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El Periódico Extremadura | Domingo, 20 de maio de 2018

Adeus ao construtor do Cáceres moderno

Valentín Pinilla nasceu em Madrid mas aos 20 anos já estava trabalhando na cidade. A ele se devem um bairro, um hotel e até ao Palácio de Justiça

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
13/02/2018

 

Aseguraba que não conheceu outro poder/conseguir que a dedicação e a constância, apesar de ter sido o homem mais ‘poderoso’ da cidade, embora ele sempre fugiu desse qualificativo e preferia definir-se como «o que mais tinha trabalhado por Cáceres». Com a morte ontem de Valentín Pinilla Fernández se fecha uma das épocas mais florescentes da construção na cidade e que ele, indubitavelmente, escreveu com um papel protagonista. Pinilla, falecido com 85 anos (sua missa funeral celebra-se hoje na igreja de São Mateo às 11 da manhã; a câmara ardente ficou instalada na quinta Vinhas da Mata), nasceu em Madrid e aos 20 já liderava a empresa de o seu pai.

A Cáceres vinho só/sozinho. Enterrou a o seu pai de manhã e à noite chegou em comboio a uma capital de província na qual ficaria para sempre. Fê-lo para continuar a obra do Palácio de Justiça que tinha iniciado seu progenitor. Assim começou Pinilla uma corrida/curso imparável que o converteria definitivamente no pai do urbanismo cacerenho. «{Conté} com pessoas muito valiosas para consegui-lo. Agora passeio por Cáceres e quase não conheço uma rua que não tenha um prédio de Pinilla», confessava em Dezembro de 2015 na última entrevista que o empresário concedeu a El Jornal Extremadura.

El conhecido construtor cacerenho era o responsável de Pinilla Corporação Empresarial, firma/assinatura/assina que selou centenas de obras. El bairro de Novo Cáceres se deve praticamente a ele, igual que o Centro de Cirurgia de Mínima Invasão (referente internacional da investigação) e do qual se sentia especialmente orgulhoso.

Outras obras foram a Casa Sindical, bem como o prédio de habitações da Casa da {Chicuela}, um projeto que levou a cabo junto ao treinador Fernando Hernández Mancha, o Extremadura Hotel (primeiro em Virgem de Guadalupe e depois na avenida Ruta de la Plata), para além de impulsionar uma exploração agropecuária e de dar início uma residência geriátrica ({Geryvida}) no número 8 da rua Estambul.

Mas, sem dúvida, sua emblema foi o bairro que criou, o de Pinilla. «Isso foi o melhor de tudo, um projeto importantíssimo em tempos difíceis», relembrava o empresário. Foram 600 habitações em rendimento limitado onde as pessoas pôde viver com 355 pesetas ao mês como aluguer e que passados 20 anos podiam adquirir em propriedade. «Parece ser que os tentativas de pôr nome a este bairro não têm coalhado e toda a gente lhe segue/continua chamando Pinilla», dizia sempre com orgulho.

Pinilla deu trabalho a muitas pessoas em Cáceres. Até 1973 foi sócio de seu irmão Tomás (também falecido) e normalmente só/sozinho na construção pagava entre 300 e 400 ordenados ao mês.

Dizem que não se pode fazer dinheiro se uma pessoa não tem sensibilidade... «Por isso não tenho dinheiro, porque tenho muita sensibilidade», respondia o empresário. ¿E que é ter sensibilidade? No entender de Valentín Pinilla era, fundamentalmente, «fazer o bem social, que todos os trabalhadores tenham suas casas, que estejam dados de alta na Segurança Social. El empresário que não se preocupa pelo bem-estar de seus trabalhadores não é um empresário. Empresário era meu pai. ¿Porque é que ao meu pai lhe encarregaram o 50% dos acessos a Madrid e porque é que lhe encarregaram a ordenação da praça/vaga de Oriente ou a auto-estrada Madrid-Barajas? É que as pessoas pensa que eu tenho vindo aqui nu, e não senhor, eu tenho vindo aqui com meu capital e o de meu pai, e me {quedé} aqui por ‘culpa’ duma cacerenha», María del Carmen Crespo Márquez, com quem teve seis filhos: María del Carmen, Marisa, Valentín, {Beatriz}, {Patricio} e César.

Quando a Valentín Pinilla se lhe dizia que era um homem influente, argumentava: «Tenho influido para trabalhamos/trabalhámos, quando o políticos te faziam caso e se preocupavam de seu trabalho sem receber. Agora não». E contava esta curiosidade: «Desde que tinha 25 anos meu costume era a de ir a ver aos políticos no seu gabinete às nove e cinco da manhã, para não incomodar-los. Lhes esperava para apresentar-los qualquer problema que pudesse surgir em nossas empresas. Até que um dia um presidente da Câmara Municipal me recebeu muito amavelmente. ‘Passa, passa Valentín’, mas quando termina esse minuto de entrevista... me sai a acompanhar e me diz: ‘Mira Valentín quando {tengas} que verme outra vez, pede hora e motivo para verme’. Desde então não gosto ir à Câmara Municipal, porque as formalidades fizeram que se perca essa agilidade e proximidade com os cidadãos e empresários. Por isso gostaria que a administração facilitasse de maneira muito mais rápida e eficiente as gestões aos empreendedores». Pinilla assegurava, não obstante, que guardava um boa lembrança de todos os presidentes da câmara municipal, mas citava a Alfonso Díaz de Bustamante, «que fez grandes coisas por Cáceres. Me deu muita pena porque o dia que chegaram os Reis a Cáceres, quatro descontentes aproveitaram a ocasião para assobiar-lhe, nessa altura lhe vi entrar ao gabinete com lágrimas», relatava.

¿E que fizeram as forças políticas tradicionais por Extremadura? Pinilla respondia: «O importante não é o que tenham facto/feito mas o que falta por fazer na Extremadura para que esta região não se fique atrás. Ter um comboio de qualidade, um aeródromo para Cáceres. A exceção dum, todos os presidentes autonómicos me receberam para comentar sobre/em relação a preocupações e problemas, que são o dia-a-dia do empresário. Se calhar seja por {deferencia} a minha idade, ainda quando tenhamos tido pontos de vista diferentes». Teimoso e constante, certamente que como Valentín Pinilla não terá dois.

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