra... e o desafio.