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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de septembro de 2017

O ‘boom’ universitário

O mercado imobiliário está equilibrado, embora sobra algo de oferta. A população universitária repercute para bem em negócios de todos os sectores

P. CÓRDOBA
11/09/2017

 

Cáceres é uma cidade universitária. Em verão, suas ruas perdem vida com a marcha dos milhares de estudantes que não são naturais da cidade e regressam a seus lares para usufruir das férias. No entanto, a primeiros de setembro esse tempo de lazer chega a seu fim e os jovens voltam a fazer as malas rumo à capital cacerenha para acabar, começar ou continuar com a corrida/curso que escolheram. É a rotina de cada ano, e Cáceres necessita-o.

O curso 2017/18 começa esta segunda-feira e a rotina dos universitários ao fazer vida na cidade repercute para bem em negócios de todos os sectores. Desde agências imobiliárias ou residências de estudantes até as lojas de roupa, lembranças ou alimentação, passando por meios de transporte, bares, discotecas e outro tipo de locais de lazer, se vêem beneficiados pela chegada dum de seus principais públicos: o jovem.

Na capital cacerenha as matrículas de novo rendimento para o curso académico 2017/18 ainda não estão fechadas. No entanto, se se têm em conta os dados do ano passado a cidade acolherá a uns 7.000 novos habitantes, já que, por exemplo, o curso 2016/17 se fechou com 8.169 matriculados --para além dos 985 que cursaram algum master--, mas «à volta de um 15 ou 20%» já reside na cidade, segundo aponta o secretário da Federación Empresarial Cacereña (FEC), Pedro Rosado. Por sua vez, entre as corridas/cursos mais demandadas para cursar no campus cacerenho, destaca o Grau/curso universitário em Ensino Básico, da faculdade de Formação de Professores, com 754 matriculados; Grau/curso universitário em Administração e Direção de Empresas, da faculdade de Turismo, com 637 matriculados; e Grau/curso universitário em Veterinária, da faculdade de Veterinária, com 630 matriculados.

A perda deste público universitário seria «catastrófico» para Cáceres, analisa Rosado. «A população que chega tem uma série de necessidades e afeta positiva e {determinadamente} na economia da cidade. O comércio é um dos grandes beneficiados mas também a hotelaria, os ginásios --alguns fazem ofertas especiais para universitários--, livrarias, empresas de reprografia...», acrescenta. E, naturalmente, repercute também nas empresas de transporte que conetam Cáceres com outros pontos da região e do país, bem como no autocarro urbano. «Ao aumentar o número de usuários, Subus reduz seu défice e o que tem que pagar-lhe a Câmara Municipal à empresa é menor».

Rosado considera que «ter ou não população universitária marca a diferença entre ser uma cidade ou ser um povo/vila» e, nesse sentido, «o benefício que faz a Uex a Cáceres é muito mais do qual nos imaginamos», sentença.

ALOJAMENTO / Na hora de procurar um alojamento, os estudantes podem partilhar apartamento ou bem optar por hospedar-se numa das várias residências para universitários que há. Em Cáceres, os apartamentos mais demandados pelos jovens que aterram na cidade são de três quartos, com aquecimento e perto de a Cruz dos Mortos. «Mais além do Hotel Extremadura não costumam querer nada», aponta Manuel Campos, gerente da imobiliária {Argenta}.

¿A razão? Muito simples. As paragens/desempregadas/paradas de autocarro --da linha que vai ao campus-- mais próximas ao centro urbano estão na praça/vaga de América, na avenida Hernán Cortés e junto à praça de touros. «A rua Antonio Hurtado tornou-se numa das preferências ultimamente. Também {Gil} {Cordero}, a avenida de Alemanha ou {Arturo} {Aranguren}», acrescenta Campos. Outras zonas demandadas mas em menor medida são igualmente o bairro de {Moctezuma}, Novo Cáceres ou Os {Fratres}. «Os que optam por viver fuera do centro costumam dispor dalgum meio de transporte próprio», valoriza Jorge Blas, da imobiliária Manuela Pérez.

