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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 11 de dezembro de 2018

O ano do fome

FERNANDO JIMÉNEZ BERROCAL Cronista oficial de Cáceres
13/06/2018

 

Minha mãe, que neste ano tivesse sido centenária, era muito de unir nomes para definir os principais factos/feitos históricos que ela tinha conhecido ao longo/comprido de sua vida. Tinha nascido no ano da gripe, 1918. O ano 31 era o da República e o 36 o da guerra. Depois da guerra vieram o ano do fome, 1940 e o ano da morte de Franco, 1975. Em meu casa todos sabiamos a que se referia, quando nos falava das penas e vicissitudes que tiveram que sofrer aquela geração que nascidos durante o reinado de Alfonso XIII conheceram uma monarquía, dois ditaduras, uma república e uma democracia parlamentar, com uma guerra de por meio. Suas reflexões sobre/em relação a o «ano do fome» sempre foram acompanhadas de exemplos, por meio dos que tratava de ilustrar a seus filhos, sobre/em relação a uma das etapas mas tristes que lhe tinha tocado viver.

A Guerra Civil finaliza o 1 de Abril de 1939, atrás ficavam 2 anos, 9 meses e 15 dias que tinham semeado de morte e de {lutos} a maior parte do território nacional. Aquela Espanha dos anos 30, enchida de desequilíbrios sociais e carente de infraestruturas em todos os sentidos, se tinha convertido em campo de batalha, sem importar as consequências que isso teria de causar a grande parte de seus habitantes. Os campos ficaram arrasados, a indústria destruída, as escassas vias de comunicação inservíveis, os recursos de subsistência aniquilados e muitas famílias desmembradas. Não é de estranhar que ao ano posterior à finalização da guerra, se lhe conhecesse por seus coetâneos como «o ano do fome».

O Cáceres de 1930 tinha pouco/bocado mais de 25.000 habitantes. Em 1940 a população tinha aumentado de maneira respeitada, até os mais de 39. 000 habitantes. A cidade que tinha vivido em retaguarda permanente durante o conflito armado, se tinha convertido em destino para muitas pessoas vindas desde os povos/povoações próximos. O ano do fome não passaria despercebido para aqueles cacerenhos que lhes tocou desenvolver-se numa cidade de desolação e necessidade, carente de recursos sanitários e alimentares, onde o Auxílio Social, as cadernetas de {racionamiento}, o contrabando, as doenças, os piolhos e a fome {campeaban} a seus {anchas}. Uma cidade, onde o salário de um trabalhador em 1940 estava entre 1 e 5 pesetas ao dia e o preço dos alimentos básicos se tinha disparado, chegando a custar 2,80 {Pts}. o litro de óleo/azeite, 4,50 {Pts} um quilo de toucinho ou 2,20 o quilo de grãos. Por mencionar alguns dos alimentos básicos dos mais humildes, pois o acesso ao presunto que se vendia a 17 {Pts} o quilo ou o lombo a 8,45, eram proibitivos para a maior parte do vizinhança. Esta situação se rematava com o desenvolvimento de doenças tanto/golo infeciosas como digestivas, a falta de leite de vaca por não ter {piensos} para seu alimento e em consequência, diminuir a produção leiteira, as doenças das cabanas pecuárias, como a {brucelosis} nas cabras ou a tuberculose vacina e para concluir, a infeção das fontes públicas da cidade das que se abastecia grande parte da população. Um cenário que facilitava o impulso da miséria e a indigência. Como me disse faz muito tempo, {Sebastiana}, veterana aluna do Sala de aula de Terceira Idade, «em Cáceres até desapareceram as cegonhas dos .

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