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Os ‘{complejinos}’ de Cáceres

 

O novo arcebispo de Toledo Francisco Cerro. - DAVID HUFRA / EUROPA PRESS

Jorge Vllar, Cristina Ferrera e Sandra Borrella. - EL PERIÓDICO

MIGUEL ÁNGEL SFlbMuñoz
07/03/2020

Francisco Cerro já é arcebispo de Toledo e primado de Espanha. Foi um acontecimento histórico que, incompreensivelmente, passou de pontas. Que o prelado da nossa diocese ocupe agora o maior/velho categoria da sede episcopal {toledana}, estabelecida no século I, é um orgulho para nossa cidade.

No século VII a de Toledo foi elevada a arxidiocese {primada} de Espanha e desde então todos os arcebispos som primados de Espanha. Cerro foi nomeado o 27 de Dezembro do ano passado e tomou posse no sábado, faz justamente hoy uma semana.

Trata-se do segundo bispo da diocese cacerenha que alcança este categoria. O primeiro foi Pedro Segura e {Sáez}, fundador deste jornal o 1 de Abril de 1923, justo três anos antes de ter sido nomeado bispo de Coria, cidade na qual conheceu a Alfonso XIII, ao que acompanhou durante a histórica visita que o monarca girou a Las Hurdes em 1922.

A amizade com Alfonso XIII não tardou em dar seus frutos: o papa Pío XI nomeou cardeal a Segura, cujo barrete cardinalício lhe foi imposto em Madrid, numa cerimónia diante da corte celebrada no Palácio Real e presidida pelo monarca. Após sua nomeação como cardeal, em 1927 seria designado para a sede {primada} de Toledo.

Eram anos em que todos os meios de comunicação deste país se fizeram eco da notícia. Acontece que agora estamos cheios de ‘{complejinos}’ e parece que nos desse medo elevar o tom nestas questões da cúria.

O presidente da Câmara Municipal, Luis Salaya, foi ao ato, mas pouco/bocado transcendeu de sua presença na catedral de Toledo. E é uma pena. Sem temor temos de dizer que Francisco Cerro tem realizado um mais que muito bom ‘pontificado’ durante sua estadia em Cáceres. Não oculto minha admiração por este homem próximo, que tanto/golo lutou por defender aos necessitados. Caraterizado por sua pontaria e delicadeza, Cerro é uma pessoa que foge dos {oropeles} e que tem sabido transmitir certeiro a nova imagem que o papa Francisco quer dar-lhe à Igreja Católica.

Um dia, o hoy arcebispo me definiu como um ‘teólogo da rua’. Aquilo me reconciliou com aqueles que em certa ocasião me chamaram ‘guardião da {ortodoxia}’. Nada mais longe de minha intenção que defender o {boato}, mas sim dar desde/a partir de esta tribuna a cada um o que lhe corresponde.

Nestes tempos convulsos a {laicidad} se confunde com o desprezo às religiões. Acontece, no entanto, que a religião é uma dimensão do homem. Trata-se de a espiritualidade que cada um vive com a liberdade que estima conveniente. Não se é mais intelectual, ou mais progressista ou mais socialista por ser {anticlerical}. {Echemos} mão de exemplos passados, como o presidente da Câmara Municipal cacerenho Antonio Canales, ou mais recentes como o presidente extremenho Ibarra, e nos daremos conta de que eles defenderam um ideário político e abordaram sem complexos suas relações institucionais com a Igreja Católica.

O dia que nossos governantes governem para todos por igual, sem exceções, sem estereótipos, sem clichés, esse dia teremos aprendido o que é a democracia e a defesa dos direitos. Tento fugir da mediocridade e a demagogia. E não há maior/velho caldo de cultura para a demagogia que o uso {torticero} das crenças religiosas.

Coisas de jovens

Foi esta uma semana na qual o centro de estética {Pretty} Me, que leva Sandra Borrella no 21 de {Gómez} Becerra acolhe uma exposição sobre/em relação a igualdade da fotógrafa Cristina Ferrera. Resulta gratificante que uma mulher como Sandra, que tem sofrido violência de género, tenha a bem pendurar em seu estabelecimento uma mostra intitulada ‘Coisas de jovens’ na qual se honram as bondades do homem.

«Os homens som quase todos bons», diz Cristina, que por meio de seu objetivo quebra com a imagem masculina tradicional: eles choram no banho, jogam nos parques com as suas filhas, eles e elas se amam, eles e eles se amam. O foco gera igualdade até o homem, sem desprezar às mulheres, sem desprezar aos homens.

À mostra foi o vereador Jorge Villar. Conheci a Villar naqueles anos nos que Cáceres aspirava a converter-se em Capital Europeia da Cultura. Formava nessa altura parte de um gabinete composto por María José Muriel, Cristina Caballero e&{lt};b&{gt}; Laura {Alcázar}&{lt};/b&{gt};, entregues profissionais que demonstraram sobejamente seu valia. Em todas suas ocupações posteriores, Villar tem demonstrado a paixão com a que enfrenta os novos reptos/objetivos: o da política é outro deles.

{Ay}, a política. Aqui que pensávamos que Cáceres seria o 20 de Junho o cenário para dizer-lhe adeus a {Extremoduro} e agora resulta que Roube anuncia uma nova data, o 25 de Julho, em {Rivas} {Vaciamadrid}, para ‘{redespedirse}’. {Ay}, a política, eterna caprichosa, {Ay}, a política, que nos faz cair na batota/logro.