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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

50 anos no ‘{Espiri}’ de {Llopis} {Ivorra}

A igreja do Bom Pastor, situada no bairro que promoveu o recordado prelado cacerenho, comemora o meio século de seu {consagración}. Sua história é também a dum dos bairros mais castiços de Cáceres que agora quer recuperar seu passado

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ
08/11/2019

 

El 4 de Fevereiro de 1950 se conhece a notícia de que o pároco de Santo Ángel, em Valência, era o novo bispo. A Santa Sede e o governo espanhol adotam esta decisão porque queriam enviar a Cáceres a um homem «jovem, virtuoso e bem curtido nas tarefas sacerdotais da cura de almas», isso disseram. Por isso Manuel Llopis Ivorra chegou uma tarde de 18 de Junho e fê-lo baixo/sob/debaixo de arcos do triunfo e no meio de delirantes ovações ao longo/comprido de um trajeto que iniciou na Cruz e acabou em Santa María, vamos, que aquilo foi como se agora viessem a Cáceres os de ‘Jogo de Tronos’.

Llopis era, na verdade, um economista sensacional, que promoveu a Associação Benéfica Construtiva Virgem de Guadalupe e que em 1955 fez as casas do {Carneril}, um bairro ao que logo poriam seu nome: Llopis Ivorra. El dia da inauguração foi um acontecimento tão grande que até à Sociedade {Mirat} deslocou autocarros para que os cacerenhos se somassem à celebração.

Mas, além disso, o prelado fez o Seminário, a Casa de Exercícios da Montanha (obra do arquiteto municipal Angel Pérez). E, o mais importante, auspiciou a designação, em 1957, da diocese de Coria-Cáceres, que até então só/sozinho era Diocese de Coria.

Por isso não é de estranhar que Cáceres queira muito a Llopis porque revolucionou a cidade e era um senhor muito moderno. El bispo promoveu igualmente o prédio {Coliseum}, onde vendiam riquíssimos chupa-chupa de morango, com açúcar {picapica} que rodeava o rebuçado e um embrulho/envoltório transparente no qual aparecia desenhada a face de um coelho. El majestático Llopis ia sempre de púrpura, com sotaina, gorro com borlas, faixa, cruz, {mitra}, {báculo} e um anel muito grande num dedo que dava a beijar. Vivia no Palácio Episcopal e de Valência se trouxe a vários assessores e a {Estellés}, um construtor que criou sua própria empresa e que se fez tão famoso que comprar em Cáceres uma casa de {Estellés} era toda uma garantia.

Precisamente, a igreja do Bom Pastor no bairro do Espírito Santo em Cáceres, comemora o meio século de seu {consagración} baixo/sob/debaixo de o mote ‘50 anos em teu vida’. A paróquia aproveita esta efeméride para recuperar a história dos bairros de Llopis e o Espírito Santo. Para isso, segundo informa o bispado, se tem desenhado um nutrido calendário de atividades que incluem uma exposição de fotografias antigas que estará aberta desde as sete da tarde deste sábado com o contributo das instantâneas familiares dos vizinhos/moradores com uma história da diocese e do bairro. Os horários de abertura da mostra serão todas as tardes de 17.00 a 20.00 horas.

Até Junho

Os atos se prolongarão até Junho de 2020 com uma atividade cada mês. Assim, o 12 de Dezembro às 18.00 horas terá uma mesa redonda com as pessoas maiores/ancianidade de Llopis, Espírito Santo ou de As Trezentas para que contem como era a vida na zona faz meio século. Em Janeiro terá uma missa de ação de graças e cada mês se acontecerão outros atos, como uma conferência recordando a figura do bispo Llopis Ivorra, uma tarde de jogos para que os maiores/ancianidade mostrem como eram os brinquedos e jogos de sua época. Também, se tem programado uma conversa sobre/em relação a a prevenção do suicídio por ¡Que bonita é a vida! (associação nascida no bairro), Projeto Homem falará de prevenção de drogas e {ludopatías} e também uma tarde de plantação de árvores na zona e convivência com os novos habitantes da paróquia dos bairros de Vista Bonita e Casa Prata e os migrantes e refugiados. Não faltará a festa, com uma verbena como as de antes e uma paelha solidária.

Ángel Martín Chapinal, pároco do Espírito Santo indica que o objetivo é «conhecer a identidade destes bairros do sul de Cáceres, da periferia. Conhecer a história para ser agradecidos e apoiar-nos no momento presente e olhar ao futuro. E também salientar a presença da Igreja e seu acordo/compromisso nesta zona, que queremos se siga/continue mantendo». A diocese recorda que se cumpriram 60 anos da conversão em paróquia da ermida do Espírito Santo, uma das mais antigas de Cáceres.

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