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600 cacerenhos contra a ‘{basuraleza}’

Um amostragem junto à capital revela que um 47% dos resíduos som plásticos e um 15% metais. As sucessivas batidas que organiza {SEO}/{BirdLife} limpam 31 espaços da província em só/sozinho um ano

 

Ranking dos {desechos} recolhidos cada ano em campos, florestas e montes. Amostras {recabadas} por voluntários. - {SEOBIRDLIFE}

Uma das jornadas de retirada de lixo no ambiente natural. Nomeadamente 653 pessoas se mobilizaram em Cáceres durante 2019. - {SEO}/{BIRDLIFE}

LOLA LUCEÑO
09/03/2020

Um milhar de espécies que habitam os oceanos e ambientes aquáticos convivem com o lixo, que tem degradado seu habitat natural. Por exemplo, um 90% das aves marinas tem ingerido plásticos. Os estudos sobre/em relação a a flora e a fauna terrestre som ainda muito inferiores, mas sugerem que o impacto poderia ser maior/velho porque grande parte dos resíduos procedem de terra firme. Basta dizer que dos 6 {billones} de beatas que se produzem cada ano, 4,5 billones acabam atiradas ao meio ambiente. A associação ambientalista SEO/BirdLife qualifica esta situação como uma «catástrofe ambiental de dimensões avassaladoras,» mas acredita que ainda há tempo e tem aplicado uma solução muito singular: a luta contra a ‘basuraleza’.

Este termo põe nome ao grande objetivo do projeto Liberta, desenvolvido desde/a partir de 2017 por SEO/BirdLife em aliança com Ecoembes, precisamente para libertar o meio ambiente de resíduos. «Cada pessoa conta. Cada ação conta», afirma a ONG, que aglutina cada ano a um verdadeiro exército de voluntários de todas as idades e condições para sair pelos campos, rios e costas à procura de estes resíduos.

Os cacerenhos também se têm implicado na batalha contra a ‘basuraleza’, que supõe um dos maiores pulsos que se têm echado neste país contra os resíduos. Trata-se de um projeto transversal que chega a todas as comunidades e a diferentes ecossistemas. Em Cáceres, segundo o balanço de 2019, se mobilizaram 653 voluntários em 31 espaços naturais, desde/a partir de a Rota dos Tanques, ao rio Ibor, passando pela Charca do Casar de Cáceres. Para 2020 já se estão organizando as novas campanhas. Merecem a pena. Durante 2019 se retiraram 126 toneladas de lixo ao longo/comprido e largo da geografia espanhola (os interessados podem inscrever-se em ‘proyectolibera.org/’).

SEO/BirdLife é uma ONG cientista, por isso, para além de retirar a ’basuraleza’, pretende gerar conhecimento para criar uma ferramenta que permita sensibilizar às pessoas. Nisto consiste o grande objetivo e a grande solução. E como se gera conhecimento a partir dos resíduos? Aí reside o primeiro pilar do projeto Liberta: a ONG está muestreando 140 Áreas Importantes para a Conservação das Aves e a Biodiversidade (IBAS), entre elas oito em Cáceres, para ver como estão afetando os poluidores das lixos a esses ambientes. «Se analisam fezes de animais, água, sedimentos e terra para apurar sua afeção através dos laboratórios do CSIC. Os resultados se conhecerão em finais de 2020» explica Miguel Muñoz, coordenador nacional de Liberta.

ZONAS SOB VIGILÂNCIA / Nomeadamente, na província de Cáceres se controlam os IBAS de Serra de Gredos e Candelario, Serra de São Pedro, Albufeira de Cedillo/Tejo Internacional, Planos de Cáceres/Trujillo/Aldea del Cano, Serra de Las Villuercas, Monfragüe, Baixo/sob/debaixo de Tiétar/Rampa de La Vera, e Vegas del Alagón.

No seu propósito investigador, SEO/BirdLife e Ecoembes também aproveitam as mobilizações dos voluntários a fim de que, quando realizem suas batidas, tomem mostram válidas de ‘basuraleza’ para a sua análise científica. Deste modo, os grupos som formados numa metodologia que lhes permite, antes de recolher tudo o que encontram, realizar um primeiro transepto de cem metros no qual vão registando por meio de uma aplicação os diferentes {desechos} (beatas, plásticos...) e seu peso, dados que se transmitem automaticamente a {SEO}/{BirdLife}. Todas estas amostras conformam já um grande mapa que pode consultar-se em ‘{elitter}.{org}’, onde se inclui a tipologia da ‘{basuraleza}’ de cada paragem para avançar/adiantar nos estudos que ponham remédio. Em Cáceres há já 10 pontos {muestreados}: Madrigalejo, Guadalupe, Santa Marta de Magasca, Hervás, Touril, {Tejeda} de Tiétar, Coria, Cachorrilla, Jerte e o ambiente de Cáceres capital.

