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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de junho de 2018

Assim se vive sem fibra ótica

As redes devem ir soterradas, mas as operadoras olham à Câmara Municipal e ninguém atende aos vizinhos/moradores. Vizinhos/moradores e residentes da parte antiga seguem/continuam «a pedais» por internet e alguns se têm ido

LOLA LUCEÑO
12/03/2018

 

A Cidade Monumental não conta com fibra ótica. Nos lares se as têm que {ingeniar} com as conexões {ADSL}, «que muitas vezes vai a pedais para os usos casarões que hoje lhe damos à transmissão de dados», afirma o presidente de vizinhos, Juan Manuel Honrado. Há prestações praticamente vetadas nas habitações da parte antiga, por exemplo as diferentes plataformas digitais de canal por cabo. Até aí, mais ou menos {incomodidades}. Mas muitos vizinhos/moradores têm seus negócios em suas próprias casas ou em locais da zona e o problema passa a maiores/ancianidade, até tal ponto que se apresentam seriamente mudar-se ou uma mudança drástico em sua atividade laboral. Há negócios que já se têm ido a outros bairros: uma empresa de design gráfico, uns professores que davam classes...

«Hoje, carecer de fibra ótica supõe uma limitação muito importante em toda a zona intramuros e também nas ruas do ambiente», explica o presidente de vizinhos. Um serviço que, «inexplicavelmente», está ausente da jóia patrimonial cacerenha, onde vizinhos/moradores, fundações e recintos culturais se as {apañan} literalmente como podem. ¿E porque é que acontece isto? Porque os {despliegues} aéreos ou por fachadas não podem realizar-se em «edificações do património histórico-artístico», segundo explica a própria Lei Geral de Telecomunicações de 2014. Portanto, temos de soterrar as conduções e essa investimento resulta demasiado elevada para que a assumam as operadoras, dado que também não lhes sai rentável: na zona tudo são palácios e casas descidas com pouca população.

Além disso, segundo relatam os vizinhos/moradores, cansados de falar com as operadoras, estas também se apoiam na Lei Geral de Telecomunicações, que indica que as administrações «devem colaborar a fim de efetivar o direito dos operadores de comunicações a desdobrar suas redes». Dita regulamento chega a dizer que as administrações não poderão estabelecer «restrições absolutas ou desproporcionadas ao direito de ocupação do domínio público, nem impor soluções tecnológicas concretas, itinerários ou localizações concretas nas que instalar infraestruturas de rede». De modo que as empresas de telefonia olham à Câmara Municipal, e a Câmara Municipal às operadoras. Uns por outros e a casa sem varrer... e sem fibra ótica.

Mas não acontece em todos os prédios. Algumas instituições e serviços públicos sim têm fibra ótica na Cidade Monumental. E isso é possível porque as operadoras lhes aplicam soluções para grandes clientes, que podem custar uns 600 euros mensais. «Por esse preço sim lhes fazem chegar a fibra, mas para o resto, que {pagaríamos} os preços normais do mercado, não lhes compensa desenvolver as infraestruturas, não lhes resulta rentável. Nos dizem que poriam os cabos pela fachada mas como está proibido e não há uma iniciativa de {soterramiento}...», lamenta o presidente.

Segundo os dados da associação de vizinhos, a Assembleia provincial Provincial, a Cinemateca, Caja Extremadura, o Museu de Cáceres ou o antiga Colégio Maior Francisco de Sande são prédios que contam com esta fibra ótica especial. Não obstante, há situações que desconcertam aos vizinhos/moradores, como os cabos pela fachada que sim existem em casos como o da Assembleia provincial.

«{Andamos} muito escassos com as prestações atuais de {wi}-{fi}, o rendimento que têm hoje em dia os lares exige fibra ótica. Vivo na rua {Hornillos} e o sinal se curta continuamente», sublinha o presidente de vizinhos. É que a área de Santiago, Subida do {Maestre}, {Hornillos}..., limítrofe com a muralha, também deve levar os cabos soterrados. «O curioso é que as canalizações estão feitas... ¿porque é que nos as utilizam?», se pergunta Honrado.

Hoje já existem 6,6 milhões de linhas de fibra ótica em Espanha. A metade dos lares contam com um {pack} de grupo/ponta larga, telefonia fixa e telemóvel por uns 60 euros por mês. Mas a Cidade Monumental segue/continua no medievo. «Muitos profissionais têm problemas na hora de desenvolver seu trabalho, o sinal não lhes permite atender bem aos seus clientes, os vizinhos/moradores da Cidade Monumental não podemos viver com estas desvantagens que fazem que as pessoas se vá embora ou não queira instalar-se aqui», afirma o presidente, recordando o exemplo de Córdoba, que faz muito tempo chegou a acordos com as empresas para que se dotasse de todo o tipo de serviços à zona patrimonial.

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