O preço que costumam pagar os jovens oscila entre os 350 e os 500 euros, tanto/golo por apartamentos de três como de quatro quartos, que estão também bastante solicitados. De facto, a diferença entre uma habitação centralizadora e outra mais afastada não costuma estar no preço. «No fim custam praticamente o mesmo. O que ganha o que vive em Novo Cáceres é um apartamento de menor antiguidade, portanto menos deteriorado, e um ambiente mais tranquilo para descansar. O que perde é a proximidade com o centro», comenta Antonia Aceituno, gerente de Soluções Imobiliárias de Cáceres.

Assim, o mercado imobiliário, segundo todas as agências com as que tem falado este diário/jornal, está bastante equilibrado. Cada ano ficam apartamentos por alugar, com o que sobra algo de oferta, mas o desnível não é similar ao que se dá noutras cidades ou províncias, como por exemplo {Castellón}, e o sector parece que se mantém a flutue. «Neste ano foi melhor, mas é que o passado foi mau», comenta Blas. Os meses de maior volume de trabalho são sempre Maio, Junho e Agosto para as imobiliárias cacerenhas.

Segundo os dados do último relatório/informe publicado recentemente pelo portal web Idealizadora, o preço do aluguer se tem incrementado em Cáceres um 4,4% até situar-se em 4,7 euros o metro quadrado. Há um ano, o preço era de 4,2 euros. Outro portal online, neste caso Fotocasa, publicou também a primeiros de setembro um estudo no qual analisa a variação do preço que se paga pelo aluguer duma quarto em relação ao ano passado. No relatório/informe, se situa a Cáceres como o município que tem experimentado s maior descida ao reduzir o preço num 22,1%, seguido/continuado de A Corunha (-10,2%), Oviedo (-7,6%), Badajoz (-7,1%) e Valladolid (-5,3%).

APARTAMENTO PARTILHADO / Quanto à preferência dos universitários, a maioria dos jovens se decantam por viver num apartamento partilhado, não só/sozinho porque a oferta em comparação com residências de estudantes é infinitamente maior mas também por outra série de vantagens. «Num apartamento {tienes} mais independência na hora de comer e jantar; numa residência {tienes} horários, para entrar e sair quando te apetece e para convidar a quem {quieras} a casa, porque nalgumas residências tens que pedir autorização não sei quanto tempo antes», comenta Alejandro Pinto, emeritense e estudante de quarto curso do Grau/curso universitário de Turismo que leva vivendo de aluguer desde seu primeiro ano de corrida/curso. Atualmente reside num apartamento em Cánovas porque «se {vives} no centro {tienes} tudo a dois minutos andando», mas disso se {dió} conta em primeiro. «Quando {llegué} vivi em Novo Cáceres mas estávamos muito afastados de tudo e nos {mudamos} em segundo», matiza/precisa.

Como ele, outros estudantes de fuera da região preferem também os apartamentos partilhados. Teresa Escribano, outra emeritense que acaba de terminar o Grau/curso universitário em Ensino Básico, com a especialização em Língua Estrangeira (Inglês), é um deles.

«Tenho vivido em dois apartamentos diferentes durante os quatro anos, um na {Madrila} e outro em Hernán Cortés. Preferia apartamento porque minhas amigas já levavam ali um ano e me fui com elas», salienta.

Pelo contrário, {Virginia} Amador, uma emeritense mais que começa agora o segundo curso de Mestrado Infantil, optou por alojar-se numa residência. «Escolhi ir-me à residência Mario Roso de Luna porque aos meus pais lhes dava maior confiança o saber que teria para comer todos os dias e que, aos poucos, poderia independizar-me melhor na hora de alojar-me em apartamento. De igual modo fê-lo meu irmão mais velho», confessa {Virginia}, que neste ano decidiu ficar no mesmo sítio. «Me {quedo} porque me gostou bastante esta residência por suas pessoas e seu bom ambiente... Para meu terceiro curso o {meditaré}», conclui.

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