Por exemplo, nos {parajes} próximos a esta cidade, uma das recolhidas revela que os plásticos supõem um 47% dos resíduos, os metais um 15%, os {desechos} higiénicos um 7%, o papel/papelão um 4%, o vidro quase um 3%, e a madeira trabalhada outro tanto/golo, para além de um 20% de lixo de outros materiais.

Se forma assim uma grande cadeia de provas em centenas de rios, montes e costas. {SEO} o denomina ‘caracterizações de resíduos’ e para esta lavor/trabalho prefere colaborar com grupos previamente organizados, como empresas, colégios ou associações já constituídas, a fim de que o trabalho se faça de maneira satisfatória e os resultados possam computar-se. «O solicitam através da web e lhes enviamos uma caixa com luvas, sacos, uma balança e o material que necessitam. Também lhes damos uma formação online», detalha Miguel Muñoz. Sete de cada dez tomadas de amostras som perfeitamente válidas.

CAMPANHAS ‘1M²’ / Após o conhecimento, o segundo pilar é a participação, que inclui numerosas recolhidas abertas a toda a cidadania. Se denominam ‘1m²’ e simbolizam a importância de que cada pessoa limpasse um só/sozinho m² de natureza. Se dividem em três tipos que se repetem cada ano. A primeira, ‘1 m² pelos rios, albufeiras e barragens’, está a funcionar atualmente. Em Março de 2019 reuniu a 268 voluntários em Cáceres que limparam nove {parajes} incluídos em dita tipologia, como a Charca do {Barrueco} de Abaixo, o barragem de {Torrejón} de Tiétar, ou a Garganta dos Infernos.

A segunda recolhida leva-se a cabo em Outubro, se chama ‘1 m² pelas praias e os mares’, e em 2019 mobilizou em Cáceres a 25 voluntários em {parajes} aquáticos interiores como o Manancial do Tanque de Trujillo. Já em Dezembro realiza-se ‘1 m² pelo campo, os florestas e o monte’, que o ano passado concentrou a 225 cacerenhos em 9 espaços como a Charca de Zarza la Mayor ou o caminho de Cuacos a Garganta la Olla.

Nestes casos, os próprios voluntários podem criar um grupo ou unir-se a outro já constituído, e escolher um paragem. Desde/a partir de {SEO} lhes enviam material para a recolhida de resíduos e de dados (não tão específicos como nos grupos que realizam os transeptos), e além disso lhes estendem um seguro que cobre possíveis contingências.

Existe uma quarta jornada, ‘1m² pela natureza’, que se celebra em Junho. Pretende {visibilizar} tudo este movimento com campanhas de recolhidas por qualquer paragem. Cada ano se converte numa manifestação massiva de consciencialização social com milhares de voluntários. Em 2019 conseguiu reunir 83 toneladas de ‘{basuraleza}’ extraídas em 453 pontos por mais de dez mil pessoas. Em Cáceres se atuou no passado ano na garganta {verata} de São Gregorio, o rio {Almonte}/{ZIP} de Deleitosa, ou os Tanques do Jerte. «O que {pretendemos} é que se fale desta questão, que a sociedade compreenda que o lixo não é um problema estético, signo de conservação, de poluição do meio ambiente», sublinha Miguel Muñoz.

O terceiro pilar consiste na prevenção. Na verdade é o mais determinante porque pode acabar com a ‘{basuraleza}’. Dentro deste eixo, {SEO} recorre a diferentes campanhas de sensibilização (plásticos, valetas, resíduos do wc...) que cria/acredite através dos resultados obtidos nas recolhidas. Também oferece um projeto educativo denominado ‘Salas de aula Liberta’ (12 nas escolas cacerenhos, onde aprendem o problema da ‘{basuraleza}’ e a necessidade de implicar-se na solução), e realiza ações de prevenção em espaços naturais mediante {cartelería}, em colaboração com as administrações. Na geografia cacerenha, estas medidas chegaram em 2019 a uma dezena de {parajes} protegidos.

VALDESALOR, UMA JÓIA / Além disso, o projeto Liberta pôs em marcha o ano passado projetos pilotos para atuar mais a fundo em oito ecossistemas do país, entre eles o albufeira cacerenho de Valdesalor, incluído na Zona de Especial Proteção de Aves ({ZEPA}) dos Planos de Cáceres. Neste {humedal} se têm realizado batidas de limpeza, trabalhos de seguimento de fauna e vegetação, e atividades de educação.

Ali se refugiam milhares de aves aquáticas cada inverno, em primavera se assintam {colonias} de {rapaces} e garças, e fazem paragem/desempregada/parada diversas espécies migratórias. Mas os resíduos indiscriminados acabaram por conquistar este paragem. Numa só jornada contra a ‘{basuraleza}’ se chegaram a retirar 23 quilos de {desechos} em 200 metros de beira.