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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 5 de dezembro de 2019

As escadas mecânicas tomam forma por fim em {Alzapiernas}

A Câmara Municipal prevê finalizar a obra no início de setembro, oito meses depois de/após seu arranque. Hoy prevê-se sua chegada e colocação, que obriga a cortar/fechar Parras e a realizar mudanças em várias ruas

LOLA LUCEÑO
13/08/2019

 

Casi oito meses depois de/após que se iniciassem as obras, a rua {Alzapiernas} já tem lista a estrutura para que as escadas mecânicas possam chegar hoje por fim a seu destino. A Câmara Municipal de Cáceres anunciou ontem que esta mesma amanhã se praticarão cortes de trânsito em Parras e limítrofes para proceder à colocação das escadas. Prevê-se que os trabalhos comecem às 8.00 e finalizem às 13.30. Nos dias posteriores se irá rematando a estrutura e a rua para cumprir com o fim da obra, que a câmara municipal situa na primeira semana de setembro, data que ontem voltou a confirmar. «A empresa não comunicou à Câmara Municipal nenhuma mudança nem pediu prorrogação», foi a resposta do Governo local a perguntas deste diário/jornal.

As obras arrancaram o 28 de Janeiro nesta centralizadora rua pela que passam 900.000 pessoas cada ano, ao ser o principal acesso desde {Galarza} ao centro histórico. O objetivo: instalar umas escadas mecânicas no troço mais largo para aliviar os 6,5 metros de desnível com uma pendente média/meia de 23%. Terá além disso uma escada convencional e uma rampa, tudo isso adjudicado à empresa {GC} 10 Gestão e Obras por 342.000 euros (fundos europeus do programa {DUSI}). O projeto foi rejeitado desde a Agrupamento De vizinhos e desde alguns coletivos de pessoas com deficiência ao entender que se vetava o acesso a cidadãos com mobilidade reduzida, apesar de que se incluíam alternativas pelas ruas Sánchez Varona e Zurbarán, com remodelações incluídas, que também não gostaram.

A esta polémica inicial se uniu a dilatação das obras, que previam estar listas em três meses, antes de Páscoa, mas se paralisaram em diferentes ocasiões. A primeira aos dois dias de começar pela aparecimento duma canalização antiga, outra mais por um achado similar. Vista a demora, os trabalhos se suspenderam na Páscoa até Junho para que os negócios da zona, muito indignados, não sofressem mais perdidas durante as procissões, o Womad e o esplendoroso mês de Maio cacerenho, até passadas as feiras.

MUDANÇAS DE TRÂNSITO / Retomados os trabalhos, hoje se procederá por fim à instalação das escadas mecânicas. Esta atuação obrigará a cortar/fechar pela enésima vez a rua Parras e a mudar o trânsito de toda a zona, mas pelo menos se vislumbra o final das obras. A Câmara Municipal de Cáceres divulgou ontem uma nota para informar das alternativas à circulação/trânsito que se aplicarão durante toda a amanhã de hoje.

Assim, não se poderá aceder ao parking nem à praça/vaga de Bispo {Galarza} diretamente desde a avenida de Espanha nem desde a praça/vaga Castanha, mas através da praça/vaga de Itália, e a entrada ao parking se realizará por seu acesso superior. Na rua São Antón somente se permitirá o passo aos veículos de distribuição de mercadorias, para utilizar/empregar a carga/carrega e descarga situada junto ao Gran Teatro. Também, na rua Parras se investirá o sentido de circulação/trânsito, fazendo possível o trânsito desde a rua {Busquet} até São Antón (se curta o troço desde {Busquet} a {Galarza}). Relativamente a {Clavellinas}, também se investirá o sentido de circulação/trânsito permitindo a descida desde São Antón a praça/vaga Castanha.

Os acessos aos hotéis {Ágora} e Alfonso IX se farão desde {Ceres} e {Busquet}, e a saída se praticará por Parras direção São Antón, {Clavellinas} e praça/vaga Castanha. Os clientes do Hotel {NH} poderão chegar até Bispo {Galarza} dando a volta por avenida de Espanha, Sánchez Herrero (Finanças), Alfonso IX, Reis Católicos e García Holguín.

Os empresários cujos negócios se têm visto afetados por estas longas obras de {Alzapiernas} não mostravam-se ontem expectantes com a chegada e colocação das escadas mecânicas. Após meses nos que se tem esgotado sua paciência, com perdas que lhes têm obrigado mesmo a regular/orientar seus planteis/quadros, «só/sozinho queremos que isto termine o quanto antes e não o vamos a acreditar/achar até que não o vejamos. Disseram tantas coisas que já desconfiamos», indica Santiago Guerra desde a {Tapería} Os Ibéricos.

«Necessitamos que terminem» / É certo que durante os últimos dias aumentou o número de trabalhadores. «Passaram de dois a quatro», ironizam os negócios do ambiente. «Mas até que não acabem as obras e vejamos aos peões passar por {Alzapiernas}, não nos acreditaremos nada. Já estamos asfixiados, um dia mais ou menos não nos leva a nenhum lado, o que necessitamos é que rematem, terminem e deixem {Alzapiernas} livre para o público», sublinha {Inés} {Márquez}, de Enchidos Os Ibéricos.

«Na verdade estamos todos cansados e doentes com as escadas de {Alzapiernas}, já não sabemos nem que dizer, levam oito meses para uma obra duma rua de 30 metros que poderia ter-se facto/feito em só/sozinho um com organização e pessoal suficiente. Temos vontade de que abram», declarou ontem Diego Bravo, proprietário dos tradicionais Retalhos Manolo.

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