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Arte face ao tabu do periodo

Verónica Living apresenta ‘Reconhecer o sangue’, um livro no qual aborda a menstruação de forma «consciente e positiva» H «Existe, é parte das nossas vidas e não devemos sentir nem vergonha nem culpa»

 

Protagonista 8 A autora (à esquerda) e as ilustrações (à direita). - {VERONICA} {LIVING}

Protagonista 8 A autora (à esquerda) e as ilustrações (à direita). - {VERONICA} {LIVING}

GEMA GUERRA
24/01/2020

«O periodo existe, faz parte das nossas vidas e não devemos sentir vergonha, culpa ou temor». Com esta premissa nasce o novo projeto no qual se embarca Verónica Living. A cacerenha pretende fazer frente ao tabu que rodeia à menstruação e abordar-la de forma «consciente e positiva» em ‘Reconhecer o sangue’, um livro no qual aglutina uma trintena de ilustrações e poemas sobre/em relação a o ciclo menstrual.

O projeto já encontra-se na pasta de Livros.com, uma editorial com um modelo que financia seus projetos por meio de mecenas. O processo é similar ao duma campanha de {crowdfunding} e por enquanto já tem arrecadado 815 dos 4.500 euros que necessita. Se pode participar até ao 14 de Fevereiro.

Quanto ao livro, a autora declara a este jornal que num princípio não nasceu com a ideia de acabar numa editorial. «Foi em Outubro pelo {Inktober} --uma iniciativa na ilustração de um desenho cada dia desse mês-- e pensei em fazê-lo sobre/em relação a a regra, me pus a informar-me e me dei conta de que conhecia muito pouco/bocado meu ciclo menstrual e meu próprio corpo». Nesse sentido, incide em que o pilar sobre/em relação a o que se fundamenta é «o autoconhecimento». «O que me interessava era o vínculo emotivo que temos com a regra, me apetecia expressar minha experiência». Para além de essa visão pessoal, incide na necessidade de oferecer uma perspectiva inclusiva e «{recordar} que não todas as pessoas que têm a regra são mulheres, e não todas as mulheres têm a regra, pois existem as pessoas {trans} e não {binarias}».

O sangue, fio condutor

Paradoxalmente, tanto/golo este estreitamente como o anterior mantém o sangue como fio condutor. Primeiro foi ‘Me falta o sangue’, um poemário de 2018 e considera mesmo uma futura série de livros em torno do mesmo tema embora sustenta que esse projeto está ainda no ar. Por enquanto, a sua intenção é dar «seu grãozinho de areia» para «{visibilizar}, normalizar e ajudar a reconciliar-nos com nosso sangue» porque embora a jovem cacerenha pense que «ainda fica muito por avançar/adiantar», sustenta que agora «há menos medo e menos preconceitos na hora de falar dos nossos corpos». «Há coisas, como a regra, que sempre estiveram aí mas antes não se falavam delas e agora sim».