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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 21 de junho de 2018

O de todos é meu

Ascensión Martínez Romasanta Periodista
10/06/2018

 

No se lhes acontece praticar a sentença de que o meu é de todos, mas sim ao contrário: o de todos também é meu, sobretudo meu. É o que pensam aqueles que têm liquidado as sacos que a Câmara Municipal De Badajoz colocou na semana passada em 75 {expendedores} destinadas a recolher as fezes dos cães e que em tão somente três dias se esgotaram. A não ser que a população canina de Badajoz tenha sofrido um processo vírico que causou o esvaziado intestinal de todas as animais de estimação da cidade, somente cabe pensar que as sacos tornaram-se em objeto de desejo dos amigos dos bens públicos que estão à mão de semear sem contraprestação. Como são gratuito, me as levo, embora não me façam falta. Também acreditam que o público é seu os que têm arrancado de raiz 29 dos 30 roseiras semeadas pelo serviço municipal de Parques e Jardins no ambiente de Porta Pilar. Deixaram um de mostra: tudo um detalhe. Resulta esperançoso que quem assim comporta-se pelo menos sinta/senta amor por manter vivas as plantas, pois não leva-se as flores mas tudo o exemplar inteiro, se entende que para transplantá-lo num sítio onde somente ele possa usufruí-lo, poupando's assim o custo duma vaso, que deve estar pelas nuvens em lugar de pelo chão. Temos de ter face -e luvas grossas- para dedicar-se a furtar roseiras, aos que o diabo carga/carrega de espinhas.

Mas os que mais face -e costas- têm demonstrado ter foram os que repetidamente se têm representante do relva artificial colocada em diferentes espaços da cidade. Ocurreu tantas vezes que já é habitual. O último caso se produziu na praça/vaga Diego de Badajoz, no bairro de São Fernando. No passou um mês desde que se inaugurou a obra de remodelado deste parque que, como novidade, tinha incorporado um novo chão na área de jogos infantis, com uma capa de relva artificial sobre/em relação a a de borracha. Chega o bom tempo e já é hora de arrumar o terraço própria, tirar as cadeiras e a mesa de {teka} e, em poucos dias, também a piscina inchável. Para completar o decorado, uma solução cómoda e decorativa é instalar uma {mullida} {alfonbra} de relva artificial. Mas já se sabe que a erva de bate subida um olho da face e se pode sair gratuito, melhor que melhor. É o que deveu decorrer quem, tesoura em mão e fita métrica na outra, aproximou-se à praça/vaga Diego de Badajoz e nem curto nem preguiçoso mediu a superfície que se ajusta à área de seu {terracita} e, nem um centímetro mais nem um menos, cortou a peça, pois também não temos de desperdiçar nem causar mais dano do necessário.

Pelos vistos, não é o primeiro nem infelizmente será o último que assim atua. Aconteceu o mesmo numa zona verde situada diante da fachada do instituto/liceu de São Fernando e conta o vereador de Ambiente, Antonio Ávila, que na rotunda da ermida de São Roque, na avenida Manuel Rojas, já aconteceu em mais duma ocasião, como na rotunda próxima à estação de comboio. Temos de ter {morro} para sair de casa com semelhante intenção e voltar assobiando com um rolo de tela verde baixo/sob/debaixo de a axila. Tão {campante}. Visto o panorama, medo lhe dá a Ávila começar a plantar flor da época, se vai-se a topar de frente com tanto/golo adepto à jardinagem gratuita. Há quem não entende que tudo isso que quebra ou rouba o {pagamos} entre todos, eles também. O estranho é que com a quantidade/quantia de pessoas que se dedica a gravar os demandos alheios, ainda não circule pelas redes nenhum roubo cometido num jardim público como cenário do crime. Ao tempo. Os ladrões iam a ficar {mustios}.

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