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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 10 de dezembro de 2018

Os acusados pelo atropelamento mortal em {Robledillo} se declaram inocentes

Após a constituição do júri popular, testemunharam os dois acusados. A procuradoria pede 16 anos de {carcel} para os dois inculpados por assassinato com aleivosia

CARMEN HERNÁNDEZ MANCHA caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
13/03/2018

 

Los dois acusados do atropelamento mortal de Juan Carlos Quadros/Marcos, candidato do PP por Robledillo de Gata, o 14 de Maio de 2011, se declararam ontem inocentes no primeiro dia de juízo. Se enfrentam à petição/pedido de 16 anos de cadeia da procuradoria por «assassinato concorrendo aleivosia». Uma das acusações particulares, a do pai e irmãos do falecido, solicita uma pena de 17 anos, enquanto a outra acusação particular, a da viúva e filho da vítima, pede 4 anos de prisão em caso de não acreditar-se que teve voluntariedade no atropelamento.

Após constituir-se o júri popular, formado por 9 membros e dois suplentes, começou o juízo na Sala de Audiências da Audiencia Provincial de Cáceres. Segundo a fiscal, {Ruth} {Crehuet}, nas conclusões provisórias, os acusados e a vítima celebravam {sendos} atos de fim de campanha eleitoral o 13 de Maio de 2011 nas localidades de Descargamaría e Robledillo de Gata respetivamente. Um dos acusados, Modesto Sánchez, era vereador de Descargamaría pelo PSOE, mas «por desavenças com os seus companheiros de jogo/partido», segundo a procuradoria, ajudava na campanha do PP, lista na qual estava incluído o outro acusado/arguido, Luis Miguel Hernández. Por seu lado, a vítima era candidato do PP por Robledillo de Gata.

Após finalizar o ato, os acusados se deslocaram à vizinha {Robledillo}. Ali coincidiram com a vítima num bar. Às 4.30 horas da madrugada de 14 de Maio, Juan Carlos Quadros/Marcos abandonou o local «em estado de embriaguez» e foi a pé pela estrada CC-7.1 até seu casa em Descargamaría. Pouco/bocado depois, abandonaram também o bar os acusados que se encontraram com Juan Carlos Quadros/Marcos «inclinado, de barriga para cima e inconsciente» no faixa de rodagem direito da estrada, sentido Descargamaría. Segundo a procuradoria, os acusados, «postos previamente de acordo», situaram o veículo que conduzia Modesto Sánchez «no faixa de rodagem contrário segundo o sentido da marcha, em desempregado/parado e, desde ali, iniciaram a marcha a muito escassa velocidade, introduzindo's no faixa de rodagem da direita, no qual se encontrava inclinado Juan Carlos, e passaram a roda dianteira direita do carro acima do corpo inerte do mesmo», o que lhe provocou a morte imediata por esmagamento. Segundo a acusação, encontraram-se restos de ADN da vítima numa peça de plástico que «encaixa» com o veículo dos acusados.

Estes, por seu lado, negaram os factos/feitos. O primeiro em testemunhar foi Modesto Sánchez, que afirmou que não conhecia pessoalmente à vítima até ao encontro no bar, onde este lhe disse, «somos os melhores, ¡{chócala}!», por apoiar os dois ao PP. Segundo Sánchez, Juan Carlos Quadros/Marcos encontrava-se em estado de embriaguez. O acusado/arguido reconhece que bebeu «um par de taças», mas assegura não estar bêbedo, pelo que conduziu de novo a Descargamaría junto a Luis Miguel Hérnández. Modesto Sánchez negou que {atropellara} a Juan Carlos Quadros/Marcos nem a nada, assegura que chegaram a seu povo/vila e visitaram a outro simpatizante do seu partido, já avançada a madrugada, mas sem precisar a hora. No dia seguinte, a Guardia Civil lhe pediu rever seu carro, o que Modesto Sánchez facilitou aos agentes. Esse mesmo dia, afirma que voltou ao bar de Robledillo de Gata e esteve falando de política com seu proprietário. Segundo a procuradoria, esta visita foi para induzir ao proprietário do local e a empregada de mesa para que dissessem que tinha abandonado o local às 4.00 da madrugada. O acusado/arguido, por outro lado, assegura que lhes perguntou sem essa {intencionalidad}. A fiscal sustentou um duro interrogatório a Modesto Sánchez, até ao ponto de ser advertida pelo juiz, José Antonio Patrocinio.

Posteriormente, interveio o outro acusado/arguido, Luis Miguel Hernández, quem confirmou ter bebido aquela noite umas 14 taças, pelo que ao montar-se no veículo de Modesto «ia dormido», sem notar nenhum incidente que lhe despertasse, até que chegaram a Descargamaría. Hernández negou também ter acordado com Sánchez a morte de Juan Carlos Quadros/Marcos.

Por seu lado, o advogado da defesa, Ángel Luis Aparicio, tratou de demonstrar que nenhum dos dois acusados tinha motivos para assassinar a Quadros/Marcos. Aparicio pediu além disso a reconstrução dos factos/feitos, porque no primeiro relatório/informe da Polícia Judicial de Coria se descartou o assassinato e não foi até uns quatro anos depois quando a Guardia Civil de Tráfico de Cáceres, num relatório/informe, sugere este delito.

O juízo continua hoje com o testemunho dos testemunhas e peritos.

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