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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de junho de 2018

Assim foi como cresceu a erva no pescoço de seis ovelhas cacerenhas

Antonio Teno, que tem uma exploração com 370 cabeças numa quinta de {Garciaz}, explica o achado, que tudo o povo/vila comenta. O veterinário Javier Galapero fala para EL PERIÓDICO duma «simbioses perfeita», habitual nestes animais

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
13/03/2018

 

Leva Antonio Teno Ferrera desde 2003 dedicando's ao cuidado das ovelhas, mas nunca se tinha topado com uma singularidade que encontrou extraordinária quando faz um par de dias se deu conta de que a seis das 370 cabeças das que diariamente cuida lhes tinha crescido erva no pescoço. Tal foi sua surpresa que, comovido, começou a partilhar fotos do achado no grupo familiar de {whatsapp}. Hoy, em {Garciaz}, o povo/vila da província de Cáceres onde reside, não se fala doutra coisa.

«Os {comederos} têm um ralo na parte de em cima no qual {echo} a {avena} em ramo. Os animais metem ali a cabeça, ruminam, e o grão, com o movimento, salta e acaba metendo's entre a {lana}. No fim tem germinado. Como era a primeira vez que via algo assim só/sozinho se me aconteceu dizer: ¡{hostia}, que lhe passou a minhas ovelhas que levam o sandes em cima!», relata entre risos o pecuário.

Teno comenta que o que aconteceu é algo parecido à hidropunha, cultivo de plantas em soluções {acuosas}, por norma com algum suporte de areia ou grava, só/sozinho que nesta ocasião se produziu na {lana} das ovelhas.

Ana Teno, irmã do proprietário dos animais, conta que as últimas chuvas têm podido agilizar o processo. «O barragem de Os {Manuelos} o temos até em cima, é impressionante, há até cataratas e é uma beleza. ¡Se faz dois dias nos estávamos abastecendo dos poços de sondagem! Como o campo estava pelado, tudo muito seco, meu irmão {echaba} {alpacas} de feno às ovelhas e no fim lhes tem acabado {brotando} a erva. É verídico, quem queira vir a vê-las que venha ao povo/vila», acrescenta sem poder/conseguir evitar uma gargalhada.

O veterinário Javier Galapero explica a EL PERIÓDICO que este tipo de casos são habituais. Geralmente se produzem depois de/após um período de seca, a semente cai no pescoço da ovelha, propensa a albergá-la porque está sujo e terroso, e com a chuva termina crescendo. «Normalmente costuma acontecer se comem feno ou palha em {comederos}. As sementes entram na {lana}, que é um estrato do animal com muita gordura, o que facilita sua germinação».

Galapero indica que costumam ver-se no pescoço e que também é habitual no torso. «Não é perigoso para a ovelha, porque a erva não {enraiza} e acaba-se secando. Seu aparecimento vem muito bem às {garcillas}, que se pousam sobre/em relação a os animais e {picotean} de seu pescoço, não lhes provoca dano e é uma simbioses perfeita», concreta/concretiza este veterinário acostumado a tratar animais de ganadarias.

{Ay}, as ovelhas, esses animais que permitiram que florescesse a civilização, tinha que {pastorearlas} e vigiá-las, o que conduziu a colonatos humanos mais numerosos. Que necessárias são, e se não, que lhe perguntem a Antonio Teno que com orgulho pousa junto a elas enquanto com seu particular sentido do humor exclama: «¡A este passo lhes sai um tomateiro!».

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