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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

A ampliação do cemitério acaba na comissão jurídica

Vai-se arranjar a parte velha. Houve queixas de familiares. Agora se fazem ali enterramentos . Enquanto se elabora o parecer se tentará atuar de emergência. Não há sepulturas novas

JOSÉ LUIS BERMEJO
14/02/2020

 

Retomar a ampliação do cemitério não se apresenta fácil apesar de que não se conte com novas sepulturas e se estejam utilizando as que vão ficando vazias no campo-santo por finalização da concessão. O porta-voz do governo, Andrés Licerán, confirmou ontem que se quer resolver o contrato com a empresa adjudicatária da obra, Orizontia, e que já será a Comissão Jurídica da Extremadura a que decida. Entre as funções deste órgão autonómico está resolver sobre a nulidade dos contratos administrativos. Agora se abre um procedimento de várias semanas até que este organismo emita parecer. Licerán avançou ontem que enquanto se produz este acordo se está redigindo um projeto para acometer por emergência o que falta por executar da obra.

Embora a adjudicatária da obra é Orizontia, esta tinha subcontratado o estreitamente com Aguaema, que paralisou as obras pela falta de garantias de que ia receber o executado. A Câmara Municipal tinha citado ontem de manhã a Aguaema para, entre outras ações, fazer uma relação pormenorizada dos elementos a retirar e para a desmontagem de meios e materiais. Aguaema tem quantificado em 100.000 euros a quantia que estaria pendente de pagamento e que ainda não foi ingressado.

Licerán também avançou ontem que far-se-ão obras de emergência na parte velha do cemitério, onde se estão a utilizar sepulturas que vão ficando vazias para fazer novos enterramentos. O seu anúncio se produz dias depois que o familiar de um falecido fizesse pública uma queixa pelo mau estado no qual encontra-se esta zona do campo-santo. «Para além do momento tristíssimo que supõe, quando nos levaram ao lugar onde se depositou o ataúde, era a zona mais antiga do cemitério, nos levamos uma desagradável impressão; paredes descascadas, degraus quebrados...», detalha numa rede social. O grupo municipal do Cidadão se fez eco dias depois de esta queixa e pediu que a zona velha do campo-santo se mantenha de forma decente.

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